Os cinco melhores brinquedos para crianças pequenas

Brinquedo para bebês e crianças pequenas (até 3 anos) não é fácil de escolher não e mesmo? Simples: bebês não falam, estão descobrindo tudo e, principalmente, não podem com peças pequenas. Ou seja, por mais opções que existam, acaba sendo tudo (quase) a mesma coisa, e a gente fica perdida. Conclusão: ativei aquela área do cérebro que fica meio de lado no dia a dia – chamada memória – e lembrei dos 5 melhores brinquedos que Léo já teve quando era bem pequenininho, desde bebê – pra ajudar quem precisar. Itens que ele gostou muito, aproveitou bastante e que colaboraram com o seu desenvolvimento (e com o sossego da mamãe!).

Minha ideia é facilitar sua vida na hora de enfrentar a loja cheia, seja para seu pimpolho ou para um sobrinho – e que você acerte na escolha, seja no Natal, no aniversário, no dia das crianças… Minha experiência é baseada em menino, mas coincidentemente todos os nossos escolhidos (testados e aprovados em casa) servem para meninas! Aí vão nossos eleitos:

1 – Blocos Divertidos – Sapo / Fisher Price

Sapo / Fisher Price brinquedos para crianças

Léo ganhou o primeiro joguinho desse do padrinho, que trouxe dos EUA. O bacana é que tem muitos outros conjuntos, com carinhas diferentes e que um sempre complementa o outro. No final das contas, acabamos tendo vários e Léo se divertia por horas tentando encaixar, derrubando tudo, empilhando de novo. É fácil para o bebê empilhar e encaixar os blocos. Algumas peças fazem barulho, como este sapo-chocalho. E é só apertar os blocos para soar uma buzininha delicada. Você encontra esse conjunto e os outros em qualquer loja de brinquedo, pode apostar.

2 – Livro “Meeé! Meeé!” / coleção “Cucuuu com Sons!”

Ah, me dá vontade de chorar só de ver a capa! Tudo bem, não é bem um brinquedo, mas Léo ganhou esse livro quando tinha 1 ano e simplesmente amou! Agora, pesquisando, descobri que é recomendado pelo Plano Nacional de Leitura na Educação Pré-Escolar! Porque estes livros,além de desenvolverem a capacidade de audição, promovem a imaginação, o raciocínio e a memória. Funciona assim: a gente lê em voz alta e a criança procura os animais (ou os veículos, dependendo do tema do livro) atrás das abas. Quando acha o objeto/bicho que procura na aba certa, escuta o som… É muito legal! Leleco curtia muito e posso dizer que foi aí que começou a ter tanto gosto por livros como tem hoje! Ja vi na Fnac, embora hoje eu tenha encontrado ele ‘em falta’. Mas, acredite, vale a pena procurar.

3 – Fazendinha Dismat

A gente tem até hoje e não dou embora por nada! Fica na nossa varanda, mas já ficou no quarto, na sala, no quintal. São blocos de encaixar, com personagens de fazenda. Assim como o primeiro brinquedo que falei neste post, tem outros kits que podem ser comprados e que dá pra brincar junto. Léo ganhou outros dois (um que vem numa cadeira, outro em outra caixa maior), e ele adora juntar tudo!! As peças são grandes, mas vale lembrar que o brinquedo é recomendado para crianças acima de 1 ano. Só acho que podia vir mais bichos na fazenda, então comprei daqueles saquinhos com animais (bem baratos e que você encontra em qualquer lojinha, mas que também merecem cuidado em relação à idade/peças pequenas). A fazendinha é fácil de achar em qualquer loja de brinquedos, mas descobri pesquisando pra esse post que vende também online na Baby.

4 – Tocador de Música Baby Einstein

Milagroso. O melhor remédio para as cólicas do Léo! Guardo até hoje, porque foi o ‘brinquedo’ de maior amor quando meu filho era bebê. As músicas clássicas, tocadas em sincronia com as luzes coloridas do painel hipnotizavam o pequeno, e ele parava de chorar. E, o melhor, não cansa nossos ouvidos!! Ah, além disso, a alça ajuda o neném a segurar o objeto. Veio pra nós dos EUA e nunca achei no Brasil. Mas a boa notícia é que dá pra comprar no site da Amazon  e que é muito fácil de encontrar por lá (se algum conhecido for, dá pra pedir pra trazer).

5 – Macaco Brincalhão / Fisher Price

Esse não toca música, mas as bananas coloridas e fatias de outras frutas fazem barulho quando o bebê sacode o macaco. Tem superfícies mastigáveis e texturas diferentes. Léo gostava de ficar segurando enquanto eu trocava fralda dele por exemplo! Dá pra prender o rabo do macaco no carrinho… Simples, barato e agrada! Onde encontrar: em qualquer loja de brinquedos, como Ri Happy ou PB Kids. Mais infos aqui.

Espero que tenha gostado! Obviamente tivemos outros tantos brinquedos/livros que fizeram sucesso com Léo. Se quiser saber mais, me escreva e eu vou reativando a memória mais e mais, juro!!


Amamentar não é fácil: relato sobre os primeiros dias, as dificuldades, os truques

Amamentar não é fácil: relato sobre os primeiros dias, as dificuldades, os truques

Amamentar está longe de ser fácil. É uma das coisas mais naturais e instintivas do mundo, mas ainda assim muitas mulheres passam por dificuldades no processo de amamentação – principalmente no início. E eu fui uma delas. Semana passada, escrevi sobre os primeiros dias com o bebê, e tenho que lembrar que um dos motivos do estresse emocional nessa fase pode ser a amamentação. Comigo foi.

Eu adorava a ideia de amamentar, e quis dar o peito ainda na sala de parto. Enfermeiras foram logo colocando meu seio na boca do Léo, ele chorava e não pegava. Logo vi que aquele “clima” não era legal e pedi para parar. “Deixa, ele não quer”, disse às enfermeiras. “Não tem problema filho, está tudo bem, depois você mama…”, susurrei no ouvido dele. Quando chegamos no quarto, tudo se repetiu. Ninguém me perguntou se eu queria ficar sozinha com meu filho para nos entrosarmos. E veio a mão de outra enfermeira querendo abrir a boca do meu lindinho e me ensinar como colocar o bico lá. Só de lembrar, sinto raiva. E me pergunto porquê não fiquei brava com elas. Fragilidade é a palavra. Já estava com medo de fracassar.

