6 coisas que precisamos falar sobre amamentação

6 coisas que precisamos falar sobre amamentação 2

Amamentação é um assunto importante pra qualquer gestante/futura mamãe/mãe que se preze. Mas é também daqueles temas-tabu, ou melhor, aqueles sobre os quais a gente não fala muito do lado ruim, só do bom. A gente mostra imagens bonitas de mães maquiadas e filhos famintos na “pega correta”. Sai falando por aí em alto e bom tom quando “tem muito leite”. E acha que “vaca leiteira” é elogio. Mas e quando você tem dificuldades pra amamentar?

E quando dizem que “você não vai tem leite”? E se, ainda na sala de parto, fica preocupada com a recusa do recém-nascido em sugar? E quando sai da maternidade aos prantos se achando incapaz? E quando só amamenta de um lado por meses? E se seu filho está na UTI e o leite materno é introduzido via sonda e “chuquinha” para só depois, quem sabe, você poder dar o peito?

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Como agosto é o mês da amamentação, e a primeira semana do mês especialmente é a Semana Mundial da Amamentação, achei que devia vir aqui – mais uma vez – frisar o lado bom sem deixar de dizer “a real”. Sou daquelas que não conseguiram amamentar de primeira, que foram desestimuladas pela pediatra de plantão, que precisaram de ajuda do Banco de Leite, que conseguiram amamentar por mais de um ano com orgulho! Sou das que acreditam na amamentação como a melhor forma de nutrir um bebê, não só com nutrientes, mas com amor. Sou a que insiste, se informa, e chora ainda na gravidez ao ver a primeira gota de colostro! Mas também compartilho a ideia de que, apesar de ser mágico, amamentar não é mágica – e está longe de ser fácil. Há dificuldades, percalços, frustrações, palpites. Nem sempre para todas, mas pra muitas.

Quero dividir algumas observações sobre amamentar – de forma verdadeira, direta e reconfortante. Sim, precisamos de conforto nessa hora! Principalmente quando existem problemas, e também quando tudo está dando certo! Quem não tem peito nem leite nessa hora, pode pensar nisso – e ajudar muito! Enfim, vamos lá?

  • 1 – Parece fácil, mas pode não ser
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Você pode ter a sorte de seu bebê sugar de primeira e já mamar bem na maternidade, de não ter o seio dolorido nos primeiros dias e da quantidade de leite se regularizar rapidamente. Porém, pode também ter problemas com a  famosa “pega” e as consequentes rachaduras no seio, ficar angustiada até o leite “descer”, ou sofrer com mastite (inflamação da mama). Se informar, buscar ajuda de quem de fato entende do assunto, e insistir são os melhores remédios. Mas, por favor, só não abandone a causa sem antes tentar todas as alternativas anteriores.

  • 2 – É possível ter muito leite, e mesmo assim sofrer

As pessoas costumam reduzir o sucesso da amamentação em muito leite X pouco leite. Aqui vai a história real de uma amiga. Ela produz bastante leite, mesmo. Só que nas duas vezes que teve bebê passou por dificuldades exatamente por isso! Porque a regularização da produção, isto é, o equilíbrio entre a oferta do leite dela e a demanda do bebê pelo mesmo, demoram um pouco para acontecer. Na primeira gestação, ela não sabia direito como lidar e teve mastite (por conta do leite em excesso e “empedrado”). Agora, na segunda, o bebê nasceu prematuro, ela está tendo que “ordenhar” e indo quase diariamente ao banco de leite. Mesmo tirando leite a cada 3 horas (como se fossem mamadas), já começou com sintomas de inflamação de novo! A questão é que, mais experiente, correu para o plantão da maternidade, e recebeu a devida ajuda.

  • 3 – É mesmo uma delícia, mas tem gente que não gosta!

Parece loucura dizer que uma mãe não curte amamentar o próprio filho né? Mas existem mulheres que não gostam. Umas por vaidade; acham que o seio vai ficar flácido, caído, etc. Outras por N motivos; se sentem ‘presas’, ‘escravas’ e muito mais. O que posso dizer para essas mães, inclusive depois de conversar com uma amiga psicóloga, é que elas podem (e devem) buscar ajuda também. Simplesmente dizer “sou assim e ponto” e apelar para fórmula na primeira oportunidade pode parecer ser a solução ideal, menos para o bebê. Então, sem julgamentos, fica o conselho de procurar as razões reais para o descontentamento com o ato de amamentar, se informar a respeito dos  benefícios para o filhote (e também pra você!), e tentar o caminho do meio… Produzir o alimento do seu filho dentro do próprio corpo e poder oferecer a ele saúde física e emocional é muito gostoso, mas às vezes é preciso descobrir esse prazer aos poucos.

  • 4 – É a coisa mais perfeita, e vai ter situações engraçadas por isso!

Ter o alimento do bebê, sempre pronto, disponível, fresquinho e na temperatura correta não tem preço! Você pode estar onde estiver; não precisa procurar supermercado ou farmácia que tenha a fórmula X ou o potinho Y. É prático demais, e perfeito! O seio vai “enchendo” conforme vai chegando a hora de o bebê mamar de novo, inclusive na livre demanda (LD): não é preciso estipular mamadas regulares, o corpo se adapta ao ritmo do freguês! O engraçado é que você pode esquecer disso, e viver situações constrangedoras de tão naturais! Exemplo? Você estar ali conversando tranquilamente, o absorvente de seio sair do lugar um tiquinho, e uma rodela de leite ficar estampada na blusa! Era a hora da mamada meu bem! E quando você dá o seio, o bebê tira a boca por alguma razão, e sai aquele esguichinho na testa do pequeno? Tem aquela história de sair do banho também já “esguichando” – coisa mais linda pra marido ver!!! kkkkk

  • 5 – Nem todo mundo respeita e entende a importância da amamentação
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Poxa, é até chato ter que escrever um parágrafo sobre isso. Nos últimos tempos, teve bastante bafafá sobre o fato de que algumas mulheres são constantemente “proibidas” de amamentar em alguns lugares! Absurdo! O que podemos dizer além disso? Em resumo, há uma confusão (proposital) entre amamentar e mostrar o peito! No entanto, acho que não é só nesses casos que existe uma falta de respeito com a lactante. A falta do entendimento da importância do aleitamento materno se dá em ocasiões mais corriqueiras: quando a vovózinha vem dizer que “ele já não está grande demais pra mamar no peito?”, por exemplo. Ou quando pediatra, tia, vizinha dizem que dar fórmula é a melhor solução para noites bem dormidas, afinal, “pesa” mais no estômago! E tem ainda empresa que não flexibiliza horários das mamães depois dos 6 meses (mínimos) de lactação. E há quem diga que seu leite “não serve pra nada” depois que a criança tem 1 ano de idade.

