Cabeça dura, coração mole

Se eu pudesse, teria toda semana uma convidada pra escrever aqui na coluna Cabeça de Mãe. Pra ficarmos tão por dentro do que ela pensa, quanto do que sente. Conheceríamos mais histórias, corações e textos lindos! Mas mãe que é mãe não tem tempo sobrando, e rala pra poder escrever um parágrafo! Um exemplar dessa espécie disposta-porém-ocupada-fazer-o-quê nos presenteou com um belo post – depois que muito pedi! Eba! Perdoada está! Afinal, além de mãe de duas flores, ela é mãe de dois projetos super bacanas: Roteiro Kids e o grupo Campinas com Crianças. Pouco tempo deve sobrar pra…enfim! Perdoada também porque adoro o jeito que escreve. E você também vai gostar, quer ver? Vai que é tua Natália Piasentini!

Por Natália Piasentini

Cabeça de mãe é dura mesmo. Quiçá mãe de dois, três.

Tem que pôr ordem, tem que ensinar, tem que educar, tem que falar mil vezes e não é querendo ser chata não, aliás meu dilema ultimamente como mãe de adolescente versus terrible quatro é andar na corda bamba pra não ser a mãe-chata.

Fascinante e temível arte de conviver e viver com o poder que a maternidade te dá, e ao mesmo tempo te tira com a dilacerante realidade de não ter o controle de nada.

Cabeça de mãe é dura mas o coração é mole, confesso.

E toda mãe tem um ponto fraco, dias atrás descobri mais um como mãe de adolescente: a triste arte de falar sozinha no meio de uma bronca enquanto a filha coloca os fones de ouvido e aumenta a música.

O apocalipse chegou. E o “que ódio” que não sai daquela boquinha também. Fenômeno curioso. Parece que por debaixo daquela pele de bonequinha existia um inferno-dantesco em ebulição.

Sorte que ser mãe te faz voltar no tempo e lembrar de quando era filha, de quando tinha essa idade e todas emoções à flor da pele. Respira.

Paciência Natalia. Cabeça de mãe é dura mesmo, mas só está cumprindo seu papel, que não é mole não, porém, como todas as outras fases sei que um dia vai deixar saudades. Suspiros.


Cabeça de Mãe – Entre um bocejo e outro, ela… a culpa!

O blog dela foi um dos primeiros que conheci. Logo fiquei assustada. Mamãe tá ocupada!!! Como assim??? Para mim, na época com filho de menos de dois anos, mãe nunca poderia estar ocupada. Muito menos dizer isso em público, ou melhor, fazer da frase o nome de um blog! De post em post, constatei que a blogueira está mesmo ocupada. Com a maternidade!

Ela se dedica integralmente a três filhos (número de exclamações que coloca no título do blog): Manuela, de quase cinco anos, e os gêmeos Joaquim e Pedro, de três. Mas, mesmo apaixonada pela atual ocupação, prova o que eu mesma tive que admitir…que uma mãe pode e deve se ocupar com outras coisas além dos filhos. Com ou sem culpa. Quase sempre com sono! Com vocês, a convidada do Cabeça de Mãe de hoje: Camila Colla Duarte Garcia. E, como já devem imaginar, mais um de seus textos deliciosos, simpáticos e verdadeiros.

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Entre um bocejo e outro, ela… a culpa

Interessante pensar nessa mudança de “vida de não-mãe” para a “vida de mãe”. Nesse próximo mês de Junho, completo 5 anos de maternidade extra-uterina. São 5 anos sentindo sono. E culpa também.

Não sei se sono e culpa são itens obrigatórios na mala de maternidade, mas no meu caso, são sim. Claro que há fases, assim como as manhas, birras, dificuldade para comer, para dormir e etc, mas entra fase e sai fase, o sono e a culpa sempre permanecem, não passam nunca. Às vezes estão mais intensos, outras, mais leves, mas nunca saem de cena.

Antes de ser mãe, eu via as mulheres mãe cansadas, com sono, olheiras e culpadas e achava que aquilo era um verdadeiro martírio, que elas “forçavam” aquela cena toda, por que para ser mãe, a gente mais ou menos sabe, tem que sofrer! Tem que ter muito trabalho, pouco tempo para si, para o marido e, claro, reclamar disso tudo.

Hoje, entre um bocejo e outro, vejo que não é nada disso. Eu sinto sono e culpa sim, ué! E daí? Não sei se essas duas pragas coisas são itens obrigatórios, mas fazem parte da vida de mãe. Para algumas, mais. Para outras, menos. Em alguns momentos, com muita força. Em outros, levemente presentes.

