Amor de mãe, amor de filho

Amor de mãe, amor de filho

Adoro ser chamada por apelidos carinhosos: mamãe doida, mamis, mimis, gostosona (sim, essa é uma das formas que meu filho me chama). Perco o chão quando ele diz que me ama; “do tamanho do céu”,”maior que tudo”, “muuuuuito”.  Amo as demonstrações espontâneas de carinho, seja no café da manhã, no carro, no sofá. Amo ser mãe. Por isso, quero dividir algo que ilustra todo o amor que nos liga – mães e filhos – num cordão umbilical invisível eterno (assim espero!)… Ele ditou, a professora escreveu, ele assinou.


Amor de mãe, arte e brigas de filhos para recordar!

Amor de mãe, arte e brigas de filhos para recordar!

Antes de convidar mães para essa coluna,”namoro” seus blogs, suas vidas (quando não são blogueiras), suas personalidades, e adoro quando sou presenteada com um “sim” diante do convite. Mais; amo quando recebo os textos, tão sinceros quanto bons! Porque fazem jus ao título deste espaço, nos permitindo entrar na cabeça de uma mãe! Tenho sorte. Recebo só gente boa, em todos os sentidos – talvez porque, como minha convidada de hoje diz, há gente bacana em todo o lugar! Cynthia Le Bourlegat, do blog Fala Mãe, é uma ex bióloga, casada e mãe de dois meninos, que já morou na França, gosta de crafts e adora colocar os filhos pra fazer arte. Ela dissemina por aí um pouco de tudo que gosta e vive – com muito amor e ‘falação’! É daquelas que acreditam que cada fase tem percalços e lembranças. Pra dizer a verdade, me parece sábia, ficando com a parte  das boas recordações mesmo. Deixo vocês nas mãos dessa “arteira”!

Diante do vários prognósticos  falsos de que a mulher  com ovários policísticos teria dificuldades de engravidar, eu não botava muita fé nesse negócio de me tornar mãe um dia. Quanto menos, imaginava que teria dois meninos em gestações seguidas, gerados nas primeiras tentativas. Mas uma coisa eu já imaginava, eu sou camaleoa, e diante de situações diferentes, eu faço uma tempestade básica dizendo que nunca vou conseguir, e meia hora depois lá estou eu, me adaptando bem, me virando nos 30!

Hoje sou mãe de um menino de 7 anos e outro de 5. Já não tenho mais aquela trabalheira toda de desfralde e cuidados de bebê, mas tenho outros desafios que não julgo menos complicados:  separar conflitos, brigas, respirar fundo diante do: “mãe, foi ele, mãe, olha ele”… Sim, o praguejamento externo de que eles brigariam muito se cumpriu, e agora não me adiantaria nada sentar e chorar, teria que agir com serenidade e sabedoria. Coisa que nem sempre consigo, claro, às vezes eu grito, surto,  perco a paciência , e depois eu penso: são só crianças cheias de energia e criatividade que precisar ser extravazadas.

Amor de mãe, arte e brigas de filhos para recordar!

Assim,  comecei a observar de que eles adoravam quando eu estava presente nas suas  brincadeiras e criações, e que brigavam menos quando estávamos juntos fazendo algo bacana. Então decidi, que essa fase que eles estão agora seria eternizada como a fase das criações, e não a fase das brigas. Aproveitando lógico, as habilidades diferentes que cada um já tem, e como mãe admiro num grau exagerado e babão.  Um é mais estratégico e racional, outro mais criativo e habilidoso, e certamente fazem um time perfeito ao meu ver.

Nesse pensamento, vamos nos adaptando, criando , crescendo e aprendendo a acertar cada vez mais na relação: mãe e filhos. E como toda mãe, sonho que eles cresçam homens de bem, e lembrem dessa fase com muito carinho e um tiquinho de saudade.


Animal sim, máquina de parir nunca

Animal sim, máquina de parir nunca

parcela nisso, pois deu a luz a cinco, todos vindos ao mundo assim. Minha irmã teve um casal da mesma forma. Lindo, para mim é lindo. A maneira mais clara de enxergar como a natureza existe e é perfeita.

Mas muita gente prefere ignorar o natural e partir logo para o artificial. Perdem muito por fazê-lo. Ao contrário do que dizem por aí, a cesárea não é mais fácil, é mais difícil. Para a mulher, que costuma ter um processo de recuperação mais lento e doloroso, e para o bebê, que, entre outras coisas, não entra em contato com bactérias boas para seu sistema imunológico presentes, sim, na vagina da parturiente.

Há outras tantas razões pela qual o parto normal (com ou sem anestesia) é mais indicado. Eu não vou discutir nenhuma delas. Apenas contar a minha história. Não para meu filho, pois para ele contarei pessoalmente e com mais detalhes, mas para outras futuras mamães que estão longe não só de mim, mas da melhor coisa que pode acontecer a elas. Para, talvez, encorajá-las a passar pela experiência mais incrível e que só elas podem passar. E que fique claro a todas: a mulher que tem parto normal não é melhor que a que não tem, é o parto normal que é melhor para ela, e para o filho.

Não é justo julgar quem acaba tendo que passar pela cesárea, afinal há inúmeras razões médicas para que isso aconteça, o que não diminui nenhuma mãe. Mas sei que há muitas mulheres que acabam sendo convencidas pelos médicos a se submeter à cirurgia sem precisar. Muitos, se não inventam desculpas convincentes e fora do alcance do conhecimento leigo da gestante, influenciam a paciente em um momento de fragilidade dela. Outros nem precisam, pois já encontram no medo e na falta de informação da mãe o eco para sua fala.

Animal sim, máquina de parir nunca

Falo isso porque cheguei a ter uma pequena experiência com um obstetra, escutei inúmeros relatos do que falei acima e já produzi uma reportagem sobre o tema, com direito a depoimento de médico renomado dizendo o quanto a mulher pode e deve passar pelo natural e o quanto profissionais de saúde dificultam essa “passagem”. Já falei com doulas, com psicólogas, obstetras e mães que trocaram de médico mesmo estando no fim da gestação em busca de um tratamento mais humano e respeitoso.

Quando eu engravidei, a primeira idéia que me passou em mente na hora de escolher o obstetra foi a disposição dele em realizar partos normais, pois sempre soube que a maioria se sente confortável em agendar a vinda ao mundo de quem não marcou horário para chegar. Tanto foi que mudei de médico, pois ouvi deste primeiro algo como: “Ah, quase todos os partos que faço são cesáreas, é mais fácil né Aninha?”. Já o segundo profissional que procurei eu sabia que era a favor do normal, pois tinha realizado dois só na minha família. E, no consultório dele, cheguei logo dizendo que era esse o motivo de eu estar ali. Pronto, foi o começo.