  • 6 – Você pode ficar dependente, mais até que o bebê!

É verdade. Amamentar gera um vínculo inexplicável entre mãe e filho. Além dos sintomas físicos (leite vazando e seio dolorido!) quando estamos há horas sem amamentar (porque o filho não acorda da soneca, porque tivemos que sair e deixar o leite no congelador, etc), não é raro sentir saudade, falta, um vazio. E é comum o bebê já estar querendo desmamar e você não!  Conheço várias mulheres que sentem um aperto imenso dentro do peito nessa hora – nada físico, puramente emocional mesmo! Não acho ruim, de forma alguma. Pense que é a forma mais transparente da natureza dizer “olha como é bom né?”. A maneira mais saudável de lidar, quando possível, é mesmo respeitar o tempo do bebê (tanto pra mais quanto pra menos) e encarar o desmame natural (o bebê vai diminuindo a quantidade, as mamadas e vai largando), e também  naturalmente (enfrentando os sentimentos que surgirem).


Amamentar é uma batalha

Amamentar é uma batalha

Amamentar é mesmo uma batalha. E, muitas vezes, da mãe contra o mundo. Hoje é a estreia de uma nova coluna por aqui: Especialistas. E, pra começar com o pé direito, quem escreve é uma convidada especial, que entende muito dessa “guerra” travada em torno da amamentação! Ela amamentou o filho por 5 meses, o que a deixou frustrada e a fez se especializar como doula pós-parto e consultora em aleitamento materno.  Com vocês, a estreia do novo espaço do blog, onde profissionais que têm filhos abordam temas de sua especialidade – com conhecimento de causa! 

Na Semana Mundial do Aleitamento Materno não poderia deixar de escrever sobre o tema, com o qual trabalho e me apaixono diariamente. Esse ano o assunto é “Amamentação: uma vitória para a vida toda” e é exatamente assim que vejo a amamentação na nossa atualidade, como uma vitória.

Hoje em dia estamos lutando para promover o aleitamento materno de forma exclusiva até o sexto mês de vida e, após esse período, uma alimentação complementar saudável. Parece fácil, mas não é. Realmente não é. Sobre introdução alimentar saudável não irei abordar, no entanto, cabe lembrar que é tão importante quanto à amamentação.

Amamentar é uma batalha

E amamentar é fácil? Amamentar na primeira hora de vida é fácil? Amamentar exclusivamente até o sexto mês de vida do bebê é fácil? Não. Infelizmente não são todos que recebem informações adequadas para que consigam estabelecer e manter uma amamentação de sucesso. E quando o assunto é desmame temos em vista outra luta, já que tantas informações inadequadas são disseminadas pela mídia, blogs e redes sociais.

Após o bebê nascer inicia-se uma batalha: a de amamentar. Muitas vezes a mãe quer muito, mas a instituição hospitalar não ajuda. Digo instituição hospitalar porque darei um exemplo clássico (infelizmente) que é uma cesárea eletiva. No caso de partos humanizados e partos domiciliares humanizados a situação é bem diferente, já que são profissionais humanizados que também lutam pela amamentação e a enxergam com outros olhos, respeitando mãe e bebê nesses primeiros momentos.

Logo que nasce, levam o bebê para realizar todos os procedimentos que consideram ‘inadiáveis’, e então fica a mãe na sala de pós-parto sozinha e o bebê no berçário sozinho. Presenciei algumas vezes em diferentes instituições e observa-se a seguinte situação: o bebê sendo colocado no berço para aquecimento enquanto estão todos os familiares do outro lado do vidro observando, e então começam a surgir comentários como “porque ele chora tanto?” ,”deve estar frio”, “precisam colocar roupa nele logo”, “olha como é esperto” e um tempo depois “olha ele vai dormir”.

Amamentar é uma batalha

Claro que ele vai dormir, e sem mamar. E a única resposta para todas as perguntas é que: o bebê quer e precisa ficar com a mãe, pele a pele, sentir seu cheiro, sua frequência cardíaca, lamber seus mamilos e quem sabe mamar. É na primeira hora de vida que o bebê esta com os reflexos mais aguçados – o que torna a primeira mamada mais fácil, também antecipa a primeira imunização, ajuda na contração uterina (prevenindo hemorragias devido à liberação hormonal frente à sucção do bebê), e reforça o vínculo afetivo entre mãe e filho.

Infelizmente na prática do dia a dia não observamos isso. A mãe, caso tenha tido a felicidade de ser informada ou de ter buscado informação sobre o assunto, acaba implorando por deixarem seu filho mamar ainda na primeira hora de vida.

Passei dia desses por uma situação onde a profissional me disse: “Olha, estamos aguardando a acomodação e está tudo bem. Só vai atrasar a primeira mamada”. Só vai atrasar a primeira mamada. Como assim? Nessa situação, se a mãe não tivesse lutado por seus direitos e se empoderado, a primeira mamada iria ocorrer quatro horas após o nascimento. O que isso acarreta para a instituição? Nada. Afinal, também os presenciei oferecendo mamadeira caso a mãe sentisse muita dificuldade em amamentar.

E é assim que muitas instituições encaram a amamentação. Trabalho como consultora e, na maioria dos casos, atendo mães que tiveram orientações totalmente erradas que vão desde a pega do bebê até oferecer complemento porque nos primeiros dias “o leite é fraco”. E aí me deparo com mães frustradas, perdidas meio a tantas informações inadequadas e encarando um puerpério (que por si só já não é fácil).

Resultado de tudo isso: desmame precoce na maioria das vezes. Quando chego para atender, o bebê apresenta confusão de bicos (devido à mamadeira e/ou chupeta), luta com o peito e a mãe luta para conseguir amamentar. Diz que o leite diminuiu (o que acontece a curto e médio prazo quando há introdução de bicos artificiais), e então é preciso muito amor e paciência pelo binômio ().