Eu sinto culpa por sentar e montar um quebra-cabeça com a minha filha, enquanto os meus filhos estão brincando de massinha sozinhos. Mas não sinto culpa por deixá-los com as avós e ir viajar com o meu marido. Eu sinto culpa quando escolho um dos meus filhos para ser o meu “ajudante” na hora de preparar as lancheiras para mais um dia de escola. Mas não sinto culpa alguma por deixá-los com a babá e ir jantar com as minhas amigas. Eu sinto culpa por dar mais atenção e cuidados a um filho doentinho e deixar os outros “se virarem” um pouco sozinhos. Mas não identifico nenhum pingo de culpa quando tiro uma tarde só para mim enquanto eles estão na escola.

Então, percebo que a minha culpa refere-se a esse fenômeno das mães de mais de 1 que é precisar se dividir e se multiplicar o tempo todo para dar conta das demandas exigidas de 3 filhos. Não sei a impressão de vocês, mas me parece uma culpa um tanto específica. Não é o caso de equilibrar pratos para dar conta de casa, filhos e marido, são simplesmente os filhos, que demandam e exigem de modo diferente e exigente.

As brincadeiras, para o meu desespero, confesso, na maioria das vezes não são apenas de “menina” e de “menino”, é mais do que isso: elas acontecem em quartos diferentes e sou participante obrigatório em ambos. E daí? Me divido ao meio? Providencio um clone? Ou abuso da minha capacidade de negociar e argumentar?

Acho que a vida de mãe tem uma ampla nuance de cores e vocês podem achar que eu apresentei aqui as cores mais sombrias, mas, por favor, não vejam assim, não é isso! Se existe um lado muito cor-de-rosa, ou qualquer cor que nos surpreenda e nos leve a emitir um “uau!” é o das pequenas situações do dia-a-dia, especialmente das não desejadas ou programadas.

Olha só que injustiça: fiquei doente! A gente sabe que mãe não deveria ficar doente, que as vacinas mais potentes contra todas as doenças do mundo deveriam fazer parte da mala que a própria mãe leva para a maternidade. Mas, não. Então, tava lá, um caco de mãe, que se arrastava, dor de garganta, de cabeça, no corpo, os olhos que mal conseguiam ficar abertos. Manuela, Joaquim e Pedro me olharam com pena, trouxeram a malinha de médico de brinquedo, cuidaram um pouquinho de mim, quiseram experimentar o meu chazinho com mel e limão e entenderam tudinho. Brincaram lindamente a manhã inteira no quarto, sem brigas, gritos ou disputas por brinquedos, tudo fluiu muito bem, obrigada, meus filhos. Eles apresentaram uma maturidade, respeito e solidariedade comigo que eu nunca havia presenciado. Fui às lágrimas de orgulho e emoção.

São essas as coisas que só uma vida de mãe nos proporciona. E, é claro, ficar meio moribunda uma manhã inteira diante da TV, sem forças para levantar, pegar o controle remoto e mudar de canal. As crianças no quarto e eu assisti toda a programação da manhã da Discovery Kids.

Ah, e o sono? Nenhuma especificidade ou explicação para isso. Eu sinto muito sono e ponto final.


Cabeça de Mãe por Débora Araújo

Sabe aquela mulher forte, batalhadora e independente – nosso ideal de ser? Pois bem. Ela também é sensível, e tem direito a colo, e momentos pra se desligar de tudo e (quase) todos. Ela fica triste, mas não deixa de lutar. E luta, sem deixar de sentir dor. Conheci um exemplar da espécie nada rara (mulher moderna!) – e que, devido a traços marcantes, é um exemplo de luta e feminilidade como ela só! Profissional, dona de casa, esposa e MÃE, com um toque todo pessoal, que faz dela aquela amiga que a gente quer por perto. De preferência como vizinha de porta. Só que tenho que me contentar em tê-la como vizinha de blog! Minha querida que já esteve aqui falando sobre seu trabalho de ajudar mamães nos preparativos pra chegada do bebê, hoje fala da própria espera. Aproveitem Débora Araújo, a Personal Bebê!

Débora em um daqueles momentos em que nada e nem ninguém pode tirar a alegria de ser (mãe) e estar (com a filha)

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Cabeça de Mãe

Quando a Bia me pediu que escrevesse esse texto fiquei pensando no que escrever porque, afinal de contas, cabeça de mãe é um negócio que nem mãe entende, né não?! Como hoje estou um tanto emotiva #tpmfeelings, aproveitei para relembrar da minha decisão pela maternidade…

Quando eu decidi ser mãe eu praticamente larguei tudo para me dedicar a todo processo de corpo e alma, e foi exatamente nesse momento que encontrei meu lugar no mundo.

Tive algumas dificuldades para engravidar, no total foram dois anos de tentativas, exames, pesquisas, tratamentos… Nesses dois anos eu mergulhei no mundo virtual e foi através desse fantástico mundo que consegui todas as informações necessárias para o tão sonhado positivo! Foi nesse mundo virtual também que descobri o quanto eu deveria lutar por um parto normal, o que era criação com apego, a importância da amamentação em livre demanda e prolongada etc. e tal.

