Se eu pudesse, teria toda semana uma convidada pra escrever aqui na coluna Cabeça de Mãe. Pra ficarmos tão por dentro do que ela pensa, quanto do que sente. Conheceríamos mais histórias, corações e textos lindos! Mas mãe que é mãe não tem tempo sobrando, e rala pra poder escrever um parágrafo! Um exemplar dessa espécie disposta-porém-ocupada-fazer-o-quê nos presenteou com um belo post – depois que muito pedi! Eba! Perdoada está! Afinal, além de mãe de duas flores, ela é mãe de dois projetos super bacanas: Roteiro Kids e o grupo Campinas com Crianças. Pouco tempo deve sobrar pra…enfim! Perdoada também porque adoro o jeito que escreve. E você também vai gostar, quer ver? Vai que é tua Natália Piasentini!

Por Natália Piasentini

Cabeça de mãe é dura mesmo. Quiçá mãe de dois, três.

Tem que pôr ordem, tem que ensinar, tem que educar, tem que falar mil vezes e não é querendo ser chata não, aliás meu dilema ultimamente como mãe de adolescente versus terrible quatro é andar na corda bamba pra não ser a mãe-chata.

Fascinante e temível arte de conviver e viver com o poder que a maternidade te dá, e ao mesmo tempo te tira com a dilacerante realidade de não ter o controle de nada.

Cabeça de mãe é dura mas o coração é mole, confesso.

E toda mãe tem um ponto fraco, dias atrás descobri mais um como mãe de adolescente: a triste arte de falar sozinha no meio de uma bronca enquanto a filha coloca os fones de ouvido e aumenta a música.

O apocalipse chegou. E o “que ódio” que não sai daquela boquinha também. Fenômeno curioso. Parece que por debaixo daquela pele de bonequinha existia um inferno-dantesco em ebulição.

Sorte que ser mãe te faz voltar no tempo e lembrar de quando era filha, de quando tinha essa idade e todas emoções à flor da pele. Respira.

Paciência Natalia. Cabeça de mãe é dura mesmo, mas só está cumprindo seu papel, que não é mole não, porém, como todas as outras fases sei que um dia vai deixar saudades. Suspiros.