Li e reli muito, em livros, na Internet, em revistas. Fiz Yoga desde o quinto mês, caminhei e conversei muito com meu filho quando ele estava aqui dentro. Muitas pessoas me diziam para mentalizar de maneira positiva e eu mentalizava, imaginando a cena da forma como eu queria, priorizando a minha imagem bem tranquila e sem dor.

É claro que tive medo do parto. Muito. Ficava ansiosa, falava disso o tempo todo a ponto de meu marido dizer que eu não precisava me preocupar. A resposta? “É porque não é você que vai passar por isso!”. Eu tinha receio da anestesia, mais do que de qualquer outra coisa. A dor eu nem conseguia imaginar, então insistia com o médico em não ser anestesiada. Ele disse que eu tomaria a decisão, mas que não tinha razões para eu sentir dor. Esse assunto deixei para a hora do vamos que vamos, afinal há muitas coisas que não há como prever.

Me preparei para o parto normal, mas também tentei me preparar para a possibilidade de não poder ser assim. Escutei histórias de mulheres que não conseguiram e uma delas me disse que ficou muito frustrada. Por isso, eu ao menos tentava pensar que se não desse era porque não era para ser. Mas preciso admitir que eu não estava preparada para não ser.

No final da gravidez, lá pela trigésima oitava semana, sentia “lá embaixo” se abrindo enquanto eu andava, mas não sentia mais nada, nem aquelas contrações de “treininho”. Mas passei uma semana com intestino solto, sintoma de trabalho de parto para algumas mulheres. Na sexta-feira, passei a madrugada com dor de barriga. Até as 5 da manhã sofri quieta porque achava  que eram só cólicas intestinais, até que percebi a barriga ficando dura. Chamei meu marido, que queria me levar para a maternidade, já que ficava a uma hora de nossa casa. Tentei esperar para ver se era mesmo o caso e… vomitei! Aí ligamos para o médico e ele pediu que fossemos para a maternidade.

No caminho, contrações a cada cinco minutos! Uma dor que aumentava conforme meu nervoso. Respiração de Yoga. Chegamos. Me levaram para examinar e eu estava com um dedo de dilatação. Fui para o quarto, mais calma e com quase nada de dor. Médico pediu para eu continuar marcando as contrações e eu marquei, o que mostrou que elas vinham, mas não duravam o suficiente para “empurrar” meu bebê lá para baixo. Mais exames para saber se o feto estava em sofrimento e ele não estava.

Fim de tarde, contrações fracas, pouca dor nas costas e a pergunta se eu queria induzir o parto. Eu, preocupada em acabar fazendo cesárea, perguntei logo: “Ai, doutor, você tá querendo cortar minha barriga né?”. Ele, um amor de profissional e ser humano, me explicou que não, que a decisão era minha. Eu, preocupada se a minha insistência poderia causar algum dano ao neném, perguntei se isso podia de fato acontecer. O obstetra, todo paciente, sentado na maca ao meu lado, disse que ele não me daria chance de escolha se a vida do Léo estivesse em risco. E conversou comigo mais um pouco, me tranquilizando, explicando que eu podia voltar para a casa e esperar a hora. Voltei. Saí do quarto com a sensação de que eu havia falhado, ou melhor, de que eu ainda não tinha obtido o que eu queria do jeito que eu queria. Poxa, todos saindo com bebê nos braços e nós com as malas intactas e mais um cabide da mãe exageradamente preparada! Foi até engraçado…

Fiquei mais uma semana na casa da minha mãe, mais próxima do hospital, sem dor, sem nem contrações fracas, só com a vontade de ver a carinha do bebê. Diziam que eu era corajosa, outros que teriam feito logo a cesárea. Eu estava mais do que certa que era para esperar. Sexta-feira seguinte, consulta e constação de que estava com quatro para cinco centímetros de dilatação, só que ainda não havia o encaixe. Surgiu a pergunta se eu queria tentar induzir. Surgiu a resposta, depois de mais e mais perguntas, que eu queria sim. A ansiedade era imensa, o marido estava há uma semana longe e eu senti que ia ser naquele dia. Médico me deu muitas certezas de que o normal viria. Talvez se fosse hoje eu esperaria ainda mais para tudo acontecer naturalmente mesmo. Talvez eu teria mais paciência, menos ansiedade. Mas eu fui para a maternidade, como se fosse cesárea, sem dor, sem bolsa rompida.

Cheguei por voltas das três da tarde, me instalei e fui logo tomando a oxitocina para induzir. Não fez nem cócegas. Médico vem examina, volta, vem examina de novo, volta e me diz que vamos para a sala de parto, pois já tinha mais dilatação (acho que sete). Pelo meu ritmo, ainda iria demorar mais e, por isso, o obstetra disse que era melhor eu tomar anestesia. Isso faria o colo do útero relaxar e, junto com o rompimento da bolsa, faria o “preguiçoso” descer. Foi o que aconteceu. Depois da anestesia (tranquila e sem razões para meu medo), o médico rompeu a bolsa e ficou lá sentado esperando. Aí sim eu senti dores, contrações fortes. Porque a anestesia não foi em grandes doses, um pedido meu e do meu médico, que me conhecia e queria que eu sentisse as contrações e soubesse quando deveria empurrar. O anestesista até perguntou se eu precisava de mais e eu não precisei. Respirava fundo, conversava com meu pequeno via pensamento e tinha a certeza de que tudo iria dar certo.

O obstetra me pediu para fazer força para ver se já era a hora. Era. Mais alguns empurrões e, antes das 23 horas, nasceu. Sem palavras para descrever o momento em que o mundo para. O momento mais mágico, feliz e divino da vida. Minha vida. Vida do filhinho que chega. Vida! Parto normal, calmo, sem muita dor, feliz. O depois foi tão tranquilo quanto o durante. A episiotomia, que foi necessária segundo o médico, doeu nos dias seguintes, mas não precisei nem de anti-inflamatório. Tudo volta ao normal muito rápido quando se tem normal.

Animal sim, máquina de parir nunca

Tenho que dizer que conheço mulheres que tiveram cesárea e se recuperaram de maneira perfeita, que não passaram problemas e que receberam nos braços filhos lindos, saudáveis e nem um pouco “amassados”. Conheço também quem tenha tido parto natural mesmo, sem anestesia, com dores suportáveis e sem necessidade de nenhum cortinho. Cada uma tem seu corpo, sua história, suas crenças, seu marido, seu médico. Mas todas sabem que o corpo da mulher é capaz de se transformar para abrigar um novo ser humano e, por isso, todas devem acreditar que, da mesma forma, este mesmo corpo também é capaz de ir além para parir.