Em Agosto de 2008 recebi o resultado do exame – POSITIVO!

Saí gritando aos quatro cantos do mundo a minha felicidade, todos à volta se contagiaram e compartilharam comigo a minha realização. Até que, uma semana depois, o sonho escorria pelas minhas pernas: ABORTO ESPONTÂNEO. Dor na alma, vazio profundo, sentimento de impotência. Nunca vou me esquecer daquele final de semana de setembro!

Mas embora fosse preciso vivenciar aquele luto, eu não me deixei paralisar, pois naquele momento de dor profunda tive a certeza de que eu era capaz de engravidar. Continuei minha luta em busca da realização do sonho de ser mãe e no mês seguinte demos continuidade ao processo de tratamento.

Em Dezembro recebi de presente de Natal ouvir o coraçãozinho da nova vida que gerava. É impossível descrever aquela emoção!

Foram 38 semanas de plenitude absoluta. Estar grávida, me sentir gerando uma vida, foi a melhor sensação do mundo, algo que nem nos meus melhores sonhos eu poderia imaginar, era indescritível aquela sensação e eu queria senti-la pelo resto da minha vida!

Eu me sentia plena, completa, linda, especial, abençoada. Curti cada segundo, cada hora, cada dia daquelas semanas!

Na madrugada do dia 7 de Agosto de 2009 nascia a minha pequena Ana Luiza de um emocionante parto natural.

Ter aquele bebê em meus braços reforçou ainda mais a sensação que eu tinha de ter encontrado meu lugar no mundo.

Eu acredito que algumas mulheres nascem para ser esposas, donas de casa, outras para serem profissionais bem sucedidas, outras tantas ainda para serem tudo isso – junto e misturado. Mas eu, a cada dia que passa me convenço mais que o meu papel principal e mais gratificante é ser MÃE, ou melhor, MÃE da Ana Luiza.

É sendo sua mãe, exercendo de perto uma maternidade ativa, focando minha atenção nela e me desligando de tudo nos momentos em que estou ao seu lado que renovo minha essência.

Exercer essa maternidade é cada vez mais essencial para a minha felicidade e como conseqüência para o meu trabalho como Baby Planner.


Cabeça de Mãe – Sempre tive uma ligação muito grande com o feto

Este post é o primeiro de um espaço criado para convidadas escreverem, com suas palavras, sobre como a maternidade as transformou. Para inaugurar a roda, convidei minha mãe, não só para homenageá-la, mas porque é uma mulher que sempre sonhou em ser mãe e foi muito jovem. Maria Angela, 61 anos, ex-professora, é empresária, divorciada, mãe de cinco, avó de cinco, realizada, feliz! Empurrando carrinhos há 40 anos, ela, com certeza, tem muito para contar.

“Sempre tive uma ligação muito grande com o feto”

Sempre acreditei que minha missão maior nesta vida é ser mãe, da cabeça aos pés, do começo ao fim! Cresci convivendo e brincando na casa de uma tia que tinha 7 filhos, cada filho tinha uma turma de amigos, de forma que lanchar lá, nas tardes de brincadeiras era uma festa! Nunca menos de 10 crianças…

Venho de famílias grandes, meu pai tinha onze irmãs e minha mãe nove. Famílias descendentes de italianos amorosos, unidos e muito festeiros, de modo que família feliz, para mim, era sinônimo de muita gente. Fui crescendo e já na adolescência, quando todos pensavam em profissão, eu sonhava com um futuro com muitos filhos, e pedia a Deus em minhas orações. Quando minha menstruação atrasava, fazia logo minha mãe me levar ao médico, por medo de que não pudesse ser mãe de muitos. Felizmente Deus me ouviu e na minha juventude, aos 21 anos , com um marido de 23 , fomos pais de uma menina.

Foi então que meus dons maternos começaram a se revelar, aprendi a tricotar roupinhas, costurar lençóizinhos, vira-mantas , frequentei curso de preparação para o parto, e foi a minha grande felicidade recebê-la em meus braços. Foi a minha princesinha que reinou absoluta por 2 anos e três meses. Sempre inteligente e esperta, falava o tempo todo, e com um aninho cantava “Meu Xodó”. Hoje ela é mãe de um casal.

Claro que em seguida vieram mais… 3 meninos. Aos 28, tinha 4 filhos. Aos 32 ,cinco. Como éramos muito jovens, pudemos vivenciar esta ninhada com muita disposição e alegria, trabalhávamos mas tínhamos tempo e muita disposição para brincarmos juntos, passear. Longas foram as manhãs no Parque da Água Branca, em São Paulo, com direito a baldes de areia, lanche e banho no tanque do parque. A programação era intensa: Zoológico, exposições de animais e, finalmente, os quartos recebiam pintinhos e coelhinhos ao pé das camas.