Amamentar não é fácil: relato sobre os primeiros dias, as dificuldades, os truques

Meu filhotinho não pegava o bico, meu leite não dava nem sinais de descer e toda a minha segurança ia embora quando uma pediatra resolvia afirmar e reafirmar que eu tinha pouco colostro. Como assim pouco? Já tinha lido o suficiente pra saber que o tal do colostro vem em pouca quantidade e que nem por isso deixa de alimentar, sendo inclusive de extrema importância nas primeiras horas de vida. Também sabia que bebês nascem com reserva de energia e que muitas vezes não querem mamar em um primeiro momento, o que não os colocam em risco de maneira alguma. Mas escutei incontáveis vezes dessa pediatra e de enfermeiras que eu tinha pouco colostro. Insegura, chorava, com medo de não conseguir amamentar e, pior ainda, com receio de que minhas convicções (de insistir na amamentação exclusiva) prejudicassem meu bebê de alguma forma.

Lembro de ter pedido para ir ao banco de leite (no mesmo andar do quarto em que eu estava) e a pediatrazinha autoritária dizer que não era o caso. Lembro de ter recebido a sugestão de dar NAN desde a primeira manhã e de ter brigado até o fim pra não deixar, me sentindo acoada e teimosa o tempo todo. Lembro de ter recebido boas dicas do meu obstetra, que teve paciência pra me confirmar aquilo que eu já sabia. Lembro que no dia de ir embora, notamos Léo amarelinho, sendo diagnosticado com icterícia – algo comum em recém-nascido, mas que poderia piorar com a falta de leite. Ele precisava ingerir líquido para o rim funcionar e mandar o amarelo (bilirrubina) para fora… E aí, fui obrigada – pelo bem dele – a deixar darem leite artificial e água no copinho.

Antes de chegar nesse ponto, havia questionado pediatras de plantão sobre um roxinho na clavícula do Léo e ouvi que não era nada, algo normal. Ele chorava muito quando eu o colocava para mamar do lado direito, com seu braço esquerdo para baixo. Só quando saí da maternidade, o pediatra que procurei me contou que o roxo era a clavícula quebrada durante o parto, de fato algo normal, mas que podia estar complicando ainda mais as mamadas. Só Léo sabe a dor que devia estar sentindo ao tentar mamar no seio direito.

Da consulta com o santo pediatra, voltei imediatamente ao hospital, para o Banco de Leite. Ele telefonou lá e pediu para me antenderem na hora. Foi a melhor coisa que alguém poderia ter feito por mim naquele momento. Uma moça negra, magra, discreta e simpática me recepcionou com toda a calma e atenção. Coloquei Léo em um carrinho de acrílico, vesti o avental verde com dois buracos para o seio, touca e máscara. Lavei as mãos como a profissional me orientou e entrei em uma sala cheia de banquinhos e travesseiros, onde estava outra mãe sentada com o peito de fora, aprendendo a amamentar. Sim, precisamos aprender. Às vezes sozinha, às vezes com ajuda de terceiros. E foi lá que aprendi.

Primeiramente, aprendi uma massagem para soltar as “pedras” de leite. Tais nódulos doem quando apertados, mas o alívio que a tal manipulação circular promove é uma sensação deliciosa, que sinto novamente só de escrever sobre ela. É assim: você coloca três dedos (indicador, do meio e vizinho) sobre os nódulos e faz círculos com leve pressão. Depois de cinco minutinhos de apertõezinhos, meu seio esguichou! E eu desabei a chorar… “Achei que não tinha leite”, disse à enfermeira sentada à minha frente ainda com as mãos sobre meu peito. Em pouco tempo, eu já tinha começado a duvidar de mim.

A mocinha me explicou o quão importante é a tranquilidade, e também como deixar o bico mais maleável é também deixá-lo mais fácil de ser abocanhado pelo recém-nascido. Léozinho abocanhou e mamou como não havia mamado nos primeiros quatro dias de vida. Ele até quis cochilar, sem chorar, tranquilo, satisfeito. Aí ela me ensinou a manter o bebê alerta para mamar ; mexer no pé, nas mãos… (se o seu for preguiçoso, fica a dica). Ele arrotou e mamou no outro seio, o direito, mas sem que a clavícula fosse pressionada. No Banco de Leite, com a informação que eu tinha sobre a fratura, aprendi outras posições para amamentar, mais confortáveis nestes casos (que conto num próximo post).

Ficou bem claro que o tamanho do bico não influenciava em nada; ao olhar para o lado, uma mulher com um bico ‘gigantesco’ passava pelo mesmo problema que eu!
 Voltei lá naquela sala mais duas ou três vezes, não lembro, mas o bastante para ir pra casa confiante. Tive que manter alguns mililitros de leite artificial na dieta do Léo nas primeiras semanas, mas apenas uma quantidade insignificante que foi desaparecendo conforme ele e eu íamos pegando mais e mais o jeito. E sempre dando no copinho, depois de ele já ter mamado – para evitar que ele ficasse com preguiça de mamar no peito e só pra ter a certeza de que não estava com fome.

Amamentar não é fácil: relato sobre os primeiros dias, as dificuldades, os truques

O bico rachou depois de uns dias, como esperado por causa das ‘pegadas’ erradas do início. Pois é, existe a pegada correta que, em resumo é quando o bebê faz uma boca semelhante a de ‘peixinho’, com os lábios bem abertos, sem obstruir nariz. As massagens que aprendi, e as receitinhas caseiras de luz (ou sol) e cápsulas de vitamina E sobre o bico (receita da minha irmã) me mantiveram firme no objetivo de dar o meu leite e só. Léo mamou muito até um ano e dois meses, sem complemento.

Minhas dicas? Além de tudo que escrevi aí, quando me perguntam, recomendo calma, um tempo só seu e do seu filho sem ninguém por perto, um pediatra de confiança já pra te visitar na maternidade (e você poder tirar dúvidas), informação e, se houver qualquer dificuldade mais persistente, Banco de Leite!!!

Boas mamadas por aí! E se já passou dessa fase, vamos adorar saber como foi!

* Esse post estava parcialmente escrito, havia sido publicado em meio a outro assunto, resolvi reescrevê-lo e dar o destaque que ele merece. Pode ajudar né? E que fique também como agradecimento às profissionais maravilhosas de cada Banco de Leite.


Amamentar é uma batalha

Amamentar é uma batalha

Amamentar é mesmo uma batalha. E, muitas vezes, da mãe contra o mundo. Hoje é a estreia de uma nova coluna por aqui: Especialistas. E, pra começar com o pé direito, quem escreve é uma convidada especial, que entende muito dessa “guerra” travada em torno da amamentação! Ela amamentou o filho por 5 meses, o que a deixou frustrada e a fez se especializar como doula pós-parto e consultora em aleitamento materno.  Com vocês, a estreia do novo espaço do blog, onde profissionais que têm filhos abordam temas de sua especialidade – com conhecimento de causa! 