Devemos atender aquela mãe, perdida em seus sentimentos, que instintivamente sabe que o melhor para seu pequeno mamífero é seu leite, mas recebe tanta informação de tantos lados que se perde. E é lindo de ver a mãe se reorganizando interna e externamente com a sua ajuda, readquirindo autoconfiança, e o bebê sendo o reflexo disso tudo. Isso leva tempo e comprometimento da mãe, mas é possível sim.

Amamentar é uma batalha

Quero dizer meninas que devemos nos informar, buscar ajuda de pessoas que realmente entendem do assunto, investir em uma amamentação que é o melhor para ambos, correr atrás e confiar em nossos instintos. Nos tornamos muito sensíveis e vulneráveis no período pós parto e precisamos de ajuda sim, de preferência de profissionais que entendam daquilo. É preciso que instituições hospitalares se atualizem, respeitem os direitos do recém-nascido e da mãe – e então, em pequenos passos, faremos grandes mudanças.

Gabriela Giacheta é enfermeira obstetra, doula pós-parto e consultora em aleitamento materno. Mãe do Miguel (de quase dois anos), se frustrou com o desmame precoce e largou tudo pra entender o que havia acontecido. Transformou frustração em superação: deixou os hospitais, se especializou, e optou por ajudar outras mães através do atendimento domiciliar. Na página Descobridores do Mundo, ainda compartilha dicas sobre maternidade ativa! 



Amor de mãe, amor de filho

Amor de mãe, amor de filho

Adoro ser chamada por apelidos carinhosos: mamãe doida, mamis, mimis, gostosona (sim, essa é uma das formas que meu filho me chama). Perco o chão quando ele diz que me ama; “do tamanho do céu”,”maior que tudo”, “muuuuuito”.  Amo as demonstrações espontâneas de carinho, seja no café da manhã, no carro, no sofá. Amo ser mãe. Por isso, quero dividir algo que ilustra todo o amor que nos liga – mães e filhos – num cordão umbilical invisível eterno (assim espero!)… Ele ditou, a professora escreveu, ele assinou.


Amor de mãe, arte e brigas de filhos para recordar!

Amor de mãe, arte e brigas de filhos para recordar!

Antes de convidar mães para essa coluna,”namoro” seus blogs, suas vidas (quando não são blogueiras), suas personalidades, e adoro quando sou presenteada com um “sim” diante do convite. Mais; amo quando recebo os textos, tão sinceros quanto bons! Porque fazem jus ao título deste espaço, nos permitindo entrar na cabeça de uma mãe! Tenho sorte. Recebo só gente boa, em todos os sentidos – talvez porque, como minha convidada de hoje diz, há gente bacana em todo o lugar! Cynthia Le Bourlegat, do blog Fala Mãe, é uma ex bióloga, casada e mãe de dois meninos, que já morou na França, gosta de crafts e adora colocar os filhos pra fazer arte. Ela dissemina por aí um pouco de tudo que gosta e vive – com muito amor e ‘falação’! É daquelas que acreditam que cada fase tem percalços e lembranças. Pra dizer a verdade, me parece sábia, ficando com a parte  das boas recordações mesmo. Deixo vocês nas mãos dessa “arteira”!

Diante do vários prognósticos  falsos de que a mulher  com ovários policísticos teria dificuldades de engravidar, eu não botava muita fé nesse negócio de me tornar mãe um dia. Quanto menos, imaginava que teria dois meninos em gestações seguidas, gerados nas primeiras tentativas. Mas uma coisa eu já imaginava, eu sou camaleoa, e diante de situações diferentes, eu faço uma tempestade básica dizendo que nunca vou conseguir, e meia hora depois lá estou eu, me adaptando bem, me virando nos 30!

Hoje sou mãe de um menino de 7 anos e outro de 5. Já não tenho mais aquela trabalheira toda de desfralde e cuidados de bebê, mas tenho outros desafios que não julgo menos complicados:  separar conflitos, brigas, respirar fundo diante do: “mãe, foi ele, mãe, olha ele”… Sim, o praguejamento externo de que eles brigariam muito se cumpriu, e agora não me adiantaria nada sentar e chorar, teria que agir com serenidade e sabedoria. Coisa que nem sempre consigo, claro, às vezes eu grito, surto,  perco a paciência , e depois eu penso: são só crianças cheias de energia e criatividade que precisar ser extravazadas.

Amor de mãe, arte e brigas de filhos para recordar!

Assim,  comecei a observar de que eles adoravam quando eu estava presente nas suas  brincadeiras e criações, e que brigavam menos quando estávamos juntos fazendo algo bacana. Então decidi, que essa fase que eles estão agora seria eternizada como a fase das criações, e não a fase das brigas. Aproveitando lógico, as habilidades diferentes que cada um já tem, e como mãe admiro num grau exagerado e babão.  Um é mais estratégico e racional, outro mais criativo e habilidoso, e certamente fazem um time perfeito ao meu ver.

Nesse pensamento, vamos nos adaptando, criando , crescendo e aprendendo a acertar cada vez mais na relação: mãe e filhos. E como toda mãe, sonho que eles cresçam homens de bem, e lembrem dessa fase com muito carinho e um tiquinho de saudade.


Animal sim, máquina de parir nunca

Animal sim, máquina de parir nunca

parcela nisso, pois deu a luz a cinco, todos vindos ao mundo assim. Minha irmã teve um casal da mesma forma. Lindo, para mim é lindo. A maneira mais clara de enxergar como a natureza existe e é perfeita.

Mas muita gente prefere ignorar o natural e partir logo para o artificial. Perdem muito por fazê-lo. Ao contrário do que dizem por aí, a cesárea não é mais fácil, é mais difícil. Para a mulher, que costuma ter um processo de recuperação mais lento e doloroso, e para o bebê, que, entre outras coisas, não entra em contato com bactérias boas para seu sistema imunológico presentes, sim, na vagina da parturiente.

Há outras tantas razões pela qual o parto normal (com ou sem anestesia) é mais indicado. Eu não vou discutir nenhuma delas. Apenas contar a minha história. Não para meu filho, pois para ele contarei pessoalmente e com mais detalhes, mas para outras futuras mamães que estão longe não só de mim, mas da melhor coisa que pode acontecer a elas. Para, talvez, encorajá-las a passar pela experiência mais incrível e que só elas podem passar. E que fique claro a todas: a mulher que tem parto normal não é melhor que a que não tem, é o parto normal que é melhor para ela, e para o filho.