Eu era feliz… Tinha conseguido a minha fila de crianças que corria pela casa atrás de bola, atrás do cachorro ,do pintinho, fila aguardando o bolo assar, fila para o banho nos banheiros dos campings, fila para tirar piolho da cabeça… Uma verdadeira festa! E uma aventura e tanto, que começa na gravidez dos meninos. Na verdade sempre tive uma ligação muito grande com o Feto e pressenti a vinda dos machinhos. Aguardava com certa ansiedade e queria que fossem espertos, arteiros, inteligentes, com muita vivacidade, como o personagem Pimentinha dos gibis da minha infância, que me divertia com suas histórias derrubando a pilha de latas do supermercado, deixando os pais em situações embaraçosas.

Moleque tem que ser MO_LE_QU E: tem que curtir, subir, correr, pular, experimentar, tentar, cair, atirar… Eu curtia a barriga crescendo na certeza de que teria o “tipinho de gente” que eu queria. E eles chegaram um a um de acordo com a encomenda. O número 1 dos moleques, o jogador de futebol, corria como um raio. Atravessou porta de vidro e tem pontos por todo lado. Na escola ,era o campeão de observações no diário de classe, eu não vencia assinar: esqueceu o livro, não fez a tarefa completa, mordeu a mão da professora, não amarra o tênis. A estante de livros foi um excelente lugar para experimentar uma fogueira. Adorava patinar, começou patinando na água e… pontos na língua com direito a tomar leite espirrado de uma mamadeira por uma semana. Mais crescido, prendeu o dedão do pé na bicicleta e teve um reimplante, mas na recuperação de cadeira de rodas encantava a todos no hospital. Hoje é administrador de empresas e trabalha com consultoria, dá aulas de gestão empresarial, pai de um casal.

Depois deste, resolvi na gravidez do segundo menino fazer um curso de Comunicação com o Feto antes do nascimento porque estava muito claro para mim que eu me comunicava MESMO… Então tinha que caprichar mais na encomenda! Com sessões de relaxamento, sob orientação de um profissional que acreditava na comunicação do Feto antes do Nascimento, fui cobaia de uma experiência que acabou sendo matéria apresentada no Programa Fantástico em 1976. Nestas sessões, eu conversava com o meu feto e dirigia a ele o meu amor e orientação para que ele fosse saudável, inteligente, criativo, sensível, com dons para idiomas, artes, esporte, com valores humanitários, e menos arteiro. Nasceu o segundo menino. Menos arteiro, com menos anotações no diário escolar, campeão no Skate até quebrar um braço, e cuidador dos irmãos. Aprendeu tocar guitarra sozinho, a falar inglês, espanhol, a jogar capoeira. Hoje é psicólogo do esporte, fala inglês fluentemente, espanhol, é professor de Capoeira, toca e canta em bares.

Ah … O terceiro menino veio tão em seguida ,11 meses depois, que mal pude me concentrar na preparação, mas já esperta, me concentrei numa misturinha. Ele seguia os dois mestres: na arte e nos esportes. Voltado para experiências de cortar perna de rãs, dar injeção de detergente em minhocas, montar e desmontar coisas, espiar as amigas da irmã tomando banho e atirar pedra nos vidros da vizinhança. Fanático por bicicleta. Começou com um triciclo que ele experimentou na loja e não quis sair de cima, deixando minha mãe doida. Ele cruzou as pernas envolvendo o brinquedo e minha mãe não teve alternativa a não ser pagar e empurrá -lo de volta pra casa. Xodó do avô que curtia as artes dele, cresceu aventureiro, muito carinhoso e namorador. Hoje é Arquiteto, com especialização em conforto ambiental e ciclista. Já viajou a Costa do Brasil toda de Bicicleta, e se prepara para uma volta ao mundo.

E falta um, vocês me dirão… Sim, a número 5, que chegou depois de 5 anos do penúltimo e foi a mais mimada. Loirinha de olhos azuis como um anjo, veio para acalmar e fazer feliz a todos que a aguardavam. O Nome? BEATRIZ. Significado? A que faz feliz. Era o centro das atenções. Bebê da irmã mais velha e companheira dos irmãos que a tinham como refém nas brincadeiras, que terminavam com ela amarrada na cadeira pedindo ajuda. Obediente, meiga, cresceu voltada para dança, teatro e leituras. Hoje é jornalista e revelou-se excelente mãe. Por quem fui convidada a escrever neste blog de sua autoria.

Tenho a felicidade de ter cultivado ao longo da vida um excelente relacionamento com meus filhos, com muito amor, respeito, entre acertos e erros. Pude acompanhar passo a passo, cada um em suas artes, angustias, dificuldades, conquistas. Pude socorrê-los e apoiá-los por todo o caminho percorrido, e vou continuar até o fim dos meus dias. Conheço a cada um… no olhar… nas atitudes… na textura e temperatura da pele. São os meus verdadeiros tesouros dados por Deus.