Parto humanizado? Nunca deixamos de ser seres humanos, mas se é preciso rotular o tratamento médico que iremos receber para sermos tratadas como merecemos, que usem essa definição. Mas prefiro dizer só parto. E preferia que só essa palavra já garantisse um nascimento segundo as capacidades e limites que a naturezanos dá, e não conforme a produção em série da maternidade. Se dar um nome específico é humanizar alguma coisa, ok. Ainda sim, prefiro pensar no conceito de natureza, ou algo assim. Porque só se a natureza não quisesse facilitar, é que a ciência deveria ajudar. Só se precisasse, cortariam nossa barriga ou vagina. Só se houvesse necessidade, seríamos anestesiadas. Só se o bebê nascesse com problemas, ele não iria direto para o colo da mãe. Só se o pai não tivesse coragem, não seria ele a cortar o cordão umbilical. Só se. Caso contrário, deixariam a natureza agir. Ela sabe o que faz. E ela não quer nada que se distancie do humano, do ser humano, mesmo que haja a intervenção dele no episódio mais animal da vida. Sim, porque somos animais. Não máquinas. Pena que esquecem disso.


Quando colocar a criança na escola?

Quando colocar a criança na escola

Quando é a hora certa de colocar um bebê ou uma criança na escola??? Logo no fim da licença-maternidade? Após 1 ano? Dois? Três – pra ir logo no maternal??? Quatro ou cinco, como era antigamente? Difícil saber.,, Cada um tem uma opinião, cada família uma realidade, e cada criança suas particularidades.

E tem casa da avó, da tia, serviço de babás e – hoje em dia – até creches particulares. Cá entre nós, escola muitas vezes acaba em último lugar na lista de possíveis escolhas dos pais! Exemplo claro são essas novas creches domiciliares, ideia que muito me agrada, embora não 100%. Não há outra razão para elas serem criadas por algumas mães (que querem se revezar no cuidado com os filhos com outras mães!), se não para fugir da escola tradicional. Vejam bem, estamos falando de fuga – entendem?

Tem quem vá ainda além, e invista no homeschooling – ensino em casa – até a faculdade. Mas vamos focar nas crianças menores. Aquelas que a gente mal desmama (se desmama!), que ainda chupam chupeta, dormem agarrados, não falam ou pouco falam, usam fralda ou acabaram de largar. O que fazer com elas? Largar tudo pra se dedicar a elas? Mas e depois? Que mulher se realiza profissionalmente depois? Como? Dá? E o dinheiro?

Não é segredo pra ninguém que optei por deixar a carreira de lado pra cuidar de Léo por 3 anos. É, ele só foi pra escola com 2 anos e 11 meses! Garanto que foi a melhor coisa que fiz. Agora, com Manu, cheguei a cogitar a escola, ela tendo apenas 1 ano e 4 meses. Desisti. Mas não estou aqui pra erguer bandeiras, ou pra contar a minha experiência. Não hoje. Queria apenas te fazer pensar. Nós podemos pensar sobre isso! Não?

Em vários países, a maternidade e a paternidade são tidas como essenciais na vida de um ser humano, e até para o futuro da nação. A Suécia, por exemplo, foi o primeiro país do mundo a aprovar a lei da licença paternidade e maternidade remunerada, em 1974 – que dava aos pais (veja bem, aos dois!), o direito de se afastar do trabalho juntos por até 6 meses. Separadamente, cada um tem até 1 ano de licença. E não só. Para não deixar que os homens transfiram seus dias para as mulheres, agora o país os obriga a dedicar 90 dias exclusivamente ao bebê!!! Tudo não só pela igualdade de gêneros, mas uma demonstração de que a educação passa sim pelas mãos dos pais (mães e pais!), e que valorizar isso é investir num futuro melhor – para cada um, e pra todos.

Não estou aqui pra dizer que isso é o certo e acabou. Estou de fato querendo mostrar que existem outras realidades diferentes da brasileira, e que podemos pensar fora da “caixinha” à qual estamos acostumados. Além disso? Acabei constatando que, ainda que intuitivamente em vários casos, temos fundamento ao querer “fugir” da escola nos primeiros anos de uma criança. Que tal lembrar que já é comprovado que os primeiros mil dias de vida têm influência sobre todo o restante da existência de um indivíduo??? Isso dá exatos dois anos, contando a partir da gestação…

E o que dizer sobre o sistema imunológico, que só está plenamente formado por volta dos 3 ou 4 anos? Colocar o filhote antes disso em contato diário com amiguinhos é aumentar as chances de ele ficar doente semana sim outra também. Pode não acontecer, mas você abre as portas antes do “ideal”, pelo menos sob o ponto de vista da defesa do organismo. Quanto à socialização??? Há ganhos, claro!!! Mas não há perdas se ela acontecer de outras formas, por enquanto.

Longe de mim dizer que está errado colocar na escolinha com 8 meses. Período integral? Curso de férias? Três vezes na semana? Não é meu papel. Mesmo. Só que fui escrever um texto sobre as razões que me motivaram a desistir da escola pra Manuela, e – quando vi – estava escrevendo tudo isso!!!! Falando pouco de mim, e muito do todo… Resolvi mudar o título do post, e guardar a minha versão pra depois.

Existem outros motivos para ela estar aqui comigo e não na escola (e o principal deles é o meu emocional mesmo!), mas apenas pensem comigo… E se tivéssemos apoio do governo pra cuidar de nossos bebês por mais tempo? E se todos os pais e mães tivessem condições de fazer escolhas? Estou falando de poder escolher – de verdade. E de dividir tarefas relativas à criança e à casa. De optar por não colocar na escola. Por não ter babá, ou mesmo por não dividir os cuidados do filhote com qualquer pessoa além do(a) companheiro(a).

O que faríamos se tivéssemos outras possibilidades?????????????

Admito que não existe resposta, e que cada núcleo familiar provavelmente agiria de um jeito. Cada casal priorizaria uma coisa, sentiria de um jeito. Mas, certamente, se houvesse apoio e oportunidade pra cada família ficar mais tempo com seus filhos, já nos faria pensar melhor não? Ou ao menos pensar? Não não… Nós já pensamos, mas como a via de regra é torta, não tem muito o que fazer. E a gente encerra o assunto (e para de pensar!), assinalando a “melhor” opção dentre as que temos.

Quando colocar a criança na escola

Se está vivendo esse dilema, sabe bem que não há um consenso. Que cada pessoa te aconselha uma coisa. “Ah, é bom porque eles ficam independentes”, “Ah, é tão novinha né?”, “Ah, é bom que já aprende a fazer amiguinhos”, “Ah, espera falar pra poder te contar o que acontece…”. Então pensemos cada uma com seus botões.

Reafirmo que cada criança é tão única quanto seus pais, e suas opiniões. Cada história não se repete, ainda que na mesma família… E é por isso mesmo que deixo um convite; pra que cada uma de vocês reflita e responda pra si mesma a pergunta do título. Esqueça o trabalho, imagine que você pode, que o marido também pode, que o dinheiro não vai fazer falta, que a única coisa que importa é o que você vai decidir sobre o assunto… Quando é a hora certa de uma criança ir pra escolinha?????