Não é justo julgar quem acaba tendo que passar pela cesárea, afinal há inúmeras razões médicas para que isso aconteça, o que não diminui nenhuma mãe. Mas sei que há muitas mulheres que acabam sendo convencidas pelos médicos a se submeter à cirurgia sem precisar. Muitos, se não inventam desculpas convincentes e fora do alcance do conhecimento leigo da gestante, influenciam a paciente em um momento de fragilidade dela. Outros nem precisam, pois já encontram no medo e na falta de informação da mãe o eco para sua fala.

Animal sim, máquina de parir nunca

Falo isso porque cheguei a ter uma pequena experiência com um obstetra, escutei inúmeros relatos do que falei acima e já produzi uma reportagem sobre o tema, com direito a depoimento de médico renomado dizendo o quanto a mulher pode e deve passar pelo natural e o quanto profissionais de saúde dificultam essa “passagem”. Já falei com doulas, com psicólogas, obstetras e mães que trocaram de médico mesmo estando no fim da gestação em busca de um tratamento mais humano e respeitoso.

Quando eu engravidei, a primeira idéia que me passou em mente na hora de escolher o obstetra foi a disposição dele em realizar partos normais, pois sempre soube que a maioria se sente confortável em agendar a vinda ao mundo de quem não marcou horário para chegar. Tanto foi que mudei de médico, pois ouvi deste primeiro algo como: “Ah, quase todos os partos que faço são cesáreas, é mais fácil né Aninha?”. Já o segundo profissional que procurei eu sabia que era a favor do normal, pois tinha realizado dois só na minha família. E, no consultório dele, cheguei logo dizendo que era esse o motivo de eu estar ali. Pronto, foi o começo.

Li e reli muito, em livros, na Internet, em revistas. Fiz Yoga desde o quinto mês, caminhei e conversei muito com meu filho quando ele estava aqui dentro. Muitas pessoas me diziam para mentalizar de maneira positiva e eu mentalizava, imaginando a cena da forma como eu queria, priorizando a minha imagem bem tranquila e sem dor.

É claro que tive medo do parto. Muito. Ficava ansiosa, falava disso o tempo todo a ponto de meu marido dizer que eu não precisava me preocupar. A resposta? “É porque não é você que vai passar por isso!”. Eu tinha receio da anestesia, mais do que de qualquer outra coisa. A dor eu nem conseguia imaginar, então insistia com o médico em não ser anestesiada. Ele disse que eu tomaria a decisão, mas que não tinha razões para eu sentir dor. Esse assunto deixei para a hora do vamos que vamos, afinal há muitas coisas que não há como prever.

Me preparei para o parto normal, mas também tentei me preparar para a possibilidade de não poder ser assim. Escutei histórias de mulheres que não conseguiram e uma delas me disse que ficou muito frustrada. Por isso, eu ao menos tentava pensar que se não desse era porque não era para ser. Mas preciso admitir que eu não estava preparada para não ser.

No final da gravidez, lá pela trigésima oitava semana, sentia “lá embaixo” se abrindo enquanto eu andava, mas não sentia mais nada, nem aquelas contrações de “treininho”. Mas passei uma semana com intestino solto, sintoma de trabalho de parto para algumas mulheres. Na sexta-feira, passei a madrugada com dor de barriga. Até as 5 da manhã sofri quieta porque achava  que eram só cólicas intestinais, até que percebi a barriga ficando dura. Chamei meu marido, que queria me levar para a maternidade, já que ficava a uma hora de nossa casa. Tentei esperar para ver se era mesmo o caso e… vomitei! Aí ligamos para o médico e ele pediu que fossemos para a maternidade.

No caminho, contrações a cada cinco minutos! Uma dor que aumentava conforme meu nervoso. Respiração de Yoga. Chegamos. Me levaram para examinar e eu estava com um dedo de dilatação. Fui para o quarto, mais calma e com quase nada de dor. Médico pediu para eu continuar marcando as contrações e eu marquei, o que mostrou que elas vinham, mas não duravam o suficiente para “empurrar” meu bebê lá para baixo. Mais exames para saber se o feto estava em sofrimento e ele não estava.

Fim de tarde, contrações fracas, pouca dor nas costas e a pergunta se eu queria induzir o parto. Eu, preocupada em acabar fazendo cesárea, perguntei logo: “Ai, doutor, você tá querendo cortar minha barriga né?”. Ele, um amor de profissional e ser humano, me explicou que não, que a decisão era minha. Eu, preocupada se a minha insistência poderia causar algum dano ao neném, perguntei se isso podia de fato acontecer. O obstetra, todo paciente, sentado na maca ao meu lado, disse que ele não me daria chance de escolha se a vida do Léo estivesse em risco. E conversou comigo mais um pouco, me tranquilizando, explicando que eu podia voltar para a casa e esperar a hora. Voltei. Saí do quarto com a sensação de que eu havia falhado, ou melhor, de que eu ainda não tinha obtido o que eu queria do jeito que eu queria. Poxa, todos saindo com bebê nos braços e nós com as malas intactas e mais um cabide da mãe exageradamente preparada! Foi até engraçado…

Fiquei mais uma semana na casa da minha mãe, mais próxima do hospital, sem dor, sem nem contrações fracas, só com a vontade de ver a carinha do bebê. Diziam que eu era corajosa, outros que teriam feito logo a cesárea. Eu estava mais do que certa que era para esperar. Sexta-feira seguinte, consulta e constação de que estava com quatro para cinco centímetros de dilatação, só que ainda não havia o encaixe. Surgiu a pergunta se eu queria tentar induzir. Surgiu a resposta, depois de mais e mais perguntas, que eu queria sim. A ansiedade era imensa, o marido estava há uma semana longe e eu senti que ia ser naquele dia. Médico me deu muitas certezas de que o normal viria. Talvez se fosse hoje eu esperaria ainda mais para tudo acontecer naturalmente mesmo. Talvez eu teria mais paciência, menos ansiedade. Mas eu fui para a maternidade, como se fosse cesárea, sem dor, sem bolsa rompida.