Na Semana Mundial do Aleitamento Materno não poderia deixar de escrever sobre o tema, com o qual trabalho e me apaixono diariamente. Esse ano o assunto é “Amamentação: uma vitória para a vida toda” e é exatamente assim que vejo a amamentação na nossa atualidade, como uma vitória.

Hoje em dia estamos lutando para promover o aleitamento materno de forma exclusiva até o sexto mês de vida e, após esse período, uma alimentação complementar saudável. Parece fácil, mas não é. Realmente não é. Sobre introdução alimentar saudável não irei abordar, no entanto, cabe lembrar que é tão importante quanto à amamentação.

Amamentar é uma batalha

E amamentar é fácil? Amamentar na primeira hora de vida é fácil? Amamentar exclusivamente até o sexto mês de vida do bebê é fácil? Não. Infelizmente não são todos que recebem informações adequadas para que consigam estabelecer e manter uma amamentação de sucesso. E quando o assunto é desmame temos em vista outra luta, já que tantas informações inadequadas são disseminadas pela mídia, blogs e redes sociais.

Após o bebê nascer inicia-se uma batalha: a de amamentar. Muitas vezes a mãe quer muito, mas a instituição hospitalar não ajuda. Digo instituição hospitalar porque darei um exemplo clássico (infelizmente) que é uma cesárea eletiva. No caso de partos humanizados e partos domiciliares humanizados a situação é bem diferente, já que são profissionais humanizados que também lutam pela amamentação e a enxergam com outros olhos, respeitando mãe e bebê nesses primeiros momentos.

Logo que nasce, levam o bebê para realizar todos os procedimentos que consideram ‘inadiáveis’, e então fica a mãe na sala de pós-parto sozinha e o bebê no berçário sozinho. Presenciei algumas vezes em diferentes instituições e observa-se a seguinte situação: o bebê sendo colocado no berço para aquecimento enquanto estão todos os familiares do outro lado do vidro observando, e então começam a surgir comentários como “porque ele chora tanto?” ,”deve estar frio”, “precisam colocar roupa nele logo”, “olha como é esperto” e um tempo depois “olha ele vai dormir”.

Amamentar é uma batalha

Claro que ele vai dormir, e sem mamar. E a única resposta para todas as perguntas é que: o bebê quer e precisa ficar com a mãe, pele a pele, sentir seu cheiro, sua frequência cardíaca, lamber seus mamilos e quem sabe mamar. É na primeira hora de vida que o bebê esta com os reflexos mais aguçados – o que torna a primeira mamada mais fácil, também antecipa a primeira imunização, ajuda na contração uterina (prevenindo hemorragias devido à liberação hormonal frente à sucção do bebê), e reforça o vínculo afetivo entre mãe e filho.

Infelizmente na prática do dia a dia não observamos isso. A mãe, caso tenha tido a felicidade de ser informada ou de ter buscado informação sobre o assunto, acaba implorando por deixarem seu filho mamar ainda na primeira hora de vida.

Passei dia desses por uma situação onde a profissional me disse: “Olha, estamos aguardando a acomodação e está tudo bem. Só vai atrasar a primeira mamada”. Só vai atrasar a primeira mamada. Como assim? Nessa situação, se a mãe não tivesse lutado por seus direitos e se empoderado, a primeira mamada iria ocorrer quatro horas após o nascimento. O que isso acarreta para a instituição? Nada. Afinal, também os presenciei oferecendo mamadeira caso a mãe sentisse muita dificuldade em amamentar.

E é assim que muitas instituições encaram a amamentação. Trabalho como consultora e, na maioria dos casos, atendo mães que tiveram orientações totalmente erradas que vão desde a pega do bebê até oferecer complemento porque nos primeiros dias “o leite é fraco”. E aí me deparo com mães frustradas, perdidas meio a tantas informações inadequadas e encarando um puerpério (que por si só já não é fácil).

Resultado de tudo isso: desmame precoce na maioria das vezes. Quando chego para atender, o bebê apresenta confusão de bicos (devido à mamadeira e/ou chupeta), luta com o peito e a mãe luta para conseguir amamentar. Diz que o leite diminuiu (o que acontece a curto e médio prazo quando há introdução de bicos artificiais), e então é preciso muito amor e paciência pelo binômio ().

Devemos atender aquela mãe, perdida em seus sentimentos, que instintivamente sabe que o melhor para seu pequeno mamífero é seu leite, mas recebe tanta informação de tantos lados que se perde. E é lindo de ver a mãe se reorganizando interna e externamente com a sua ajuda, readquirindo autoconfiança, e o bebê sendo o reflexo disso tudo. Isso leva tempo e comprometimento da mãe, mas é possível sim.

Amamentar é uma batalha

Quero dizer meninas que devemos nos informar, buscar ajuda de pessoas que realmente entendem do assunto, investir em uma amamentação que é o melhor para ambos, correr atrás e confiar em nossos instintos. Nos tornamos muito sensíveis e vulneráveis no período pós parto e precisamos de ajuda sim, de preferência de profissionais que entendam daquilo. É preciso que instituições hospitalares se atualizem, respeitem os direitos do recém-nascido e da mãe – e então, em pequenos passos, faremos grandes mudanças.

Gabriela Giacheta é enfermeira obstetra, doula pós-parto e consultora em aleitamento materno. Mãe do Miguel (de quase dois anos), se frustrou com o desmame precoce e largou tudo pra entender o que havia acontecido. Transformou frustração em superação: deixou os hospitais, se especializou, e optou por ajudar outras mães através do atendimento domiciliar. Na página Descobridores do Mundo, ainda compartilha dicas sobre maternidade ativa! 



Amor de mãe, amor de filho

Amor de mãe, amor de filho

Adoro ser chamada por apelidos carinhosos: mamãe doida, mamis, mimis, gostosona (sim, essa é uma das formas que meu filho me chama). Perco o chão quando ele diz que me ama; “do tamanho do céu”,”maior que tudo”, “muuuuuito”.  Amo as demonstrações espontâneas de carinho, seja no café da manhã, no carro, no sofá. Amo ser mãe. Por isso, quero dividir algo que ilustra todo o amor que nos liga – mães e filhos – num cordão umbilical invisível eterno (assim espero!)… Ele ditou, a professora escreveu, ele assinou.