Bebê que chora é culpa da mãe

Bebê que chora é culpa da mãe

Faz tempo que tenho a sensação de que o problema da minha filha sou eu…

Estou falando de choro.E de culpa. Manuela chora. Muito. E não fica no carrinho acordada de boa não… Nem no berço. Com exceção de alguns minutos do dia, não fica. Funciona da seguinte forma: quando está acordada, ou está mamando, ou estou trocando a fralda, ou está “conversando” e olhando as coisas, ou chorando.

Até aí, um bebê normal. Só que o tempo que ela fica quieta e distraída acordada é, digamos, menos da metade do tempo que ela gasta mamando, trocando, ou chorando pedindo por alguma coisa. E essa alguma coisa invariavelmente passa por mim: meu peito, meu colo, meu cheiro – com um intervalo ínfimo pra se distrair com algo no colo do papai.

Muito desse chororô é por conta das cólicas – que dizem por aí que “já deveriam ter passado!”. E acho que por conta personalidade dela também. Também fiquei sabendo essa semana (através de uma amiga) que bebês choram de duas a três horas por dia, mesmo se atendidos em todas as suas necessidades… Então, deve ter essa também, mas preciso cronometrar, porque acho de verdade que ela ultrapassa essa regra.Então me pergunto: por quê?

Deixando de lado a resposta (que não sei mesmo!), a solução encontrada por uma mãe mamífera que sou – e que não acredita que deixar o bebê chorando seja a solução – é dar o que ela pede. Sempre. E aí não me sobra muito tempo pra descanso, pra fazer outra coisa, e até mesmo dormir.

Sobre dormir tem mais. Ela dorme no berço e no carrinho. Mas na grande maioria das vezes, acorda rápido. E não volta a dormir se não dou colo. Até no colo as vezes fica difícil ela se entregar ao sono. A tática da mãe? Tentar o berço e o carrinho, claro. Mas priorizar o jeito que ela descansa mais, e eu também. Ela amarrada em mim no sling, dormindo no colo (demoramos horas até encontrar “A” posição), ou na mesma cama – juntas.

Resultado disso, como pode imaginar, é que fico esgotada e muitas vezes acabo “reclamando” ou chorando mesmo – apenas colocando pra fora sentimentos de impotência e exaustão que tomam conta de uma mãe de um bebê que chora bastante. Até aí, mãe também normal né?

Só que reparo que as pessoas com quem desabafo ou que presenciam de alguma forma meu esgotamento físico e mental, entre outras coisas, me perguntam se eu não deveria deixar a Manu mais no berço ou carrinho para que eu possa descansar – e ela acostumar. Como se eu não quisesse que isso acontecesse!!!

A minha resposta é a seguinte: se ela está grudada em mim é porque pede por isso, porque está chorando, porque não fica calma no canto dela. Se não, estaria sim no carrinho, no berço, no tapete de atividades…

Aí entra o título deste post. Eu sei que as pessoas só querem ajudar, mas a impressão que tenho é que a culpa da minha filha chorar tanto é minha!!! Que eu não sei cuidar, acalmar, ou seja lá o que for. Já sinto isso sem ninguém falar nada, imagine dando a entender! O problema parece ser eu. E fico chateada, mesmo sabendo que – de verdade? – não é isso… Porque só eu sei o que passo com a Manu, bem como o que passei com Léo. Só eu e outras mães que também passam por isso. Difícil explicar pra quem não tem filhos ou, pior ainda, pra quem tem e não experimentou as “delícias” de um bebê exigente e/ou com cólicas.

Bebê que chora é culpa da mãe

Não precisa falar nada, eu sei, eu que sou a mãe superprotetora e maluca que quer ficar com a garota o tempo todo… Eu que erro… Está nas entrelinhas.

Aí pergunto: se você fizesse de tudo e não conseguisse ter um bebê calmo, faria o quê??? E se, você que não tem filho ainda (ou na próxima), for sorteada com um exemplar exigente, “coliquento”, e chorão como os meus??? Vai deixar chorar no berço por cinco minutos, depois dez, depois quinze até ele se conformar que você não vem? Respeito. Mas por favor me respeite também. Eu não faço isso. E reclamo sim. Porque sou humana, imperfeita e amo meus filhos de tal forma que me entrego de corpo, alma e tudo o mais a essa experiência extenuante chamada maternidade – a ponto de ter o direito de reclamar muuuuuito!


Quando e como eu parei de amamentar

Quando e como eu parei de amamentar

Desmame. Esse post estava perdido em um rascunho. Já faz tempo que escrevi, e que parei de amamentar. Mas voltar nesses assuntos me faz viver tudo de novo. Como é bom! Por isso, lá fui eu re-editar o texto. E lá vamos nós mergulhar no poder do leite materno! O poder além da saúde, o vínculo.

Vou contar como foi o desmame do meu bezerrinho, pra ajudar – da forma que eu conseguir – mães que me perguntam sobre o assunto. E também como forma de ser uma amostra de como tudo acontece em seu ritmo, independentemente de opiniões alheias ou métodos prontos. A maternidade, como vocês sabem, não tem manual. E o leite materno não tem prazo de validade.

Leleco mamava muito, acordava de madrugada duas, três e até quatro vezes para mamar ou chupetar. Dormia no peito. Não era fã de papinha nenhuma, só de mamão e banana. Detestava o gosto de qualquer leite artificial. E não pegava bico de mamadeira. Cenário inadequado para o desmame não? Mas, foi selecionando informações, e escutando os meus próprios palpites que encontrei o caminho.

Quando e como eu parei de amamentar

Muita gente falava que eu já deveria ter desmamado. Léo estava com mais de 1 ano. Muitas outras pessoas diziam “Não tira não, coitadinho”. O coitadinho? Estava forte e dava sinais de que poderia deixar o peitinho da mamãe – depois de mamar por mais de 12 meses em livre demanda. Mas eu, a produtora do leite, estava com dor no peito – dessa vez lá dentro – porque não queria quebrar essa ligação tão forte entre mãe e filho, a amamentação. Doía, mas eu queria. Para mim, 1 ano e 2 meses foram suficientes para deixar meu filho seguro e saudável. Não precisava ser dois anos, e nem seis meses, entende?