Cheguei por voltas das três da tarde, me instalei e fui logo tomando a oxitocina para induzir. Não fez nem cócegas. Médico vem examina, volta, vem examina de novo, volta e me diz que vamos para a sala de parto, pois já tinha mais dilatação (acho que sete). Pelo meu ritmo, ainda iria demorar mais e, por isso, o obstetra disse que era melhor eu tomar anestesia. Isso faria o colo do útero relaxar e, junto com o rompimento da bolsa, faria o “preguiçoso” descer. Foi o que aconteceu. Depois da anestesia (tranquila e sem razões para meu medo), o médico rompeu a bolsa e ficou lá sentado esperando. Aí sim eu senti dores, contrações fortes. Porque a anestesia não foi em grandes doses, um pedido meu e do meu médico, que me conhecia e queria que eu sentisse as contrações e soubesse quando deveria empurrar. O anestesista até perguntou se eu precisava de mais e eu não precisei. Respirava fundo, conversava com meu pequeno via pensamento e tinha a certeza de que tudo iria dar certo.

O obstetra me pediu para fazer força para ver se já era a hora. Era. Mais alguns empurrões e, antes das 23 horas, nasceu. Sem palavras para descrever o momento em que o mundo para. O momento mais mágico, feliz e divino da vida. Minha vida. Vida do filhinho que chega. Vida! Parto normal, calmo, sem muita dor, feliz. O depois foi tão tranquilo quanto o durante. A episiotomia, que foi necessária segundo o médico, doeu nos dias seguintes, mas não precisei nem de anti-inflamatório. Tudo volta ao normal muito rápido quando se tem normal.

Animal sim, máquina de parir nunca

Tenho que dizer que conheço mulheres que tiveram cesárea e se recuperaram de maneira perfeita, que não passaram problemas e que receberam nos braços filhos lindos, saudáveis e nem um pouco “amassados”. Conheço também quem tenha tido parto natural mesmo, sem anestesia, com dores suportáveis e sem necessidade de nenhum cortinho. Cada uma tem seu corpo, sua história, suas crenças, seu marido, seu médico. Mas todas sabem que o corpo da mulher é capaz de se transformar para abrigar um novo ser humano e, por isso, todas devem acreditar que, da mesma forma, este mesmo corpo também é capaz de ir além para parir.

Parto humanizado? Nunca deixamos de ser seres humanos, mas se é preciso rotular o tratamento médico que iremos receber para sermos tratadas como merecemos, que usem essa definição. Mas prefiro dizer só parto. E preferia que só essa palavra já garantisse um nascimento segundo as capacidades e limites que a naturezanos dá, e não conforme a produção em série da maternidade. Se dar um nome específico é humanizar alguma coisa, ok. Ainda sim, prefiro pensar no conceito de natureza, ou algo assim. Porque só se a natureza não quisesse facilitar, é que a ciência deveria ajudar. Só se precisasse, cortariam nossa barriga ou vagina. Só se houvesse necessidade, seríamos anestesiadas. Só se o bebê nascesse com problemas, ele não iria direto para o colo da mãe. Só se o pai não tivesse coragem, não seria ele a cortar o cordão umbilical. Só se. Caso contrário, deixariam a natureza agir. Ela sabe o que faz. E ela não quer nada que se distancie do humano, do ser humano, mesmo que haja a intervenção dele no episódio mais animal da vida. Sim, porque somos animais. Não máquinas. Pena que esquecem disso.


Terceiro trimestre de gravidez – e a mais pura ansiedade!!! (diário de grávida)

Ah, o terceiro trimestre de gravidez. Chega de repente! Na verdade, parece que demora muito para a reta final chegar, mas – sem mais nem menos – pronto; você ultrapassou a marca das 28 semanas de gestação!!!

E aí minhas queridas, vocês sabem, vem aquela enxurrada de pensamentos e sentimentos. Em primeiro lugar, vem aquela vontade imensa de ver o rostinho, ou ela aumenta! Ainda mais quando você sai do ultrassom com a seguinte informação: seu bebê já passou dos 40 centímetros e pesa mais de um quilo de meio!! É oficialmente um bebezão.

Tem também a parte prática. Tudo o que a gente estava refletindo em doses homeopáticas, decidindo com “tempo” e “calma”, passa a ser urgente. Sendo ou não. Na minha cabeça, só passa uma frase, quase como naqueles letreiros iluminados: “Tá faltando muita coisa!”. E está mesmo. Os detalhes nem tão necessários, e as coisas básicas que uma mãe prepara para a chegada do filho! Além de berço, cômoda, armário e poltrona, que simplesmente não foram entregues ainda, olha um resumo da minha check list:

– Cesto de fraldas sujas: no banheiro da Manu não tem espaço para mais nada que não seja o micro-lixo que temos por lá, preciso improvisar e não sei como!

– Fraldas (sim, elas!): acredite se quiser, mas ainda não tenho nem um pacote sequer de RN! Ganhei apenas dois, um P e outro M… Se continuar assim, nem de cesto vou precisar!

– Garrafa Térmica e pontinhos para algodão e etc: não comprei, não ganhei, nem ouço falar por enquanto.

– Prateleira de apoio: minha cômoda é pequena e vou precisar de uma dessas (para colocar a garrafa térmica inclusive), mas até agora não encontrei como quero.

– Almofada de amamentação: não usei com Léo, mas senti muita falta! Achei que fosse ganhar e nada! E quero uma que combine com o quarto, seja neutra, rosa básico… kkk

– Mesa de apoio para poltrona: sabe aquelas branquinhas redondinhas? Então, ainda não tenho! E são super úteis pra colocar o copo de água, a fralda de boca, a chupeta, etc. Poderia ser um esquema meio criado mudo também, mas…

Amor de mãe, amor de filho

– Abajour: com Léo eu usava apenas aquelas luzes que ficam na tomada, mas nunca enxergava o suficiente para uma troca de fraldas na madrugada! Mas o que gostei, esquenta a cúpula, aí logo pensei na Manu andando e colocando a mão!

– Absorvente para seios: não comprei ainda!

– Enfeite de Porta: Não fiz, não mandei fazer, não tenho a menor ideia do que eu quero dessa vez! E corro o sério risco de ir para a maternidade sem ele!

– Lembrancinhas: tenho opções que amei, mas pergunta se tive tempo de ir atrás?

– Doula:  Gostaria da presença de uma pessoa (além da equipe médica e marido) pra me apoiar na hora do parto, mas – acredite – não conversei com nenhuma!