Amor de mãe, arte e brigas de filhos para recordar!

Amor de mãe, arte e brigas de filhos para recordar!

Antes de convidar mães para essa coluna,”namoro” seus blogs, suas vidas (quando não são blogueiras), suas personalidades, e adoro quando sou presenteada com um “sim” diante do convite. Mais; amo quando recebo os textos, tão sinceros quanto bons! Porque fazem jus ao título deste espaço, nos permitindo entrar na cabeça de uma mãe! Tenho sorte. Recebo só gente boa, em todos os sentidos – talvez porque, como minha convidada de hoje diz, há gente bacana em todo o lugar! Cynthia Le Bourlegat, do blog Fala Mãe, é uma ex bióloga, casada e mãe de dois meninos, que já morou na França, gosta de crafts e adora colocar os filhos pra fazer arte. Ela dissemina por aí um pouco de tudo que gosta e vive – com muito amor e ‘falação’! É daquelas que acreditam que cada fase tem percalços e lembranças. Pra dizer a verdade, me parece sábia, ficando com a parte  das boas recordações mesmo. Deixo vocês nas mãos dessa “arteira”!

Diante do vários prognósticos  falsos de que a mulher  com ovários policísticos teria dificuldades de engravidar, eu não botava muita fé nesse negócio de me tornar mãe um dia. Quanto menos, imaginava que teria dois meninos em gestações seguidas, gerados nas primeiras tentativas. Mas uma coisa eu já imaginava, eu sou camaleoa, e diante de situações diferentes, eu faço uma tempestade básica dizendo que nunca vou conseguir, e meia hora depois lá estou eu, me adaptando bem, me virando nos 30!

Hoje sou mãe de um menino de 7 anos e outro de 5. Já não tenho mais aquela trabalheira toda de desfralde e cuidados de bebê, mas tenho outros desafios que não julgo menos complicados:  separar conflitos, brigas, respirar fundo diante do: “mãe, foi ele, mãe, olha ele”… Sim, o praguejamento externo de que eles brigariam muito se cumpriu, e agora não me adiantaria nada sentar e chorar, teria que agir com serenidade e sabedoria. Coisa que nem sempre consigo, claro, às vezes eu grito, surto,  perco a paciência , e depois eu penso: são só crianças cheias de energia e criatividade que precisar ser extravazadas.

Amor de mãe, arte e brigas de filhos para recordar!

Assim,  comecei a observar de que eles adoravam quando eu estava presente nas suas  brincadeiras e criações, e que brigavam menos quando estávamos juntos fazendo algo bacana. Então decidi, que essa fase que eles estão agora seria eternizada como a fase das criações, e não a fase das brigas. Aproveitando lógico, as habilidades diferentes que cada um já tem, e como mãe admiro num grau exagerado e babão.  Um é mais estratégico e racional, outro mais criativo e habilidoso, e certamente fazem um time perfeito ao meu ver.

Nesse pensamento, vamos nos adaptando, criando , crescendo e aprendendo a acertar cada vez mais na relação: mãe e filhos. E como toda mãe, sonho que eles cresçam homens de bem, e lembrem dessa fase com muito carinho e um tiquinho de saudade.


Animal sim, máquina de parir nunca

Animal sim, máquina de parir nunca

parcela nisso, pois deu a luz a cinco, todos vindos ao mundo assim. Minha irmã teve um casal da mesma forma. Lindo, para mim é lindo. A maneira mais clara de enxergar como a natureza existe e é perfeita.

Mas muita gente prefere ignorar o natural e partir logo para o artificial. Perdem muito por fazê-lo. Ao contrário do que dizem por aí, a cesárea não é mais fácil, é mais difícil. Para a mulher, que costuma ter um processo de recuperação mais lento e doloroso, e para o bebê, que, entre outras coisas, não entra em contato com bactérias boas para seu sistema imunológico presentes, sim, na vagina da parturiente.

Há outras tantas razões pela qual o parto normal (com ou sem anestesia) é mais indicado. Eu não vou discutir nenhuma delas. Apenas contar a minha história. Não para meu filho, pois para ele contarei pessoalmente e com mais detalhes, mas para outras futuras mamães que estão longe não só de mim, mas da melhor coisa que pode acontecer a elas. Para, talvez, encorajá-las a passar pela experiência mais incrível e que só elas podem passar. E que fique claro a todas: a mulher que tem parto normal não é melhor que a que não tem, é o parto normal que é melhor para ela, e para o filho.

Não é justo julgar quem acaba tendo que passar pela cesárea, afinal há inúmeras razões médicas para que isso aconteça, o que não diminui nenhuma mãe. Mas sei que há muitas mulheres que acabam sendo convencidas pelos médicos a se submeter à cirurgia sem precisar. Muitos, se não inventam desculpas convincentes e fora do alcance do conhecimento leigo da gestante, influenciam a paciente em um momento de fragilidade dela. Outros nem precisam, pois já encontram no medo e na falta de informação da mãe o eco para sua fala.

Animal sim, máquina de parir nunca

Falo isso porque cheguei a ter uma pequena experiência com um obstetra, escutei inúmeros relatos do que falei acima e já produzi uma reportagem sobre o tema, com direito a depoimento de médico renomado dizendo o quanto a mulher pode e deve passar pelo natural e o quanto profissionais de saúde dificultam essa “passagem”. Já falei com doulas, com psicólogas, obstetras e mães que trocaram de médico mesmo estando no fim da gestação em busca de um tratamento mais humano e respeitoso.

Quando eu engravidei, a primeira idéia que me passou em mente na hora de escolher o obstetra foi a disposição dele em realizar partos normais, pois sempre soube que a maioria se sente confortável em agendar a vinda ao mundo de quem não marcou horário para chegar. Tanto foi que mudei de médico, pois ouvi deste primeiro algo como: “Ah, quase todos os partos que faço são cesáreas, é mais fácil né Aninha?”. Já o segundo profissional que procurei eu sabia que era a favor do normal, pois tinha realizado dois só na minha família. E, no consultório dele, cheguei logo dizendo que era esse o motivo de eu estar ali. Pronto, foi o começo.

Li e reli muito, em livros, na Internet, em revistas. Fiz Yoga desde o quinto mês, caminhei e conversei muito com meu filho quando ele estava aqui dentro. Muitas pessoas me diziam para mentalizar de maneira positiva e eu mentalizava, imaginando a cena da forma como eu queria, priorizando a minha imagem bem tranquila e sem dor.