Como imaginava que iria desmamá-lo por volta de 1 ano, perguntei antes ao pediatra o que poderia fazer, pois achei que seria terrível. Ele me orientou a ir colocando, todo o dia, um pouco de leite Ninho 1+ misturado nas frutas. Fiz isso desde os 10 meses. Não que eu quisesse desmamar Leonardo tão já, mas para ele ir aceitando. Nada acontecia! Às vezes oferecia um pouco no copinho mesmo. Nada também. Funcionou o dia em que esqueci que o botão da direita do filtro é de água gelada e preparei o leite no copinho com ela. Ele tomou tudo gelado. Quem iria imaginar, já que o leite materno é morninho…

Esse dia foi uma semana antes de ele completar 1 ano, época em que o bezerro ainda mamava manhã, tarde e noite. Passei a dar o copinho de leite artificial então primeiro de tarde, depois de manhã e de tarde, até eu achar que deveria dar também à noite e de madrugada (sim, ele contrariou a máxima de que leite materno não sustenta e que, por isso, ‘quando tomar leite em pó, vai dormir a noite toda’).

Quando eu tirei o peito de fato? Bem, foi no dia em que ele completou 1 ano e dois meses. Porque eu estava psicologicamente pronta para fazer isso, o que foi decisivo para passar segurança ao pequeno. Sim, eu sei. Eu podia ter ido além. E talvez fosse. Mas Léo começava a querer ‘arrancar’ minha roupa por aí, e comecei a achar que já era a hora. Pedi para o marido me deixar sozinha com meu pequeno no quarto. Fiquei. Até bem depois de ele terminar de mamar. Foi tranquilo. Um ritual. A nossa despedida.

Quando e como eu parei de amamentar

E ele, que não podia me ver de peito de fora, nunca mais olhou para meu seio com intenção de mamar. Desmame com sucesso! Sem seguir regras de ninguém, mas criando a minha e a dele. Está aí, meu palpite, dica, conselho, experiência… para quem quiser utilizar. Para qualquer mãe poder usar o que funcionou comigo do jeito que funcionar para ela. É a natureza das coisas, é a mãe natureza, é ser mãe! E aprender sendo.


Amamentação: entenda como é a “pega correta”

Amamentação: entenda como é a “pega correta”

Se você está grávida ou acabou de ter um bebê, vai escutar em algum momento sobre a “pega correta“. Eu poderia escrever aqui “pode esperar”. Mas, me desculpe, acho que você não deve esperar não. Quando o assunto é amamentação, o melhor a fazer é se informar ao máximo – porque ainda assim podem ser que surjam alguns percalços! Calma, isso não é pra te desencorajar. Aliás, só quero mesmo é que você se encha de coragem, e amamente seu filho! Mesmo se te disserem que você não tem colostro, que seu leite é ‘fraco’, que o bico do seu seio é pequeno ou grande demais.

Por acreditar que nós podemos amamentar mesmo quando nem tudo vai a nosso favor, no último post escrevi sobre as dificuldades e aprendizados do início da amamentação de Léo. Quando conto minha história para amigas grávidas (com o intuito de alertá-las), elas sempre me dizem que lembraram de mim na maternidade – e que saber do que pode dar errado foi importante de alguma forma para fazer dar certo. Então, resolvi fazer uma pesquisa para trazer mais dicas pra você. Em especial, sobre a “pega” ou, traduzindo, sobre a união da boca do bebê com o seio materno.

Amamentação: entenda como é a “pega correta”

Segundo especialistas, e a mocinha que me atendeu no Banco de Leite quando precisei de orientação, a pega “errada” é  a principal razão de complicações e dificuldades na amamentação. É o que geralmente leva a rachaduras no seio, por exemplo, e à consequente dor ao amamentar, fome do bebê, desmame precoce. Ui. Posso dizer por mim. Meu bebê começou a mamar do jeito “errado”, sem abrir toda a boca, prensando o lábio inferior ou superior pela metade no meu peito, e o resultado não foi muito bom não. Além de Léo não conseguir manter a pega por muito tempo e não mamar quase nada, meu seio ganhou rachaduras ‘instantâneas”, doloridas e que até sangravam. Já quando aprendi a pega da ilustração acima, as rachaduras se foram, e eu sentia alívio quando ele mamava. Quando a pega é correta, amamentar não dói.

Pra começar, segue uma imagem bem bacana que encontrei no querido Google:

Agora, vamos as explicações.

O que é de fato uma pega correta?

É quando o recém-nascido abocanha uma boa parte da aréola: assim ele consegue colocar o seio mais profundamente na boca e fazer movimentos ritmados com a língua contra a superfície, sugando o leite de forma eficiente. Para que a pega seja correta, a boca do bebê deve envolver a maior parte possível da aréola (parte mais escura do seio) e não apenas o mamilo (bico).

Como saber se a pega está correta?

Uma das formas mais fáceis é ver se a aréola apareçe o menos possível, ou quase não aparece. Mas não é só isso. Na pega correta a boca do bebê fica bem aberta, com as bochechas arredondadas, queixo encostado na mama e o lábio inferior voltado para fora – lembrar disso a todo instante durante as mamadas ajuda a gente a saber se está tudo indo bem. Minha dica: quando a pega é correta, você sente alívio e não dor (e uma delicia o seio esvaziar), às vezes vê leite escorrer no cantinho da boca do neném, percebe ele engolindo depois de sugar (num ritmo constante), e você não fica com rachaduras no mamilo.

Como ajudar seu bebê a fazer dessa forma?

Amamentação: entenda como é a “pega correta”

Ele deve abrir bastante a boca, então, para isso,  comece estimulando através do reflexo de busca do bebê ao tocar suavemente o mamilo na boca dele.

 Outra dica que aprendi é a fazer massagem circular no seio com a ponta dos dedos e tirar um pouco o leite para a aréola ficar mais ‘mole’ e fácil para o bebê abocanhar. O tamanho do mamilo não influencia, como todo mundo diz, porque é a aréola que o bebê deve ‘pegar’ e não apenas o bico ok? Se não, machuca.

…Se ainda assim, você tiver dificuldades na hora de amamentar, sentir dor, não tiver certeza de que a pega está correta ou se o bebê está mamando o suficiente, procure um Banco de Leite mais próximo (que você pode encontrar no site da Rede Brasileira de Bancos de Leite). Lá, as mães recebem orientação e apoio para continuar firmes nessa jornada!


Aluguel de carrinho de bebê em Orlando

Aluguel de carrinho de bebê em Orlando3

Aluguel de carrinho de bebê (ou criança maior) em Orlando pra mim era opção apenas nos parques. Já tinha ido duas vezes, mas nunca havia cogitado a hipótese de alugar através de uma empresa especializada! Por mais que tivesse visto carrinhos com plaquinhas dessas empresas por lá, não achava que poderia ser bom negócio. Imaginei que fosse caro ou que comprar fosse melhor. Na terceira vez que levamos Léo para lá (ele com 5 anos!), descobrimos essa maravilha… Sim, maravilha!