A maternidade me aprimorou ao longo da vida, me levou a cultivar sentimentos nobres como Compaixão, Altruísmo, Humildade, Paciência. Por um filho perseveramos, lutamos e nos superamos. O filho nos aproxima do Amor Perfeito. É a Bênção maior que Deus nos oferece para nos aperfeiçoar. Agradeço todos os meus dias por ter sido agraciada com 5 e ter realizado o meu sonho.


Angústia depois do parto: Tem nome, é normal e passa!

Era a manhã do segundo dia em casa com Manuela. Acordei (depois de quase não dormir) e sentei pra tomar café da manhã. Marido segurava Manu, e Leo assistia a um desenho na sala ao lado. O chá esfriava, e eu passava requeijão na torrada. De repente, um nó apertou minha garganta. Me faltou ar, chão, horizonte, calma. Desceram lágrimas, de tristeza, medo, cansaço. Pensava: “não posso fraquejar, tenho que cuidar de um bebê; o que faço com a responsabilidade?; será que consigo dar conta?, como consegui da outra vez?; quero dormir e comer, mas agora minha vida gira em torno dela!; minhas forças se foram no parto, de onde tiro mais?; vão ser todos os dias assim?”.

Angústia depois do parto

Se queria desistir? Voltar no tempo? Cancelar a cláusula da doação irrestrita que assinei ao parir? Não! Mas não posso negar que a angústia era gigantesca. Maior até que no primeiro filho, afinal agora eu precisava ser forte pelos dois! Marido tentava me acalmar, e eu também tentava me acalmar, mas uma palavra descreve bem aquele meu café da manhã, na ponta de mesa de jantar, acuada em meus próprios pensamentos, curvada diante de tanta maternidade: desespero!

Aos poucos, fui me tranquilizando, respirando mais devagar, cessando o choro, me refazendo, juntando meus cacos. Até porque não tinha muito tempo pra tudo aquilo; Manu mamava a cada hora. A única coisa que lembro de ter feito antes de assumir meu posto novamente é de ter ido ficar alguns minutos com o Léo no sofá. Parecia que ele me dava “força”. Ou me lembrava que tinha razões de sobra pra acreditar em mim. Ou me trazia pra perto da realidade anterior ao novo bebê.

Nos dias seguintes, tive mais alguns episódios de angústia e choro, muito choro. Não que eu não estivesse curtindo o bebê, ou feliz com a maternidade. Era como se a alergia e a melancolia fossem irmãs. Lembro de ter recusado um almoço em família e ter dito pra meu irmão “estou chorando muito, quero ficar quieta, você não tem ideia do que é o pós-parto.” Além de chorona, também me senti um pouco ‘presa’ dentro de casa, como não havia me sentido no primeiro filho. Coisa doida. Senti como se ‘alguém’ tivesse tirado minha ‘liberdade’ de repente – como se eu não soubesse que isso iria acontecer…

Eu sabia que era normal sentir o que eu estava sentindo, que a mudança hormonal, emocional e física que meu corpo acabava de passar me trazia de brinde essa avalanche de sentimentos. E isso me ajudou bastante. Devagar, passou. Parei de me sentir tão corcunda carregando tanta responsabilidade. Exatamente no décimo terceiro dia, meus hormônios pareciam ter me dado uma trégua, as emoções em montanha russa idem, e senti “passou”.

O curioso é que, com Léo, tive algumas sensações novas e inseguranças (como sensibilidade à flor da pele e medo de o bebê não estar respirando!), mas nada que me angustiasse ou me entristecesse como senti com Manu. Mas o que eu tive na vez dela tem nome: Baby Blues! E o que é isso? Em resumo, é um estado físico da mulher no pós-parto que resulta num estado emocional não muito esperado (mas plenamente normal) nessa fase tão linda. Por mais desesperador que possa ser, é possível sentir tristeza, vontade de chorar, angústia, medo, e a gente se perguntar “mas eu não deveria estar saltitante?”.

A resposta é não! Você não “tem que” estar nem de um jeito nem de outro – mas pode estar. O Baby Blues é como a tensão pré-menstrual; ocorre em algumas mulheres e por alterações hormonais, o que não é “evitável”. Mas, assim como a TPM, passa! Em geral, nos primeiros 15 dias depois do parto. E o que eu tenho a dizer pra você sobre isso é que se respeitar e respeitar o vai e vem de hormônios e sentimentos torna tudo mais natural e passageiro. Me ajudou imaginar que essa fase faz parte da construção da mãe que seremos dali em diante… No primeiro ou no décimo filho!