É claro que tive medo do parto. Muito. Ficava ansiosa, falava disso o tempo todo a ponto de meu marido dizer que eu não precisava me preocupar. A resposta? “É porque não é você que vai passar por isso!”. Eu tinha receio da anestesia, mais do que de qualquer outra coisa. A dor eu nem conseguia imaginar, então insistia com o médico em não ser anestesiada. Ele disse que eu tomaria a decisão, mas que não tinha razões para eu sentir dor. Esse assunto deixei para a hora do vamos que vamos, afinal há muitas coisas que não há como prever.

Me preparei para o parto normal, mas também tentei me preparar para a possibilidade de não poder ser assim. Escutei histórias de mulheres que não conseguiram e uma delas me disse que ficou muito frustrada. Por isso, eu ao menos tentava pensar que se não desse era porque não era para ser. Mas preciso admitir que eu não estava preparada para não ser.

No final da gravidez, lá pela trigésima oitava semana, sentia “lá embaixo” se abrindo enquanto eu andava, mas não sentia mais nada, nem aquelas contrações de “treininho”. Mas passei uma semana com intestino solto, sintoma de trabalho de parto para algumas mulheres. Na sexta-feira, passei a madrugada com dor de barriga. Até as 5 da manhã sofri quieta porque achava  que eram só cólicas intestinais, até que percebi a barriga ficando dura. Chamei meu marido, que queria me levar para a maternidade, já que ficava a uma hora de nossa casa. Tentei esperar para ver se era mesmo o caso e… vomitei! Aí ligamos para o médico e ele pediu que fossemos para a maternidade.

No caminho, contrações a cada cinco minutos! Uma dor que aumentava conforme meu nervoso. Respiração de Yoga. Chegamos. Me levaram para examinar e eu estava com um dedo de dilatação. Fui para o quarto, mais calma e com quase nada de dor. Médico pediu para eu continuar marcando as contrações e eu marquei, o que mostrou que elas vinham, mas não duravam o suficiente para “empurrar” meu bebê lá para baixo. Mais exames para saber se o feto estava em sofrimento e ele não estava.

Fim de tarde, contrações fracas, pouca dor nas costas e a pergunta se eu queria induzir o parto. Eu, preocupada em acabar fazendo cesárea, perguntei logo: “Ai, doutor, você tá querendo cortar minha barriga né?”. Ele, um amor de profissional e ser humano, me explicou que não, que a decisão era minha. Eu, preocupada se a minha insistência poderia causar algum dano ao neném, perguntei se isso podia de fato acontecer. O obstetra, todo paciente, sentado na maca ao meu lado, disse que ele não me daria chance de escolha se a vida do Léo estivesse em risco. E conversou comigo mais um pouco, me tranquilizando, explicando que eu podia voltar para a casa e esperar a hora. Voltei. Saí do quarto com a sensação de que eu havia falhado, ou melhor, de que eu ainda não tinha obtido o que eu queria do jeito que eu queria. Poxa, todos saindo com bebê nos braços e nós com as malas intactas e mais um cabide da mãe exageradamente preparada! Foi até engraçado…

Fiquei mais uma semana na casa da minha mãe, mais próxima do hospital, sem dor, sem nem contrações fracas, só com a vontade de ver a carinha do bebê. Diziam que eu era corajosa, outros que teriam feito logo a cesárea. Eu estava mais do que certa que era para esperar. Sexta-feira seguinte, consulta e constação de que estava com quatro para cinco centímetros de dilatação, só que ainda não havia o encaixe. Surgiu a pergunta se eu queria tentar induzir. Surgiu a resposta, depois de mais e mais perguntas, que eu queria sim. A ansiedade era imensa, o marido estava há uma semana longe e eu senti que ia ser naquele dia. Médico me deu muitas certezas de que o normal viria. Talvez se fosse hoje eu esperaria ainda mais para tudo acontecer naturalmente mesmo. Talvez eu teria mais paciência, menos ansiedade. Mas eu fui para a maternidade, como se fosse cesárea, sem dor, sem bolsa rompida.

Cheguei por voltas das três da tarde, me instalei e fui logo tomando a oxitocina para induzir. Não fez nem cócegas. Médico vem examina, volta, vem examina de novo, volta e me diz que vamos para a sala de parto, pois já tinha mais dilatação (acho que sete). Pelo meu ritmo, ainda iria demorar mais e, por isso, o obstetra disse que era melhor eu tomar anestesia. Isso faria o colo do útero relaxar e, junto com o rompimento da bolsa, faria o “preguiçoso” descer. Foi o que aconteceu. Depois da anestesia (tranquila e sem razões para meu medo), o médico rompeu a bolsa e ficou lá sentado esperando. Aí sim eu senti dores, contrações fortes. Porque a anestesia não foi em grandes doses, um pedido meu e do meu médico, que me conhecia e queria que eu sentisse as contrações e soubesse quando deveria empurrar. O anestesista até perguntou se eu precisava de mais e eu não precisei. Respirava fundo, conversava com meu pequeno via pensamento e tinha a certeza de que tudo iria dar certo.

O obstetra me pediu para fazer força para ver se já era a hora. Era. Mais alguns empurrões e, antes das 23 horas, nasceu. Sem palavras para descrever o momento em que o mundo para. O momento mais mágico, feliz e divino da vida. Minha vida. Vida do filhinho que chega. Vida! Parto normal, calmo, sem muita dor, feliz. O depois foi tão tranquilo quanto o durante. A episiotomia, que foi necessária segundo o médico, doeu nos dias seguintes, mas não precisei nem de anti-inflamatório. Tudo volta ao normal muito rápido quando se tem normal.

Animal sim, máquina de parir nunca

Tenho que dizer que conheço mulheres que tiveram cesárea e se recuperaram de maneira perfeita, que não passaram problemas e que receberam nos braços filhos lindos, saudáveis e nem um pouco “amassados”. Conheço também quem tenha tido parto natural mesmo, sem anestesia, com dores suportáveis e sem necessidade de nenhum cortinho. Cada uma tem seu corpo, sua história, suas crenças, seu marido, seu médico. Mas todas sabem que o corpo da mulher é capaz de se transformar para abrigar um novo ser humano e, por isso, todas devem acreditar que, da mesma forma, este mesmo corpo também é capaz de ir além para parir.

