Amor de mãe, arte e brigas de filhos para recordar!

Antes de convidar mães para essa coluna,”namoro” seus blogs, suas vidas (quando não são blogueiras), suas personalidades, e adoro quando sou presenteada com um “sim” diante do convite. Mais; amo quando recebo os textos, tão sinceros quanto bons! Porque fazem jus ao título deste espaço, nos permitindo entrar na cabeça de uma mãe! Tenho sorte. Recebo só gente boa, em todos os sentidos – talvez porque, como minha convidada de hoje diz, há gente bacana em todo o lugar! Cynthia Le Bourlegat, do blog Fala Mãe, é uma ex bióloga, casada e mãe de dois meninos, que já morou na França, gosta de crafts e adora colocar os filhos pra fazer arte. Ela dissemina por aí um pouco de tudo que gosta e vive – com muito amor e ‘falação’! É daquelas que acreditam que cada fase tem percalços e lembranças. Pra dizer a verdade, me parece sábia, ficando com a parte  das boas recordações mesmo. Deixo vocês nas mãos dessa “arteira”!

Diante do vários prognósticos  falsos de que a mulher  com ovários policísticos teria dificuldades de engravidar, eu não botava muita fé nesse negócio de me tornar mãe um dia. Quanto menos, imaginava que teria dois meninos em gestações seguidas, gerados nas primeiras tentativas. Mas uma coisa eu já imaginava, eu sou camaleoa, e diante de situações diferentes, eu faço uma tempestade básica dizendo que nunca vou conseguir, e meia hora depois lá estou eu, me adaptando bem, me virando nos 30!

Hoje sou mãe de um menino de 7 anos e outro de 5. Já não tenho mais aquela trabalheira toda de desfralde e cuidados de bebê, mas tenho outros desafios que não julgo menos complicados:  separar conflitos, brigas, respirar fundo diante do: “mãe, foi ele, mãe, olha ele”… Sim, o praguejamento externo de que eles brigariam muito se cumpriu, e agora não me adiantaria nada sentar e chorar, teria que agir com serenidade e sabedoria. Coisa que nem sempre consigo, claro, às vezes eu grito, surto,  perco a paciência , e depois eu penso: são só crianças cheias de energia e criatividade que precisar ser extravazadas.

Amor de mãe, arte e brigas de filhos para recordar!

Assim,  comecei a observar de que eles adoravam quando eu estava presente nas suas  brincadeiras e criações, e que brigavam menos quando estávamos juntos fazendo algo bacana. Então decidi, que essa fase que eles estão agora seria eternizada como a fase das criações, e não a fase das brigas. Aproveitando lógico, as habilidades diferentes que cada um já tem, e como mãe admiro num grau exagerado e babão.  Um é mais estratégico e racional, outro mais criativo e habilidoso, e certamente fazem um time perfeito ao meu ver.

Nesse pensamento, vamos nos adaptando, criando , crescendo e aprendendo a acertar cada vez mais na relação: mãe e filhos. E como toda mãe, sonho que eles cresçam homens de bem, e lembrem dessa fase com muito carinho e um tiquinho de saudade.