Aborto Tudo que você precisa saber

Este é um tema que envolve questões ligadas à ética, religião, direitos, valores … Enfim um tema polêmico e que está presente em todas os debates sobre sexualidade, saúde sexual e direitos reprodutivos. Na maioria das vezes, as discussões são realizadas de forma polarizada, com visões extremadas, sem levar em conta as intermediações necessárias para o melhor entendimento e compreensão desta questão.

O que é aborto

É papel dos/as educadores/as ampliar ao máximo esta discussão, trazer a pluralidade de opiniões e de situações, para que o tema não seja abordado de forma a reduzir a discussão no julgamento ou na posição de “contra” ou “a favor”. Esta é uma armadilha que devemos evitar. Nesse sentido, expomos aqui diversas informações e sugerimos algumas atividades que possam contribuir no planejamento dos debates sobre esse tema, que é frequentemente solicitado pelos adolescentes.

O que é o aborto?

Aborto é a interrupção da gravidez, e pode ocorrer de forma espontânea ou provocada. Aborto é uma questão de saúde pública e direitos reprodutivos. Quando falamos em cidadania, estamos falando de um conceito que ganhou, nestas últimas décadas, uma ampliação e abrangência para além dos direitos civis e políticos e dos deveres estabelecidos pela Constituição. Aos indicadores tradicionais da cidadania – liberdade de expressão, de organização e filiação partidária e o direito a votar e ser votado- somam-se o direito à educação, à saúde, à moradia, ao lazer, ao meio ambiente saudável, à informação e à igualdade sem discriminações de sexo, raça/etnia e de orientação sexual. Mais recentemente, outro indicador que se incorpora no conceito de cidadania é o reconhecimento dos direitos reprodutivos e do acesso a saúde reprodutiva. Essa conquista se expressa já na Conferência Mundial sobre os Direitos Humanos – Viena/1993 -, que reconhece que os direitos humanos da mulher , em todas as fases de sua vida, são inalienáveis; portanto, constituem parte integrante e indivisível dos direitos universais. Na Plataforma de Ação Mundial, elaborada na IV Conferência Mundial da Mulher – Beijing /1995 – o capítulo dedicado à saúde da mulher traz novos avanços:

• recomenda a todos os países a revisão das leis punitivas em relação à realização de abortos ilegais, e reconhece o aborto como uma questão de saúde pública.

Estas conquistas asseguram a função reprodutiva como um direito e não como função obrigatória ou mesmo como “destino” para as mulheres. Mesmo que os compromisso assinado pelos países presentes na Conferência Mundial da Mulher, inclusive o Brasil, ainda permaneçam mais no papel do que na prática, eles servem como parâmetros para decisões dos governos na área de saúde sexual e reprodutiva e, sem dúvida, representam a luta do movimento de mulheres e do movimento feminista, que sempre pautou a questão dos direitos reprodutivos, da autonomia das mulheres sobre seu corpo e da importância de políticas públicas voltadas para as mulheres na área da saúde, educação e demais setores.

aborto na adolecencia

E no Brasil, qual é a situação sobre o aborto?

Desde 1940, o Brasil, através do Código Penal, autoriza a interrupção da gravidez quando a mulher corre risco de vida, e em casos de estupro e violência sexual. Mas, mesmo nestes casos, ainda é insuficiente o atendimento. Nos setores públicos de saúde, são raros os hospitais que oferecem serviços para realizar o aborto legal. Para sanar esta deficiência no atendimento, o Ministério da Saúde, em 1999, assume uma postura mais ofensiva, e divulga uma portaria indicando que todos os hospitais públicos realizem esse atendimento. Segundo o Ministério da Saúde, o aborto é a quarta causa de mortalidade materna no país. São realizados aproximadamente 2 milhões e 400 mil abortos clandestinos, na sua grande maioria em locais sem as mínimas condições de higiene e segurança para a mulher, e que têm como conseqüência riscos à sua saúde – e, muitos casos, resultam em morte. O maior índice de mortalidade em decorrência do aborto realizado nestas condições se encontra nas mulheres pobres, uma vez que as mulheres ricas têm acesso a clinicas com condições adequadas de atendimento, mesmo que seja clandestino.

Estima-se que 10% dos abortos praticados no mundo sejam feitos por adolescentes entre 15 e 19 anos. Os dados do Brasil, de 1996, estimam 250 mil abortos em jovens menores de 19 anos. No Congresso Nacional, atualmente, existem 8 projetos de lei que tratam deste tema, indo desde a possibilidade da mulher decidir pela interrupção da gravidez como uma escolha sua até o caso de interrupção devido a mal formação do feto. No pré-projeto para a revisão da Parte Especial do Código Penal, foram consideradas como indicações de aborto legal: o aborto voluntário, por razões médicas, econômicas, sociais, familiares ou psicológicas; o aborto terapêutico; o aborto ético e o aborto em razão de malformações graves e irreversíveis do feto.