Parto humanizado? Nunca deixamos de ser seres humanos, mas se é preciso rotular o tratamento médico que iremos receber para sermos tratadas como merecemos, que usem essa definição. Mas prefiro dizer só parto. E preferia que só essa palavra já garantisse um nascimento segundo as capacidades e limites que a naturezanos dá, e não conforme a produção em série da maternidade. Se dar um nome específico é humanizar alguma coisa, ok. Ainda sim, prefiro pensar no conceito de natureza, ou algo assim. Porque só se a natureza não quisesse facilitar, é que a ciência deveria ajudar. Só se precisasse, cortariam nossa barriga ou vagina. Só se houvesse necessidade, seríamos anestesiadas. Só se o bebê nascesse com problemas, ele não iria direto para o colo da mãe. Só se o pai não tivesse coragem, não seria ele a cortar o cordão umbilical. Só se. Caso contrário, deixariam a natureza agir. Ela sabe o que faz. E ela não quer nada que se distancie do humano, do ser humano, mesmo que haja a intervenção dele no episódio mais animal da vida. Sim, porque somos animais. Não máquinas. Pena que esquecem disso.


Quando colocar a criança na escola?

Quando colocar a criança na escola

Quando é a hora certa de colocar um bebê ou uma criança na escola??? Logo no fim da licença-maternidade? Após 1 ano? Dois? Três – pra ir logo no maternal??? Quatro ou cinco, como era antigamente? Difícil saber.,, Cada um tem uma opinião, cada família uma realidade, e cada criança suas particularidades.

E tem casa da avó, da tia, serviço de babás e – hoje em dia – até creches particulares. Cá entre nós, escola muitas vezes acaba em último lugar na lista de possíveis escolhas dos pais! Exemplo claro são essas novas creches domiciliares, ideia que muito me agrada, embora não 100%. Não há outra razão para elas serem criadas por algumas mães (que querem se revezar no cuidado com os filhos com outras mães!), se não para fugir da escola tradicional. Vejam bem, estamos falando de fuga – entendem?

Tem quem vá ainda além, e invista no homeschooling – ensino em casa – até a faculdade. Mas vamos focar nas crianças menores. Aquelas que a gente mal desmama (se desmama!), que ainda chupam chupeta, dormem agarrados, não falam ou pouco falam, usam fralda ou acabaram de largar. O que fazer com elas? Largar tudo pra se dedicar a elas? Mas e depois? Que mulher se realiza profissionalmente depois? Como? Dá? E o dinheiro?

Não é segredo pra ninguém que optei por deixar a carreira de lado pra cuidar de Léo por 3 anos. É, ele só foi pra escola com 2 anos e 11 meses! Garanto que foi a melhor coisa que fiz. Agora, com Manu, cheguei a cogitar a escola, ela tendo apenas 1 ano e 4 meses. Desisti. Mas não estou aqui pra erguer bandeiras, ou pra contar a minha experiência. Não hoje. Queria apenas te fazer pensar. Nós podemos pensar sobre isso! Não?

Em vários países, a maternidade e a paternidade são tidas como essenciais na vida de um ser humano, e até para o futuro da nação. A Suécia, por exemplo, foi o primeiro país do mundo a aprovar a lei da licença paternidade e maternidade remunerada, em 1974 – que dava aos pais (veja bem, aos dois!), o direito de se afastar do trabalho juntos por até 6 meses. Separadamente, cada um tem até 1 ano de licença. E não só. Para não deixar que os homens transfiram seus dias para as mulheres, agora o país os obriga a dedicar 90 dias exclusivamente ao bebê!!! Tudo não só pela igualdade de gêneros, mas uma demonstração de que a educação passa sim pelas mãos dos pais (mães e pais!), e que valorizar isso é investir num futuro melhor – para cada um, e pra todos.

Não estou aqui pra dizer que isso é o certo e acabou. Estou de fato querendo mostrar que existem outras realidades diferentes da brasileira, e que podemos pensar fora da “caixinha” à qual estamos acostumados. Além disso? Acabei constatando que, ainda que intuitivamente em vários casos, temos fundamento ao querer “fugir” da escola nos primeiros anos de uma criança. Que tal lembrar que já é comprovado que os primeiros mil dias de vida têm influência sobre todo o restante da existência de um indivíduo??? Isso dá exatos dois anos, contando a partir da gestação…

E o que dizer sobre o sistema imunológico, que só está plenamente formado por volta dos 3 ou 4 anos? Colocar o filhote antes disso em contato diário com amiguinhos é aumentar as chances de ele ficar doente semana sim outra também. Pode não acontecer, mas você abre as portas antes do “ideal”, pelo menos sob o ponto de vista da defesa do organismo. Quanto à socialização??? Há ganhos, claro!!! Mas não há perdas se ela acontecer de outras formas, por enquanto.

Longe de mim dizer que está errado colocar na escolinha com 8 meses. Período integral? Curso de férias? Três vezes na semana? Não é meu papel. Mesmo. Só que fui escrever um texto sobre as razões que me motivaram a desistir da escola pra Manuela, e – quando vi – estava escrevendo tudo isso!!!! Falando pouco de mim, e muito do todo… Resolvi mudar o título do post, e guardar a minha versão pra depois.

Existem outros motivos para ela estar aqui comigo e não na escola (e o principal deles é o meu emocional mesmo!), mas apenas pensem comigo… E se tivéssemos apoio do governo pra cuidar de nossos bebês por mais tempo? E se todos os pais e mães tivessem condições de fazer escolhas? Estou falando de poder escolher – de verdade. E de dividir tarefas relativas à criança e à casa. De optar por não colocar na escola. Por não ter babá, ou mesmo por não dividir os cuidados do filhote com qualquer pessoa além do(a) companheiro(a).

O que faríamos se tivéssemos outras possibilidades?????????????

Admito que não existe resposta, e que cada núcleo familiar provavelmente agiria de um jeito. Cada casal priorizaria uma coisa, sentiria de um jeito. Mas, certamente, se houvesse apoio e oportunidade pra cada família ficar mais tempo com seus filhos, já nos faria pensar melhor não? Ou ao menos pensar? Não não… Nós já pensamos, mas como a via de regra é torta, não tem muito o que fazer. E a gente encerra o assunto (e para de pensar!), assinalando a “melhor” opção dentre as que temos.

Quando colocar a criança na escola

Se está vivendo esse dilema, sabe bem que não há um consenso. Que cada pessoa te aconselha uma coisa. “Ah, é bom porque eles ficam independentes”, “Ah, é tão novinha né?”, “Ah, é bom que já aprende a fazer amiguinhos”, “Ah, espera falar pra poder te contar o que acontece…”. Então pensemos cada uma com seus botões.