No último post do “Diário de Grávida”, eu ainda estava calma, mesmo sem ter nada pronto; estava lidando bem com isso! Passados alguns poucos dias, saí lavando as roupinhas pequenas que nem louca, organizei o que vai pra maternidade e, exatamente por isso, saí correndo atrás de itens que faltavam. Achei que tivesse muitas peças RN, por exemplo, e não tinha quase nada! Havia esquecido da toalha de banho, e ainda não encontrei o casaquinho de frio para aquele tamanico de bebê que sai da nossa barriga! Sem contar a minha camisola, as pomadas…

Sim, ainda tenho umas 8 semanas pra ver tudo, mas imagina se tenho pique? No final, acho que muitas vezes só queremos repouso. E tem também a questão da segunda gestação! Parece que você fica lenta, acha que tudo vai dar certo e que o que faltar dá-se um jeito, afinal bebês não precisam de tanta coisa assim que não seja colo, peito, uma boa manta e fraldas! Só que chegando nos “finalmente”, a tranquilidade do início (e do segundinho) vai meio que por água abaixo, e te resta uma enorme ansiedade típica de primeiro filho – além de um cansaço gigantesco, e a curiosidade de ver as feições do mais novo amor da sua vida.

Amor de mãe, amor de filho

Bom, há uns 3 dias, meu marido disse que estou “desesperada”. Será? Eu disse que “muito pelo contrário, porque a maioria das mães na trigésima semana já têm tudo pronto!”. Pelo menos as de primeira viagem! To errada? Aí, conversando com uma amiga na mesma fase (e grávida não pela primeira vez), chegamos à conclusão de que nessa altura do campeonato, e principalmente na segunda, terceira gestação…: falta de tudo, você esquece de um monte de coisas, e fica louca querendo que o tempo passe. Não aguenta tanto o tranco mais. Só que não quer ter o bebê nos braços antes da hora, porque né?

Aliás, que loucura, nos últimos dias o que não faltou no meu círculo de amizades foram mães parindo antes do tempo (31, 34, 36 semanas!). Socorro. Se a Manu chegar antes já viram? Prefiro segurar a ansiedade de ver o rostinho, e curtir a correria de dar conta do que ainda não fiz! Inspira, expira.


Quando colocar a criança na escola?

Quando colocar a criança na escola

Quando é a hora certa de colocar um bebê ou uma criança na escola??? Logo no fim da licença-maternidade? Após 1 ano? Dois? Três – pra ir logo no maternal??? Quatro ou cinco, como era antigamente? Difícil saber.,, Cada um tem uma opinião, cada família uma realidade, e cada criança suas particularidades.

E tem casa da avó, da tia, serviço de babás e – hoje em dia – até creches particulares. Cá entre nós, escola muitas vezes acaba em último lugar na lista de possíveis escolhas dos pais! Exemplo claro são essas novas creches domiciliares, ideia que muito me agrada, embora não 100%. Não há outra razão para elas serem criadas por algumas mães (que querem se revezar no cuidado com os filhos com outras mães!), se não para fugir da escola tradicional. Vejam bem, estamos falando de fuga – entendem?

Tem quem vá ainda além, e invista no homeschooling – ensino em casa – até a faculdade. Mas vamos focar nas crianças menores. Aquelas que a gente mal desmama (se desmama!), que ainda chupam chupeta, dormem agarrados, não falam ou pouco falam, usam fralda ou acabaram de largar. O que fazer com elas? Largar tudo pra se dedicar a elas? Mas e depois? Que mulher se realiza profissionalmente depois? Como? Dá? E o dinheiro?

Não é segredo pra ninguém que optei por deixar a carreira de lado pra cuidar de Léo por 3 anos. É, ele só foi pra escola com 2 anos e 11 meses! Garanto que foi a melhor coisa que fiz. Agora, com Manu, cheguei a cogitar a escola, ela tendo apenas 1 ano e 4 meses. Desisti. Mas não estou aqui pra erguer bandeiras, ou pra contar a minha experiência. Não hoje. Queria apenas te fazer pensar. Nós podemos pensar sobre isso! Não?

Em vários países, a maternidade e a paternidade são tidas como essenciais na vida de um ser humano, e até para o futuro da nação. A Suécia, por exemplo, foi o primeiro país do mundo a aprovar a lei da licença paternidade e maternidade remunerada, em 1974 – que dava aos pais (veja bem, aos dois!), o direito de se afastar do trabalho juntos por até 6 meses. Separadamente, cada um tem até 1 ano de licença. E não só. Para não deixar que os homens transfiram seus dias para as mulheres, agora o país os obriga a dedicar 90 dias exclusivamente ao bebê!!! Tudo não só pela igualdade de gêneros, mas uma demonstração de que a educação passa sim pelas mãos dos pais (mães e pais!), e que valorizar isso é investir num futuro melhor – para cada um, e pra todos.

Não estou aqui pra dizer que isso é o certo e acabou. Estou de fato querendo mostrar que existem outras realidades diferentes da brasileira, e que podemos pensar fora da “caixinha” à qual estamos acostumados. Além disso? Acabei constatando que, ainda que intuitivamente em vários casos, temos fundamento ao querer “fugir” da escola nos primeiros anos de uma criança. Que tal lembrar que já é comprovado que os primeiros mil dias de vida têm influência sobre todo o restante da existência de um indivíduo??? Isso dá exatos dois anos, contando a partir da gestação…

E o que dizer sobre o sistema imunológico, que só está plenamente formado por volta dos 3 ou 4 anos? Colocar o filhote antes disso em contato diário com amiguinhos é aumentar as chances de ele ficar doente semana sim outra também. Pode não acontecer, mas você abre as portas antes do “ideal”, pelo menos sob o ponto de vista da defesa do organismo. Quanto à socialização??? Há ganhos, claro!!! Mas não há perdas se ela acontecer de outras formas, por enquanto.

Longe de mim dizer que está errado colocar na escolinha com 8 meses. Período integral? Curso de férias? Três vezes na semana? Não é meu papel. Mesmo. Só que fui escrever um texto sobre as razões que me motivaram a desistir da escola pra Manuela, e – quando vi – estava escrevendo tudo isso!!!! Falando pouco de mim, e muito do todo… Resolvi mudar o título do post, e guardar a minha versão pra depois.

