Sabe aquela mulher forte, batalhadora e independente – nosso ideal de ser? Pois bem. Ela também é sensível, e tem direito a colo, e momentos pra se desligar de tudo e (quase) todos. Ela fica triste, mas não deixa de lutar. E luta, sem deixar de sentir dor. Conheci um exemplar da espécie nada rara (mulher moderna!) – e que, devido a traços marcantes, é um exemplo de luta e feminilidade como ela só! Profissional, dona de casa, esposa e MÃE, com um toque todo pessoal, que faz dela aquela amiga que a gente quer por perto. De preferência como vizinha de porta. Só que tenho que me contentar em tê-la como vizinha de blog! Minha querida que já esteve aqui falando sobre seu trabalho de ajudar mamães nos preparativos pra chegada do bebê, hoje fala da própria espera. Aproveitem Débora Araújo, a Personal Bebê!

Débora em um daqueles momentos em que nada e nem ninguém pode tirar a alegria de ser (mãe) e estar (com a filha)

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Cabeça de Mãe

Quando a Bia me pediu que escrevesse esse texto fiquei pensando no que escrever porque, afinal de contas, cabeça de mãe é um negócio que nem mãe entende, né não?! Como hoje estou um tanto emotiva #tpmfeelings, aproveitei para relembrar da minha decisão pela maternidade…

Quando eu decidi ser mãe eu praticamente larguei tudo para me dedicar a todo processo de corpo e alma, e foi exatamente nesse momento que encontrei meu lugar no mundo.

Tive algumas dificuldades para engravidar, no total foram dois anos de tentativas, exames, pesquisas, tratamentos… Nesses dois anos eu mergulhei no mundo virtual e foi através desse fantástico mundo que consegui todas as informações necessárias para o tão sonhado positivo! Foi nesse mundo virtual também que descobri o quanto eu deveria lutar por um parto normal, o que era criação com apego, a importância da amamentação em livre demanda e prolongada etc. e tal.

Em Agosto de 2008 recebi o resultado do exame – POSITIVO!

Saí gritando aos quatro cantos do mundo a minha felicidade, todos à volta se contagiaram e compartilharam comigo a minha realização. Até que, uma semana depois, o sonho escorria pelas minhas pernas: ABORTO ESPONTÂNEO. Dor na alma, vazio profundo, sentimento de impotência. Nunca vou me esquecer daquele final de semana de setembro!

Mas embora fosse preciso vivenciar aquele luto, eu não me deixei paralisar, pois naquele momento de dor profunda tive a certeza de que eu era capaz de engravidar. Continuei minha luta em busca da realização do sonho de ser mãe e no mês seguinte demos continuidade ao processo de tratamento.

Em Dezembro recebi de presente de Natal ouvir o coraçãozinho da nova vida que gerava. É impossível descrever aquela emoção!

Foram 38 semanas de plenitude absoluta. Estar grávida, me sentir gerando uma vida, foi a melhor sensação do mundo, algo que nem nos meus melhores sonhos eu poderia imaginar, era indescritível aquela sensação e eu queria senti-la pelo resto da minha vida!

Eu me sentia plena, completa, linda, especial, abençoada. Curti cada segundo, cada hora, cada dia daquelas semanas!

Na madrugada do dia 7 de Agosto de 2009 nascia a minha pequena Ana Luiza de um emocionante parto natural.

Ter aquele bebê em meus braços reforçou ainda mais a sensação que eu tinha de ter encontrado meu lugar no mundo.

Eu acredito que algumas mulheres nascem para ser esposas, donas de casa, outras para serem profissionais bem sucedidas, outras tantas ainda para serem tudo isso – junto e misturado. Mas eu, a cada dia que passa me convenço mais que o meu papel principal e mais gratificante é ser MÃE, ou melhor, MÃE da Ana Luiza.

É sendo sua mãe, exercendo de perto uma maternidade ativa, focando minha atenção nela e me desligando de tudo nos momentos em que estou ao seu lado que renovo minha essência.

Exercer essa maternidade é cada vez mais essencial para a minha felicidade e como conseqüência para o meu trabalho como Baby Planner.