Se você pretende viajar para Orlando com criança pequena, não tenha dúvidas: você vai precisar de um carrinho. Mesmo que seu filho ou filha já tenha cinco ou seis anos, confie, a criança vai usar o carrinho em pelo menos 60% do tempo. Porque os passeios são longos e cansativos! Por mais que ela seja disposta, esteja acostumada a caminhar, e não goste muito de ficar sentada, optar pelo carrinho acaba sendo optar pelo conforto dos pequenos e pela sua tranquilidade! Eles podem sentar quando estão cansados, dormir, fugir do sol nas horas mais escaldantes, e você pode usar essa tática e quando for preciso acelerar o passo, ou quando estiver em um lugar com muita gente e for complicado para andar de mãos dadas. Nos outlets, é ainda mais útil!

Só que, conforme a criança vai crescendo, vai ficando complicado encontrar um que seja ideal e atenda as necessidades dela – que vai estar maior e mais pesada! Com 4 ou 5 anos, fica impossível encontrar um carrinho para comprar que seja ideal ao tamanho da criança e ainda custe pouco (a melhor vantagem em comprar por lá!). Alugar nos parques é caro, o carrinho é desconfortável (apesar de aguentar crianças maiores) e tem a maior desvantagem; o carrinho alugado lá não vai com você pra fora do parque. Ou seja, em compras e até mesmo no trajeto da saída dos parques até o carro (ou o ponto onde a gente pega o transporte específico), a criança há de caminhar. Já com o carrinho alugado fora, ele vai com você na hora de maior cansaço da criança…

Então resolvi que dessa vez, iríamos sim alugar fora dos parques. Descobri quatro empresas que oferecem esse serviço em Orlando, e resolvi optar por aquela que encontrei mais e melhores recomendações, a Kingdom Strollers.

Entrei no site, fucei, escolhi o modelo adequado e pronto. Ou quase isso. No meu caso, conversamos por email e firmamos uma parceria, em que tive a chance de ter o aluguel-cortesia para escrever sobre a experiência no blog! E aqui vai…

Aluguel de carrinho de bebê em Orlando3

Pra começar, adorei a facilidade com que a gente escolhe o modelo. Logo na home do site, tem todos eles e ainda os valores por período. O modelo que escolhi (abaixo), os valores eram esses em abril/2014: 1 a 3 noites = 45 dólares / 4 a 7 noites = 65 dólares / 8 a 10 noites = 85 dólares / 11 a 14 noites = 105 dólares. Achei ótimo custo-benefício!
Optei pelo City Mini GT Single porque ele aguenta crianças de até 23 quilos! Ele reclina, tem ajuste na barra onde seguramos para empurrar (mais alta ou mais baixa), porta copos, cesto para carregar tralhas, e me pareceu extremamente confortável. E é! O apoio para os pés, por exemplo, é ideal para crianças maiores. Olha só Léo dormindo, num daqueles momentos de puro cansaço na saída do parque!

Achei essencial essas etiquetas com nome de quem está alugando, uma na handle bar e outra maior lá embaixo grudada no cesto. Isso facilita demais na hora de encontrar o carrinho no estacionamento lotado de uma atração (no meio daquele monte de outros bem parecidos!). Outro detalhe fundamental: a bolsa térmica e a capa de chuva!

Estes itens são opcionais (você escolhe se deseja ou não), mas gratuitos!!! A bolsa térmica é de um tamanho perfeito e ainda tem uma alça pra você prender onde for melhor (nós às vezes pendurávamos na lateral do carrinho pra poupar espaço no cesto embaixo). A capa de chuva também é demais! Ela cobre o carrinho todo! Usamos três vezes!

Caso você queria, também pode pedir uma garrafa de água, mas esta é paga (9 dólares). Uma opção paga também é o seguro que cobre os custos em caso de danos ao carrinho. São apenas 25 dólares (por todo o período alugado) e eu acho que vale pra ficar mais tranquilo!

Aluguel de carrinho de bebê em Orlando3

Mas como faz pra pegar e devolver o carrinho alugado? Aí vem a melhor parte! Você faz a solicitação via web, informa em que hotel vai estar hospedado (com datas e outros detalhes) e a empresa deixa o carrinho lá pra você!!! Geralmente, fica no quarto ou no lugar de guardar malas (na recepção), como foi no nosso caso! Pra devolver, é a mesma coisa. Você deixa ele na recepção que o hotel (com a bolsa térmica e a capa de chuva se tiver alugado com estas opções) e ele se encarrega de guardar até a equipe do Kingdom Strollers ir retirar! Muito prático, fácil, seguro. Ah, e se você for trocar de hotel na viagem, basta avisar em qual será a entrega e em qual será a retirada. Além disso, pra quem fica hospedado em casa, é só agendar um horário e estar lá pra receber!


Alimentos para grávidas: 5 dicas para melhorar o cardápio

 5 dicas para melhorar o cardápio

Alimentos para grávidas têm muita importância durante toda a gestação, você já sabia né? Mas, pense comigo, não é só na gestação… Cada alimento, além de trazer benefícios para a gestante e para o bebê durante a gravidez, traz benefícios que continuam presentes na vida do pequenino que vai nascer. Da saúde perfeita à formação do paladar, feita lá atrás já na barriga da mamãe, e que só tem a ganhar na hora da introdução alimentar. E mais: caprichar na seleção dos alimentos na gestação traz ainda uma baita oportunidade de a mamãe se reeducar à mesa… Não sei como foi por aí, mas eu aprendi a comer direito quando engravidei do Léo!!!

Marcada por grandes mudanças, a gravidez é um excelente momento para a futura mamãe adquirir bons hábitos alimentares para garantir o desenvolvimento do bebê e ainda manter a saúde em dia. Mas, você sabe quais alimentos são indispensáveis na hora das refeições? Eu aprendi lendo, me informando… E, por saber o quanto começar a olhar a comida de uma forma mais atenta foi e ainda é importante na vida dos meus dois filhos (e na minha!), achei muito bacana esse material que recebi, com cinco dicas de alimentação para melhorar a saúde de futuras mamães e bebês! Confiram!!!

1 – Consuma alimentos que contenham ácido fólico

2 – Adote a proteína como alimento básico nas refeições

O consumo de proteína é importante durante toda a gestação, uma vez que o nutriente é essencial na construção e multiplicação das células e tecidos do bebê. Exemplos de proteína: origem vegetal: grãos (feijão, ervilha, grão de bico, soja, lentilha). De origem animal: leite e derivados, carne bovina, frango, peixe e ovos.

3 – Dê grande importância à água e aos sucos naturais

Beber água ou suco natural e consumir frutas ajudam a manter o bom funcionamento intestinal. O consumo de líquidos também colabora para a eliminação adequada de toxinas urinárias e previne infecções.

4 – Opte por alimentos naturais

Alimentos para grávidas

Dê prioridade aos alimentos in natura, como vegetais crus e frutas. Eles possibilitam um bom funcionamento metabólico. Exemplos: tomate, cenoura, repolho e alface e outros tipos de folhas verdes.

