Quando e como eu parei de amamentar

Desmame. Esse post estava perdido em um rascunho. Já faz tempo que escrevi, e que parei de amamentar. Mas voltar nesses assuntos me faz viver tudo de novo. Como é bom! Por isso, lá fui eu re-editar o texto. E lá vamos nós mergulhar no poder do leite materno! O poder além da saúde, o vínculo.

Vou contar como foi o desmame do meu bezerrinho, pra ajudar – da forma que eu conseguir – mães que me perguntam sobre o assunto. E também como forma de ser uma amostra de como tudo acontece em seu ritmo, independentemente de opiniões alheias ou métodos prontos. A maternidade, como vocês sabem, não tem manual. E o leite materno não tem prazo de validade.

Leleco mamava muito, acordava de madrugada duas, três e até quatro vezes para mamar ou chupetar. Dormia no peito. Não era fã de papinha nenhuma, só de mamão e banana. Detestava o gosto de qualquer leite artificial. E não pegava bico de mamadeira. Cenário inadequado para o desmame não? Mas, foi selecionando informações, e escutando os meus próprios palpites que encontrei o caminho.

Quando e como eu parei de amamentar

Muita gente falava que eu já deveria ter desmamado. Léo estava com mais de 1 ano. Muitas outras pessoas diziam “Não tira não, coitadinho”. O coitadinho? Estava forte e dava sinais de que poderia deixar o peitinho da mamãe – depois de mamar por mais de 12 meses em livre demanda. Mas eu, a produtora do leite, estava com dor no peito – dessa vez lá dentro – porque não queria quebrar essa ligação tão forte entre mãe e filho, a amamentação. Doía, mas eu queria. Para mim, 1 ano e 2 meses foram suficientes para deixar meu filho seguro e saudável. Não precisava ser dois anos, e nem seis meses, entende?

Como imaginava que iria desmamá-lo por volta de 1 ano, perguntei antes ao pediatra o que poderia fazer, pois achei que seria terrível. Ele me orientou a ir colocando, todo o dia, um pouco de leite Ninho 1+ misturado nas frutas. Fiz isso desde os 10 meses. Não que eu quisesse desmamar Leonardo tão já, mas para ele ir aceitando. Nada acontecia! Às vezes oferecia um pouco no copinho mesmo. Nada também. Funcionou o dia em que esqueci que o botão da direita do filtro é de água gelada e preparei o leite no copinho com ela. Ele tomou tudo gelado. Quem iria imaginar, já que o leite materno é morninho…

Esse dia foi uma semana antes de ele completar 1 ano, época em que o bezerro ainda mamava manhã, tarde e noite. Passei a dar o copinho de leite artificial então primeiro de tarde, depois de manhã e de tarde, até eu achar que deveria dar também à noite e de madrugada (sim, ele contrariou a máxima de que leite materno não sustenta e que, por isso, ‘quando tomar leite em pó, vai dormir a noite toda’).

Quando eu tirei o peito de fato? Bem, foi no dia em que ele completou 1 ano e dois meses. Porque eu estava psicologicamente pronta para fazer isso, o que foi decisivo para passar segurança ao pequeno. Sim, eu sei. Eu podia ter ido além. E talvez fosse. Mas Léo começava a querer ‘arrancar’ minha roupa por aí, e comecei a achar que já era a hora. Pedi para o marido me deixar sozinha com meu pequeno no quarto. Fiquei. Até bem depois de ele terminar de mamar. Foi tranquilo. Um ritual. A nossa despedida.

Quando e como eu parei de amamentar

E ele, que não podia me ver de peito de fora, nunca mais olhou para meu seio com intenção de mamar. Desmame com sucesso! Sem seguir regras de ninguém, mas criando a minha e a dele. Está aí, meu palpite, dica, conselho, experiência… para quem quiser utilizar. Para qualquer mãe poder usar o que funcionou comigo do jeito que funcionar para ela. É a natureza das coisas, é a mãe natureza, é ser mãe! E aprender sendo.