Existem outros motivos para ela estar aqui comigo e não na escola (e o principal deles é o meu emocional mesmo!), mas apenas pensem comigo… E se tivéssemos apoio do governo pra cuidar de nossos bebês por mais tempo? E se todos os pais e mães tivessem condições de fazer escolhas? Estou falando de poder escolher – de verdade. E de dividir tarefas relativas à criança e à casa. De optar por não colocar na escola. Por não ter babá, ou mesmo por não dividir os cuidados do filhote com qualquer pessoa além do(a) companheiro(a).

O que faríamos se tivéssemos outras possibilidades?????????????

Admito que não existe resposta, e que cada núcleo familiar provavelmente agiria de um jeito. Cada casal priorizaria uma coisa, sentiria de um jeito. Mas, certamente, se houvesse apoio e oportunidade pra cada família ficar mais tempo com seus filhos, já nos faria pensar melhor não? Ou ao menos pensar? Não não… Nós já pensamos, mas como a via de regra é torta, não tem muito o que fazer. E a gente encerra o assunto (e para de pensar!), assinalando a “melhor” opção dentre as que temos.

Quando colocar a criança na escola

Se está vivendo esse dilema, sabe bem que não há um consenso. Que cada pessoa te aconselha uma coisa. “Ah, é bom porque eles ficam independentes”, “Ah, é tão novinha né?”, “Ah, é bom que já aprende a fazer amiguinhos”, “Ah, espera falar pra poder te contar o que acontece…”. Então pensemos cada uma com seus botões.

Reafirmo que cada criança é tão única quanto seus pais, e suas opiniões. Cada história não se repete, ainda que na mesma família… E é por isso mesmo que deixo um convite; pra que cada uma de vocês reflita e responda pra si mesma a pergunta do título. Esqueça o trabalho, imagine que você pode, que o marido também pode, que o dinheiro não vai fazer falta, que a única coisa que importa é o que você vai decidir sobre o assunto… Quando é a hora certa de uma criança ir pra escolinha?????


Bebê que chora é culpa da mãe

Bebê que chora é culpa da mãe

Faz tempo que tenho a sensação de que o problema da minha filha sou eu…

Estou falando de choro.E de culpa. Manuela chora. Muito. E não fica no carrinho acordada de boa não… Nem no berço. Com exceção de alguns minutos do dia, não fica. Funciona da seguinte forma: quando está acordada, ou está mamando, ou estou trocando a fralda, ou está “conversando” e olhando as coisas, ou chorando.

Até aí, um bebê normal. Só que o tempo que ela fica quieta e distraída acordada é, digamos, menos da metade do tempo que ela gasta mamando, trocando, ou chorando pedindo por alguma coisa. E essa alguma coisa invariavelmente passa por mim: meu peito, meu colo, meu cheiro – com um intervalo ínfimo pra se distrair com algo no colo do papai.

Muito desse chororô é por conta das cólicas – que dizem por aí que “já deveriam ter passado!”. E acho que por conta personalidade dela também. Também fiquei sabendo essa semana (através de uma amiga) que bebês choram de duas a três horas por dia, mesmo se atendidos em todas as suas necessidades… Então, deve ter essa também, mas preciso cronometrar, porque acho de verdade que ela ultrapassa essa regra.Então me pergunto: por quê?

Deixando de lado a resposta (que não sei mesmo!), a solução encontrada por uma mãe mamífera que sou – e que não acredita que deixar o bebê chorando seja a solução – é dar o que ela pede. Sempre. E aí não me sobra muito tempo pra descanso, pra fazer outra coisa, e até mesmo dormir.

Sobre dormir tem mais. Ela dorme no berço e no carrinho. Mas na grande maioria das vezes, acorda rápido. E não volta a dormir se não dou colo. Até no colo as vezes fica difícil ela se entregar ao sono. A tática da mãe? Tentar o berço e o carrinho, claro. Mas priorizar o jeito que ela descansa mais, e eu também. Ela amarrada em mim no sling, dormindo no colo (demoramos horas até encontrar “A” posição), ou na mesma cama – juntas.

Resultado disso, como pode imaginar, é que fico esgotada e muitas vezes acabo “reclamando” ou chorando mesmo – apenas colocando pra fora sentimentos de impotência e exaustão que tomam conta de uma mãe de um bebê que chora bastante. Até aí, mãe também normal né?

Só que reparo que as pessoas com quem desabafo ou que presenciam de alguma forma meu esgotamento físico e mental, entre outras coisas, me perguntam se eu não deveria deixar a Manu mais no berço ou carrinho para que eu possa descansar – e ela acostumar. Como se eu não quisesse que isso acontecesse!!!

A minha resposta é a seguinte: se ela está grudada em mim é porque pede por isso, porque está chorando, porque não fica calma no canto dela. Se não, estaria sim no carrinho, no berço, no tapete de atividades…

Aí entra o título deste post. Eu sei que as pessoas só querem ajudar, mas a impressão que tenho é que a culpa da minha filha chorar tanto é minha!!! Que eu não sei cuidar, acalmar, ou seja lá o que for. Já sinto isso sem ninguém falar nada, imagine dando a entender! O problema parece ser eu. E fico chateada, mesmo sabendo que – de verdade? – não é isso… Porque só eu sei o que passo com a Manu, bem como o que passei com Léo. Só eu e outras mães que também passam por isso. Difícil explicar pra quem não tem filhos ou, pior ainda, pra quem tem e não experimentou as “delícias” de um bebê exigente e/ou com cólicas.

Bebê que chora é culpa da mãe

Não precisa falar nada, eu sei, eu que sou a mãe superprotetora e maluca que quer ficar com a garota o tempo todo… Eu que erro… Está nas entrelinhas.

Aí pergunto: se você fizesse de tudo e não conseguisse ter um bebê calmo, faria o quê??? E se, você que não tem filho ainda (ou na próxima), for sorteada com um exemplar exigente, “coliquento”, e chorão como os meus??? Vai deixar chorar no berço por cinco minutos, depois dez, depois quinze até ele se conformar que você não vem? Respeito. Mas por favor me respeite também. Eu não faço isso. E reclamo sim. Porque sou humana, imperfeita e amo meus filhos de tal forma que me entrego de corpo, alma e tudo o mais a essa experiência extenuante chamada maternidade – a ponto de ter o direito de reclamar muuuuuito!


Babymoon: já pensou numa lua de mel antes do bebê chegar?