5 – Modere no carboidrato

O carboidrato deve ser consumido com moderação, pois, em excesso, é transformado em gordura corporal. Apesar do cuidado, jamais o suspenda totalmente da alimentação, uma vez que se trata de uma importante fonte de energia para a mamãe e o bebê. Exemplos de carboidratos: arroz, pães, bolachas, massas.


Agressividade infantil: como lidar?

Agressividade infantil

Mordidas, beliscões, criança que bate, que apanha, mostra a língua… Mães e pais sofrem um bocado ao lidar com a agressividade infantil. Prova disso é o sucesso de alguns textos no blog sobre esse assunto (veja no fim do post)! Outra prova de que não é fácil mesmo é que recebo constantemente mensagens de mães aflitas me pedindo ajuda – Só na última semana, foram 3!

Como de costume, quando uma leitora envia perguntas, posso escrever uma reportagem e/ou entrevistar especialistas, especialmente para responder as dúvidas dela, com embasamento e não só minhas vivências pessoais. É a coluna “Personal Repórter“: quando visto minha capa de repórter só pra você :)!! Dessa vez, juntei os três pedidos, e fui conversar com Pamela Greco, pedagoga formada pela UNICAMP e idealizadora do blog Pais que Educam – fofa, competente e dedicada, além de apaixonada pelos pimpolhos! Está passando por problemas semelhantes em casa, na escola, no parquinho? Confira os depoimentos das mamães e a opinião da especialista! A minha está lá no final!

1 – Olá Beatriz! Estava procurando ajuda sobre mentiras e beliscões e encontrei seu blog. Li vários post seu e decidi declarar minha angústia… Tenho uma filha de 6 anos, esperta, inteligente, carinhosa e de personalidade forte. Ela estuda há 2 anos com uma amiguinha na qual vem ocorrendo queixas frequentes de que minha filha belisca sua amiga e quando conversamos com ela, ela nega, só que a amiga está com “marcas roxas”. A amiga não conta, não reclama, não pede ajuda pra ninguém, só fala quando sua mãe vê e pergunta o que aconteceu. Depois de várias ocorrências desse tipo, a professora passou a observar melhor e confirma alguns relatos da minha filha, por exemplo: não brinquei com ela nesse dia, não fiquei junto, não sentei com ela, e a professora procura estar atenta nas duas… Infelizmente aconteceu algumas vezes da minha filha beliscar e omitir por muito tempo, até que num certo momento ela confessou que tinha beliscado. Converso muito com ela, peço ajuda às colegas, leio sobre assuntos, mas a situação permanece, as reclamações também, e quando questiono, ela nega… SOCORRO, me ajuda. Além de tudo sou muito amiga da mãe da amiguinha dela. E um detalhe: essas reclamações são só com esta amiga, ela não belisca outras crianças. Grata…aguardo resposta muito ansiosa!

Pamela: Nessa idade o ciúmes é muito comum nas crianças: das amigas, da mãe, do pai, dos irmãos mais novos e etc. Ao que parece – seria preciso analisar o contexto com mais calma: se nos basearmos no fato de que os beliscões acontecem só nessa amiga, pode ser ciúmes. As crianças precisam, tanto para o ciúmes quanto pra outros sentimentos, serem ensinadas sobre como lidar com o que sentem, senão a agressão física aparece (mordidas, tapas, empurrões, beliscões). O que eu sugiro:

  • Mãe e filha num papo aberto. Nesse momento a mamãe tem que ser clara, acolhedora, mas firme “Filha, eu não vou ficar brava se você me contar o que está acontecendo, mas precisamos conversar sobre isso. Quero saber de você, ok?”. Se papos assim forem fortalecidos, foi dado um passo para o “adeus a adolescência rebelde”. Se não funcionar – ou seja, não houver esclarecimento nesse momento – sugiro que as mães (que parecem ser amigas) sentem pra conversar também. Aqui vale sinceridade e lembrar que estamos falando de duas crianças, o que se pode querer para elas é a ajuda e não punição. E por fim, uma mediação de conversa entre amigas. As duas pequeninas conversando, orientadas por um adulto assertivo mas calmo, deverá esclarecer toda situação. É preciso primeiro descobrir porquê isso está acontecendo, pra depois explorar com as crianças possibilidades de resolução.

Se as conversas para resolução de problemas forem estimuladas desde muito cedo, em todas as relações da criança, a possibilidade dela usar de agressividade para resolver as situações é muito menor. Ensinar as crianças e identificarem seus sentimentos e lidarem com eles é fator essencial do bom desenvolvimento infantil.

Agressividade infantil

2 – Minha filha estuda em tempo integral e durante a tarde encontra com um garotinho da mesma idade que quase sempre bate nela. No início, eu dizia que ele não fez por mau, que foi sem querer. Depois passei a orientá-la que ele não podia fazer isso porque isso não era coisa de amigo e que ela conversasse com ele, depois que ela se afastasse, mas o garoto continuava a bater.Um detalhe muito importante: minha filha não bate em ninguém e costuma defender seu ponto de vista, seja disputando um brinquedo quando alguém tenta tomar dela, seja conversando com outras crianças e até mesmo adultos. Ela se expressa muito bem para a idade dela. Uma criança elogiada por todos na escola pelo comportamento e maturidade. Fui procurar a escola e conversar com a coordenadora. Ela comentou que ele realmente era muito difícil com muitas crianças, não apenas com a minha, mas que a escola já havia orientado a família a procurar um psicólogo e a escola também já estava tratando o caso dele. Mas ele continuava a bater. Então um dia, encontrei com a mãe dele na escola e resolvi conversar. Disse que já há alguns meses ele vinha batendo na minha filha, que não havia melhorado e que eu iria a partir de então orientá-la a dar o trôco caso ele continuasse a bater. A mãe dele disse que eles já estavam sendo orientados e que ele iria ao psicólogo. Realmente disse pra ela bater nele umas duas ou três vezes, mas esperei que o garoto evoluísse.