Reafirmo que cada criança é tão única quanto seus pais, e suas opiniões. Cada história não se repete, ainda que na mesma família… E é por isso mesmo que deixo um convite; pra que cada uma de vocês reflita e responda pra si mesma a pergunta do título. Esqueça o trabalho, imagine que você pode, que o marido também pode, que o dinheiro não vai fazer falta, que a única coisa que importa é o que você vai decidir sobre o assunto… Quando é a hora certa de uma criança ir pra escolinha?????


Bebê que chora é culpa da mãe

Bebê que chora é culpa da mãe

Faz tempo que tenho a sensação de que o problema da minha filha sou eu…

Estou falando de choro.E de culpa. Manuela chora. Muito. E não fica no carrinho acordada de boa não… Nem no berço. Com exceção de alguns minutos do dia, não fica. Funciona da seguinte forma: quando está acordada, ou está mamando, ou estou trocando a fralda, ou está “conversando” e olhando as coisas, ou chorando.

Até aí, um bebê normal. Só que o tempo que ela fica quieta e distraída acordada é, digamos, menos da metade do tempo que ela gasta mamando, trocando, ou chorando pedindo por alguma coisa. E essa alguma coisa invariavelmente passa por mim: meu peito, meu colo, meu cheiro – com um intervalo ínfimo pra se distrair com algo no colo do papai.

Muito desse chororô é por conta das cólicas – que dizem por aí que “já deveriam ter passado!”. E acho que por conta personalidade dela também. Também fiquei sabendo essa semana (através de uma amiga) que bebês choram de duas a três horas por dia, mesmo se atendidos em todas as suas necessidades… Então, deve ter essa também, mas preciso cronometrar, porque acho de verdade que ela ultrapassa essa regra.Então me pergunto: por quê?

Deixando de lado a resposta (que não sei mesmo!), a solução encontrada por uma mãe mamífera que sou – e que não acredita que deixar o bebê chorando seja a solução – é dar o que ela pede. Sempre. E aí não me sobra muito tempo pra descanso, pra fazer outra coisa, e até mesmo dormir.

Sobre dormir tem mais. Ela dorme no berço e no carrinho. Mas na grande maioria das vezes, acorda rápido. E não volta a dormir se não dou colo. Até no colo as vezes fica difícil ela se entregar ao sono. A tática da mãe? Tentar o berço e o carrinho, claro. Mas priorizar o jeito que ela descansa mais, e eu também. Ela amarrada em mim no sling, dormindo no colo (demoramos horas até encontrar “A” posição), ou na mesma cama – juntas.

Resultado disso, como pode imaginar, é que fico esgotada e muitas vezes acabo “reclamando” ou chorando mesmo – apenas colocando pra fora sentimentos de impotência e exaustão que tomam conta de uma mãe de um bebê que chora bastante. Até aí, mãe também normal né?

Só que reparo que as pessoas com quem desabafo ou que presenciam de alguma forma meu esgotamento físico e mental, entre outras coisas, me perguntam se eu não deveria deixar a Manu mais no berço ou carrinho para que eu possa descansar – e ela acostumar. Como se eu não quisesse que isso acontecesse!!!

A minha resposta é a seguinte: se ela está grudada em mim é porque pede por isso, porque está chorando, porque não fica calma no canto dela. Se não, estaria sim no carrinho, no berço, no tapete de atividades…

Aí entra o título deste post. Eu sei que as pessoas só querem ajudar, mas a impressão que tenho é que a culpa da minha filha chorar tanto é minha!!! Que eu não sei cuidar, acalmar, ou seja lá o que for. Já sinto isso sem ninguém falar nada, imagine dando a entender! O problema parece ser eu. E fico chateada, mesmo sabendo que – de verdade? – não é isso… Porque só eu sei o que passo com a Manu, bem como o que passei com Léo. Só eu e outras mães que também passam por isso. Difícil explicar pra quem não tem filhos ou, pior ainda, pra quem tem e não experimentou as “delícias” de um bebê exigente e/ou com cólicas.

Bebê que chora é culpa da mãe

Não precisa falar nada, eu sei, eu que sou a mãe superprotetora e maluca que quer ficar com a garota o tempo todo… Eu que erro… Está nas entrelinhas.

Aí pergunto: se você fizesse de tudo e não conseguisse ter um bebê calmo, faria o quê??? E se, você que não tem filho ainda (ou na próxima), for sorteada com um exemplar exigente, “coliquento”, e chorão como os meus??? Vai deixar chorar no berço por cinco minutos, depois dez, depois quinze até ele se conformar que você não vem? Respeito. Mas por favor me respeite também. Eu não faço isso. E reclamo sim. Porque sou humana, imperfeita e amo meus filhos de tal forma que me entrego de corpo, alma e tudo o mais a essa experiência extenuante chamada maternidade – a ponto de ter o direito de reclamar muuuuuito!


Quando e como eu parei de amamentar

Quando e como eu parei de amamentar

Desmame. Esse post estava perdido em um rascunho. Já faz tempo que escrevi, e que parei de amamentar. Mas voltar nesses assuntos me faz viver tudo de novo. Como é bom! Por isso, lá fui eu re-editar o texto. E lá vamos nós mergulhar no poder do leite materno! O poder além da saúde, o vínculo.

Vou contar como foi o desmame do meu bezerrinho, pra ajudar – da forma que eu conseguir – mães que me perguntam sobre o assunto. E também como forma de ser uma amostra de como tudo acontece em seu ritmo, independentemente de opiniões alheias ou métodos prontos. A maternidade, como vocês sabem, não tem manual. E o leite materno não tem prazo de validade.

Leleco mamava muito, acordava de madrugada duas, três e até quatro vezes para mamar ou chupetar. Dormia no peito. Não era fã de papinha nenhuma, só de mamão e banana. Detestava o gosto de qualquer leite artificial. E não pegava bico de mamadeira. Cenário inadequado para o desmame não? Mas, foi selecionando informações, e escutando os meus próprios palpites que encontrei o caminho.

Quando e como eu parei de amamentar

Muita gente falava que eu já deveria ter desmamado. Léo estava com mais de 1 ano. Muitas outras pessoas diziam “Não tira não, coitadinho”. O coitadinho? Estava forte e dava sinais de que poderia deixar o peitinho da mamãe – depois de mamar por mais de 12 meses em livre demanda. Mas eu, a produtora do leite, estava com dor no peito – dessa vez lá dentro – porque não queria quebrar essa ligação tão forte entre mãe e filho, a amamentação. Doía, mas eu queria. Para mim, 1 ano e 2 meses foram suficientes para deixar meu filho seguro e saudável. Não precisava ser dois anos, e nem seis meses, entende?