Babymoon: já ouviu falar? É simples: uma lua de mel pra você curtir com maridão, antes que o bebê chegue, e mude tudo e mais um pouco por aí! Sem querer, eu fiz! Casei grávida do Léo, então acabei tendo essa “oportunidade”. Se por um lado, “perdi” a lua de mel como devia ser, por outro ganhei uma baby moon antes mesmo de ela virar tendência!!!

Achei legal compartilhar aqui essa ideia porque realmente acho uma ótima ideia! Quem dera tivesse feito grávida da Manu também… Mas na vez dela, o que rolou foi a viagem pra fazer o enxoval nos EUA (confira aqui 10 dicas práticas para as comprinhas do bebê no exterior!)… Mas não, babymoon não é a mesma coisa que uma viagem em família – muito menos uma viagem de compras… Ela é pra você e marido, ninguém mais – nem filho mais velho, se tiver. E a ideia é namorar, aproveitar, relaxar, respirar, desconectar, colocar as pernas pra cima, descansar… Por isso mesmo, é bacana ter muitos cuidados para o casal, como massagens e etc.

E pra onde ir??? Pra onde vocês (marido e mulher) quiserem! Vale uma pousadinha simples, uma viagem a Paris (bem romântica, pra renovar a energia da lua de mel mesmo!) ou um resort. Eu acho que um resort é a proposta que melhor se encaixa – e por um motivo: nele você é paparicada o tempo todo, e não é tentada a sair pra bater perna (seja pra passeios ou comprar). Descanso garantido! Mas, claro, nada impede de visitar algum lugar bacana e sair pra fazer comprinhas de souvenires… O que não se encaixa perfeitamente aqui é mudar o foco da viagem entende? A não ser que você queira.

Babymoon já pensou numa lua de mel antes do bebê chegar

Enfim. Esse post surgiu quando recebi um release do programa Babymoon no Resort Breezes Bahamas e morri de amores pelas fotos quando resolvi pesquisar esse destino. UOU… Já pensou??? Bahamas??? Como se não bastasse estar localizado nas belas praias de Nassau, o Breezes criou um pacote especial para essa viagem romântica feita pelo casal antes da chegada do primeiro (ou segundo, ou terceiro…) bebê. Morri só de pensar.

Mas tem outras opções tão paradisíacas quanto. Uma amiga minha foi para Punta Cana, grávida do segundinho, e amou!!! E sei que os pacotes pra lá andam mais baratos do que antes… Na minha lua de mel (misturada com “lua de bebê”), fui para Porto de Galinhas, e também recomendo! Tem também Maragogi, Praia do Forte…

Se for falar de resort no Brasil, eu recomendaria o Transamérica Comandatuba, que apesar de ser perfeito para quem tem crianças (conheci em família!), me parece um lugar ideal também para  casais!!!!! Nesse caso, a única coisa que acho legal é pedir a hospedagem nos bangalôs mais afastados… =)


Aplicativo pra fotografia: pra tirar fotos lindas das crianças com o celular!

Aplicativo pra fotografia pra tirar fotos lindas das crianças com o celular!

Quem não ama fotografar o filhote? Seja pra guardar, ou pra postar nas redes sociais? A gente ama vai… Só que nem sempre a gente consegue foto de “fotógrafo”, ainda mais com o celular! Só que sim, é possível!!! Hoje a dica do Cadu (que bate cartão na coluna Especialistas e agora tem lugar cativo!!!) é sobre um aplicativo pra fotografia pra nos ajudar a fazer imagens inesquecíveis com a câmera de um celular! Compare as fotos com câmera e com celular+app, e anota aí =)

Muitos me perguntam que aplicativos eu uso quando fotografo com meu celular. A verdade é que fotografo muito pouco com ele, somente em casos de urgência mesmo, sou da velha guarda e adoro uma câmera… rs Mas como é muito mais comum as pessoas estarem hoje com seus smartphones em mãos, é natural que façam uso dessa ferramenta e seus aplicativos, muito mais do que usariam uma câmera.

Então, como tornar a fotografia com smartphones mais fácil, ainda mais quando nossos objetos fotográficos, são nossos filhos? Sinto informar, mas tudo que vem fácil, também se vai fácil. Uma boa fotografia requer atenção, dedicação, imersão no momento, entrega de ambos, fotografado e fotógrafo. De outro modo você vai terminar o dia com 358 fotografias de seus filhos, todas borradas, cortando pés ou cabeça, imagens muito escuras ou muito claras. Enfim, pouco se aproveita do que se clica atualmente.

É fato que hoje temos uma necessidade desenfreada de registrar tudo que acontece na esperança de não esquecer, mas acontece exatamente o contrário por não termos uma boa fotografia para lembrar, finalmente, nos esquecemos de tudo. Bom, vou ajudar vocês.

Em primeiro lugar, não fotografe por um ou dois dias os seus filhos, ao invés disso, observe-os atentamente. Onde eles brincam? O que gostam de fazer e como? Quais são os horários deles? Como se movimentam? Quando sorriem? Segundo, aprendam a enxergar luz e sombra nas situações observadas anteriormente, afinal fotografia é sobre isso. Onde o seu filho mais gosta de brincar, há luz natural!? Você conseguiria propor uma atividade pra ele num local onde houvesse luzes e sombras marcantes? Depois que tiver percebido esses detalhes, prepare o seu celular para fotografar.

Aplicativo pra fotografia pra tirar fotos lindas das crianças com o celular!

Um app bem bacana que uso bastante e que é minimalista pois não permite ajustes, filtros, e consequentemente te faz trabalhar para enxergar luz e sombra é o LENKA, disponível para iOS e Android.

O Lenka oferece somente o básico, o que te força a ficar atento ao que realmente importa, sua composição, sua luz e sombra para a fotografia. Ele não permite o uso da câmera frontal do seu smartphone, então esqueça a selfie, você não precisa aparecer na fotografia para estar nela, concorda?

Sempre peço pra minha esposa um favor, se eu partir antes do esperado naturalmente (risos), que ela sempre mostre pro nosso filho as fotografias que fiz dele e que diga pra ele que eu estava ali, ao lado dele sempre, conversando, dando atenção, carinho, observando-o e incentivando-o de perto. As fotografias dele são a minha visão, sendo assim, são prova viva de que estive com ele em vários momentos, mesmo que não apareça fisicamente na fotografia.