Chegaram a férias e, ufa!! Na volta às aulas, novamente está lá o garoto batendo nela. E novamente procurei a escola. Me disseram que ele havia tido uma tímida melhora, então por acaso encontrei a mãe dele na escola, tentei ter um outro diálogo com ela e fui super mal recebida. Eu estava tentando pedir a ela pra conversar com ele sobre o caso específico da minha filha, pois uma coisa é dizer: ” não bate nos coleguinhas”, outra é dizer: “não bata em fulano de tal…”Ela disse que não iria conversar comigo e que eu procurasse a escola pois ele já estava sendo acompanhado, e ela teve a infelicidade de ofender a minha filha de 4 anos dizendo: ” vai ver que é a sua filha que gosta de apanhar”. No mesmo dia, fui na escola exigir que não deixasse que o garoto tocasse na minha filha com violência. Logo no segundo dia, ela relata que o menino havia batido novamente. Sinceramente, já não estou com paciência e vontade de deixar que as coisas se resolvam na conversa e diplomacia. Como a reação da mãe foi no meu ponto de vista a pior possível, já estou vendo que o menino vai precisar de muito mais tempo para evoluir, pois o problema com a família dele deve ser sério. Já conversei com a escola por cerca de 6 meses e não foi garantida a integridade da minha filha, talvez por acharem que é coisa de criança, não sei… Minha vontade é de ir à justiça processar tanto a escola, como a mãe do menino pelo que ela falou da minha filha. Qual a sua opinião?

Pamela – Infelizmente – ou felizmente – não podemos entrar na casa de todas as pessoas que nos cercam e impormos nossos valores. Todos nós, na verdade, enfrentamos “valentões” todos os dias: É o chefe que explode e é hostil, é o colega de trabalho que intimida, é a pessoa no trânsito que grita e buzina sem motivo. Das duas uma: ou o garoto está precisando de limites impostos pelos pais ou está precisando sim de uma ajuda psicológica. Os pais têm desertado de sua função de estabelecer limites por medo de serem autoritários. Seja como for, outras crianças não podem sofrer as consequências dos atos dele, e é dever da escola garantir a integridade física de todos, um espaço em que possam se sentir iguais e seguros. Sugiro que não perca tempo procurando a outra mãe. Não sabemos o que ela está vivendo, ou se a personalidade dela compactua ou não com as atitudes do filho – e não poderemos mudá-la de qualquer forma. Aí acho que o foco deve ser atuar no problema! Pedir pra menina revidar só fará com que ela entenda que com certas pessoas não há jeito senão a violência. Acho que se ela está tão bem encaminhada na comunicação, seria uma pena fazer isso. O que ela deve é se defender, se proteger. Encontrar formas de não deixar o menino bater nela (até com barreiras físicas mesmo ou com a própria professora), e que ela diga em alto e bom tom “não vou aceitar isso, pare já” para o menino. De qualquer forma, isso não traz bem-estar para a pequena, então sugiro que a mãe tente uma última conversa com a escola, que precisa lidar com a situação.

3 – Olá , preciso de ajuda. Minha filha tem 7 anos e sempre vem da escola com marcas. Ela me conta que tem uma menina na escola que é como um xerife e que todas as outras obedecem por que a garota é violenta. Eu sempre converso com ela;  “filha conte a sua professora o que esta acontecendo para que ela tome uma atitude dentro da sala de aula”. Mas minha filha não conta pra professora dela de jeito algum, pois tem receio da menina bater nela e perder a amizade da mesma. Preciso de uma orientação. Obrigada!

Agressividade infantil

Pamela – O ideal é um papo com orientação pedagógica. Se a orientação tiver um bom aparato de trabalho, farão uma intervenção – dentro da sala dessa menina (sem fazer alarde para ninguém de que foi uma reclamação), e conversarão com as crianças sobre a agressividade, sobre formas de lidar com a raiva e o sentimento de posse. Se o problema persistir (é preciso parceria entre mãe e escola nesse caso pra saber se o problema está persistindo), então a professora deverá conversar com a mãe da aluna agressora, sem expor a criança que foi mordida, relatando apenas o problema, contando da intervenção, dos resultados e da necessidade de ajuda. Acho que é importante lembrar – se me permite o pitaco – que as agressões são “comuns” na infância: as crianças tentarão usar desse recurso vez ou outra, mas a mediação tem que ser feita logo para que ela entenda que isso é inadmissível, que fere o amigo. É interessante fazer as crianças pensarem no que o amigo agredido sentiu e que não é dessa forma que se lida com o que se sente.

Meus pitacos sobre tudo: 

Como a Pamela já comentou, não temos o poder de entrar na casa de cada um, persuadir famílias a educarem seus filhos ou mesmo a enxergarem o que seus filhos fazem ou deixam de fazer. E isso é pra sempre. Dói demais ver nossos pequenos sofrerem agressões por parte de amiguinhos que, a meu ver, não têm culpa alguma! Dói saber que os pais daquela criança não tomam atitude, e às vezes compactuam com o comportamento agressivo. Acreditem, conheço uma porção de pais e mães assim. Mas também deve doer ver um filho ou filha usando a agressividade quando não foi isso que você ensinou… Onde foi que eu errei né? Bem, isso não é pra sempre – pois, quando essa dor existe, estamos falando de pais conscientes, que se importam e que com certeza irão encontrar um jeito de ajudar o pequeno.

Temos que pensar que criamos os filhos para o mundo (como dizem por aí), e que, sim, eles ainda vão lidar com isso na faculdade, no mercado de trabalho, etc – sendo vítima ou atacando (por não saber fazer de outra forma?). Isso serve pra nos dar força para agir sem colocar redomas, e sim ensinando os pequenos a lidarem com a adversidade, diferenças, e com suas próprias emoções. Não estou falando só de quem “recebe o tapa”, mas de quem “dá o tapa” também por alguma razão. Sabe aquela história do “não importa o que fazem com você, mas sim o que você faz com o que fazem com você”? É isso! Há maneiras e maneiras de demonstrar o que se sente.

Agressividade infantil
boys are boys everywhere

Só faço um parênteses. Como mãe, sei que infelizmente tem horas que é preciso mudar o discurso. No meu caso, tive que dizer para Léo que ele poderia revidar na “mesma moeda” – caso não houvesse outra maneira. Foi para deixá-lo seguro a tomar suas próprias decisões. Por conta de todas as lições dadas por aqui, e da personalidade dele, Léo encontra outras formas de evitar o confronto e de se defender: aprendeu a se preservar. Não acho que o convite ao “revide” seja bom, mas… Minha dica é: conheça seu filho melhor que ninguém, converse com ele abertamente e com muito carinho, tente observá-lo como se não fosse a mãe, peça ajuda profissional, e escute a intuição. Assim, fica menos difícil saber qual atitude tomar!

Outros textos sobre agressividade infantil, publicados no blog:

Bulling na Escola: o que fazer? / Como ajudar o filho a se defender / Seu filho bate ou apanha? / O bater, o sofrer e o se defender / O que fazer se o filho bate?

Sobre nossa entrevistada:

Pamela Greco

Pamela Greco é pedagoga formada pela Unicamp, educadora com experiência em Ensino Básico e Ensino Não formal. Estudiosa irremediável de temas do Desenvolvimento Potencial Humano e do Desenvolvimento Infantil. Idealizadora do blog Pais que Educam, atua como palestrante, pedagoga particular em acompanhamentos, reforço escolar e cursos de desenvolvimento global.