Um dos argumentos mais aceitos a favor da legalização do aborto no Brasil é que se trata de uma questão de saúde pública e um direito da mulher. A legalização do aborto não obriga a pessoa a realizá-lo, se isso contraria seus valores morais ou religiosos. As religiões existentes no Brasil assumem posições que vão desde a proibição terminante do aborto à sua aceitação. Discutir o aborto não é fácil! Para discutir este tema, deve-se levar em conta que, em nossa cultura, existem diferentes posicionamentos: desde pessoas e instituições que acreditam que o aborto é moralmente errado, até aquelas que entendem que a mulher tem o direito de escolha se quer ou não interromper a gravidez. O tema nvolve convicções, debate sobre autonomia, valores, preconceitos e entendimento das questões das mulheres. Aborto não é um método contraceptivo. Por isso, sempre que se fala em atendimento à saúde da mulher e direitos reprodutivos, fala-se do atendimento na rede pública que permita a mulheres e homens o atendimento integral em todas as fases de suas vidas, o acesso a todos os métodos contraceptivos e a interrupção da gravidez em condições adequadas e seguras.

O que fazer quando uma jovem é descoberta abortando no banheiro da escola?

Existem drogas, que foram comercializados inicialmente na forma de comprimidos para tratamento de úlcera de estômago e são usadas em hospitais para a indução de parto. São também usados ilicitamente para povocar aborto. Se a jovem provoca um aborto por qualquer meio, deve ser encaminhada a um hospital ou maternidade imediatamente, pois a hemorragia, nestes casos, pode ser intensa, e também porque pode haver risco de infecção. Sempre que uma garota provocar um aborto, deve receber apoio e aconselhamento para o uso de contraceptivos, pois é uma experiência traumática e arriscada, que não deve ser repetida.

O aborto não é um método contraceptivo. O melhor meio de prevenção da gravidez não planejada e do aborto entre os jovens é o diálogo aberto sobre a sexualidade, o prazer e a responsabilidade que deve acompanhar qualquer usufruto de prazer e informação clara e objetiva sobre os modos de evitar gravidez.


Como pintar móveis de madeira em casa?

Como pintar móveis de madeira em casa? A pergunta martelou na minha cabeça por meses até eu tomar coragem de colocar a mão na massa, sem auxílio profissional. Por quê? A razão por ela ter martelado na minha mente é o fato de que sempre me achei atrapalhada para artes manuais! Já o motivo de querer fazer tudo sozinha dessa vez se explica de diversas formas: não aguentava mais a cara de um aparador antigo que veio da minha sogra (você vai ver que sem graça ele estava!), não tinha grana pra pagar o serviço de repaginação, queria provar pra mim que conseguiria e, o mais curioso, eu estava grávida! Pois é, o início da gravidez (primeiros dias mesmo!) me deixou muito criativa – fértil, pra usar a palavra mais correta!
  pintar móveis de madeira
Se tem uma coisa que a maternidade fez (desde a gravidez do Léo) foi mostrar que posso me surpreender comigo mesma. Hoje vejo que consigo fazer coisas que antes achava que não poderia, que gosto de coisas que achava que não gostava e que levo jeito pra muita coisa que nem sabia! Então, como fiz com meus vasos-galochas e com as tags de aniversário do Mickey, aqui vai meu passo a passo “faça você mesma”, sobre o aparador reformado da foto! Pra encorajar mulheres que, assim como eu, não sabem por onde começar, ou até mesmo se têm aptidão pra coisa!
Acredite, todo mundo pode se surpreender! Papel e caneta na mão, e inspire-se! Você vai precisar de:
  • Lixa: ela vai ser sua melhor amiga – e aquela que vai te deixar mais cansada. Se tiver uma lixadeira ou uma amiga que tenha e te ensine a usar, ok. Mas se for na mão, como eu, compre uma mais grossinha. Eu usei a número 100, específica pra madeira.
  • Paninho úmido e seco: para limpar o móvel entre as demãos de tinta.
  • Primer: é como na maquiagem, e serve pra dar uma base para a pintura. O nome correto e conhecido nas lojas especializadas é Fundo Preparador para Metais e Madeira (de preferência, escolha da mesma marca que escolher a tinta).
  • Esmalte sintético à base de água: você pode escolher entre fosco ou brilhante, e eu fiquei com a segunda opção – acho mais bonito!
  • Verniz protetor para madeira em spray: pra proteger o resultado final!
  • Kit pintura: pode ser aquela bandeja que vem com dois rolinhas, pincel e tal. Só que aí o rolinha é de espuma, e eu preferi o de lã (você vai saber porquê). Na dúvida, tenha os dois tipos e dois tamanhos de pincel também.
  • Lençol velho e jornal: para forrar sua varanda, quintal, etc. Achei mais prático colocar o jornal embaixo e um lençol em cima.