Como imaginava que iria desmamá-lo por volta de 1 ano, perguntei antes ao pediatra o que poderia fazer, pois achei que seria terrível. Ele me orientou a ir colocando, todo o dia, um pouco de leite Ninho 1+ misturado nas frutas. Fiz isso desde os 10 meses. Não que eu quisesse desmamar Leonardo tão já, mas para ele ir aceitando. Nada acontecia! Às vezes oferecia um pouco no copinho mesmo. Nada também. Funcionou o dia em que esqueci que o botão da direita do filtro é de água gelada e preparei o leite no copinho com ela. Ele tomou tudo gelado. Quem iria imaginar, já que o leite materno é morninho…

Esse dia foi uma semana antes de ele completar 1 ano, época em que o bezerro ainda mamava manhã, tarde e noite. Passei a dar o copinho de leite artificial então primeiro de tarde, depois de manhã e de tarde, até eu achar que deveria dar também à noite e de madrugada (sim, ele contrariou a máxima de que leite materno não sustenta e que, por isso, ‘quando tomar leite em pó, vai dormir a noite toda’).

Quando eu tirei o peito de fato? Bem, foi no dia em que ele completou 1 ano e dois meses. Porque eu estava psicologicamente pronta para fazer isso, o que foi decisivo para passar segurança ao pequeno. Sim, eu sei. Eu podia ter ido além. E talvez fosse. Mas Léo começava a querer ‘arrancar’ minha roupa por aí, e comecei a achar que já era a hora. Pedi para o marido me deixar sozinha com meu pequeno no quarto. Fiquei. Até bem depois de ele terminar de mamar. Foi tranquilo. Um ritual. A nossa despedida.

Quando e como eu parei de amamentar

E ele, que não podia me ver de peito de fora, nunca mais olhou para meu seio com intenção de mamar. Desmame com sucesso! Sem seguir regras de ninguém, mas criando a minha e a dele. Está aí, meu palpite, dica, conselho, experiência… para quem quiser utilizar. Para qualquer mãe poder usar o que funcionou comigo do jeito que funcionar para ela. É a natureza das coisas, é a mãe natureza, é ser mãe! E aprender sendo.


Amamentação: entenda como é a “pega correta”

Amamentação: entenda como é a “pega correta”

Se você está grávida ou acabou de ter um bebê, vai escutar em algum momento sobre a “pega correta“. Eu poderia escrever aqui “pode esperar”. Mas, me desculpe, acho que você não deve esperar não. Quando o assunto é amamentação, o melhor a fazer é se informar ao máximo – porque ainda assim podem ser que surjam alguns percalços! Calma, isso não é pra te desencorajar. Aliás, só quero mesmo é que você se encha de coragem, e amamente seu filho! Mesmo se te disserem que você não tem colostro, que seu leite é ‘fraco’, que o bico do seu seio é pequeno ou grande demais.

Por acreditar que nós podemos amamentar mesmo quando nem tudo vai a nosso favor, no último post escrevi sobre as dificuldades e aprendizados do início da amamentação de Léo. Quando conto minha história para amigas grávidas (com o intuito de alertá-las), elas sempre me dizem que lembraram de mim na maternidade – e que saber do que pode dar errado foi importante de alguma forma para fazer dar certo. Então, resolvi fazer uma pesquisa para trazer mais dicas pra você. Em especial, sobre a “pega” ou, traduzindo, sobre a união da boca do bebê com o seio materno.

Amamentação: entenda como é a “pega correta”

Segundo especialistas, e a mocinha que me atendeu no Banco de Leite quando precisei de orientação, a pega “errada” é  a principal razão de complicações e dificuldades na amamentação. É o que geralmente leva a rachaduras no seio, por exemplo, e à consequente dor ao amamentar, fome do bebê, desmame precoce. Ui. Posso dizer por mim. Meu bebê começou a mamar do jeito “errado”, sem abrir toda a boca, prensando o lábio inferior ou superior pela metade no meu peito, e o resultado não foi muito bom não. Além de Léo não conseguir manter a pega por muito tempo e não mamar quase nada, meu seio ganhou rachaduras ‘instantâneas”, doloridas e que até sangravam. Já quando aprendi a pega da ilustração acima, as rachaduras se foram, e eu sentia alívio quando ele mamava. Quando a pega é correta, amamentar não dói.

Pra começar, segue uma imagem bem bacana que encontrei no querido Google:

Agora, vamos as explicações.

O que é de fato uma pega correta?

É quando o recém-nascido abocanha uma boa parte da aréola: assim ele consegue colocar o seio mais profundamente na boca e fazer movimentos ritmados com a língua contra a superfície, sugando o leite de forma eficiente. Para que a pega seja correta, a boca do bebê deve envolver a maior parte possível da aréola (parte mais escura do seio) e não apenas o mamilo (bico).

Como saber se a pega está correta?

Uma das formas mais fáceis é ver se a aréola apareçe o menos possível, ou quase não aparece. Mas não é só isso. Na pega correta a boca do bebê fica bem aberta, com as bochechas arredondadas, queixo encostado na mama e o lábio inferior voltado para fora – lembrar disso a todo instante durante as mamadas ajuda a gente a saber se está tudo indo bem. Minha dica: quando a pega é correta, você sente alívio e não dor (e uma delicia o seio esvaziar), às vezes vê leite escorrer no cantinho da boca do neném, percebe ele engolindo depois de sugar (num ritmo constante), e você não fica com rachaduras no mamilo.

Como ajudar seu bebê a fazer dessa forma?

Amamentação: entenda como é a “pega correta”

Ele deve abrir bastante a boca, então, para isso,  comece estimulando através do reflexo de busca do bebê ao tocar suavemente o mamilo na boca dele.

 Outra dica que aprendi é a fazer massagem circular no seio com a ponta dos dedos e tirar um pouco o leite para a aréola ficar mais ‘mole’ e fácil para o bebê abocanhar. O tamanho do mamilo não influencia, como todo mundo diz, porque é a aréola que o bebê deve ‘pegar’ e não apenas o bico ok? Se não, machuca.

…Se ainda assim, você tiver dificuldades na hora de amamentar, sentir dor, não tiver certeza de que a pega está correta ou se o bebê está mamando o suficiente, procure um Banco de Leite mais próximo (que você pode encontrar no site da Rede Brasileira de Bancos de Leite). Lá, as mães recebem orientação e apoio para continuar firmes nessa jornada!