E agora? Bom, fucei na Internet até achar orientações em que eu confiasse. Você pode fazer o mesmo! O meu é baseado em um blog que amo (fonte lá embaixo) e na minha experiência com o aparador ok? Agora, vamos ver como foi:

Lixe até o verniz sair e nada brilhar
Moveis antes da restauração
A recomendação é não ter pressa, mas quem consegue?  Se for preciso, pode dividir essa etapa em 2, 3 dias, mas quis fazer tudo em uma tarde. O importante é lixar até o verniz sair da superfície, pra reduzir o risco de a tinta descascar. Quanto mais lixado e poroso, melhor. Pra tirar a dúvida, veja se a superfície ainda reflete a luz.
Lixar móveis de madeira

Ufa! Agora é a hora de passar paninho úmido pra tirar todo o pó e esperar secar por meia hora. Depois do móvel seco, primer. Só que, dessa vez, esperei o outro dia. Minha dica; divida as etapas por dia. Em menos de uma semana, tudo estará pronto e você vai fazer cada uma com muito prazer.

Para passar o primer, pode usar pincel de dois tamanhos, para facilitar em locais maiores e menores (detalhe na foto).

Primeira mão pintar móveis de madeira

E, antes de pintar, o ideal é voltar a lixar todo o móvel de leve. É cansativo, mas ajuda a tirar as marcas de pincel e deixar o móvel bem lisinho para receber a tinta.

primeira mão fundo

Meu erro aqui (acho) foi ter passado uma demão apenas de primer. Não sei por qual razão achei que era suficiente. Mas a verdade é que, por causa disso, tive que passar muitas demãos de tinta (5) pra cobrir o fundo, repare.  E o acabamento não ficou exatamente como deveria. Acho que vale passar umas 3 de primer, até cobrir a cor escura do móvel.

…Mais um dia secando, e lá fui eu abrindo a tinta amarela! Queria porque queria essa cor!

Para a pintura, usei primeiro um rolinho de espuma e o mesmo pincel usado pra passar o primer (mas só para os detalhes mais chatinhos). Diluí um pouco a tinta (1/3 de água é o recomendado). Fiz no olho e em menor diluição (admito!) e, nas últimas, simplesmente deixei de lado a porção de água!  Pra mim, foi melhor quando estava menos diluído. O problema que surgiu no meio do caminho: bolinhas!

bolhas na restauração

Fui pesquisar a razão. Cada um diz uma coisa. Uns me recomendaram trocar o rolinha pelo de lã, e eu fiz isso. Ainda assim, não ficava tudo lisinho. Aí vi que outra alternativa (mais trabalhosa) é passar o rolo de lã com tinta e em seguida outro de lã sem tinta (pra tirar o excesso). Foi o melhor pra mim! Antes de pintar de novo, claro, lixei né? Assim o defeito ficou menos aparente e mais fácil de cobrir.

Acho que o fato de passar muitas demãos pode ter colaborado para formar bolinhas, mas há quem diga que é a espessura da tinta e não quantidade de demãos. Vou precisar fazer em outro móvel pra te responder… Detalhe que aprendi: o rolinho só deve ser passado poucas vezes sobre a mesma área, somente enquanto a tinta estiver molhada. Depois ela começar a secar e se você voltar a passar o rolinho, a tinta pode ficar com um aspecto granulado.

Outro conselho? Comece com a tinta pela pare mais difícil e menos aparente! Pra ir testando (e errando se for o caso!) onde aparece menos. Com exceção da aplicação do primer, virei o móvel de ponta cabeça, e dei todas as demãos nele assim. Só depois pintei o tampo.

primeira mão da da restauração

Enquanto a tinta seca, é importante reparar se nenhuma parte vai escorrer! Se isso acontece, basta usar o rolo com leveza para alisar.  Lembrando que esperava 24 horas pra pintar novamente!

No final, passei 3 camadas de Verniz Brilhante em Spray, específico pra proteger a pintura. Não gostei muito de aplicar, porque, como não tem cor, fica complicado ver onde caiu a nuvem de verniz. Da próxima vou tentar com pincel mesmo!

Ficou perfeito? Não. Mas honestamente ficou ótimo! Fez uma super diferença na minha sala, todo mundo que entra repara, realizei meu desejo de ter um móvel amarelo, provei que sou capaz, e gastei muito pouco pra promover essa mudança!

Olha o aparador pronto!!!

restauração pronta pes

Abaixo, fotografei a falha no acabamento que comentei lá no início: a pintura ficou meio craquelada. Mas nada que as pessoas reparem. Só quando passa a mão mesmo!

E agora ele no seu devido lugar! Na entrada de casa…

Pintura na madeira pronta
TINTA: esmalte sintético à base d’água Sherwin Willians – Cor: Citrus

Como adoro o programa Decora (GNT), apostei nas dicas do blog Casa de Colorir, da Talita (que tem um quadro no mesmo programa). Para conferir na íntegra, basta procurar no google.