Amamentação: entenda como é a “pega correta”

Se você está grávida ou acabou de ter um bebê, vai escutar em algum momento sobre a “pega correta“. Eu poderia escrever aqui “pode esperar”. Mas, me desculpe, acho que você não deve esperar não. Quando o assunto é amamentação, o melhor a fazer é se informar ao máximo – porque ainda assim podem ser que surjam alguns percalços! Calma, isso não é pra te desencorajar. Aliás, só quero mesmo é que você se encha de coragem, e amamente seu filho! Mesmo se te disserem que você não tem colostro, que seu leite é ‘fraco’, que o bico do seu seio é pequeno ou grande demais.

Por acreditar que nós podemos amamentar mesmo quando nem tudo vai a nosso favor, no último post escrevi sobre as dificuldades e aprendizados do início da amamentação de Léo. Quando conto minha história para amigas grávidas (com o intuito de alertá-las), elas sempre me dizem que lembraram de mim na maternidade – e que saber do que pode dar errado foi importante de alguma forma para fazer dar certo. Então, resolvi fazer uma pesquisa para trazer mais dicas pra você. Em especial, sobre a “pega” ou, traduzindo, sobre a união da boca do bebê com o seio materno.

Amamentação: entenda como é a “pega correta”

Segundo especialistas, e a mocinha que me atendeu no Banco de Leite quando precisei de orientação, a pega “errada” é  a principal razão de complicações e dificuldades na amamentação. É o que geralmente leva a rachaduras no seio, por exemplo, e à consequente dor ao amamentar, fome do bebê, desmame precoce. Ui. Posso dizer por mim. Meu bebê começou a mamar do jeito “errado”, sem abrir toda a boca, prensando o lábio inferior ou superior pela metade no meu peito, e o resultado não foi muito bom não. Além de Léo não conseguir manter a pega por muito tempo e não mamar quase nada, meu seio ganhou rachaduras ‘instantâneas”, doloridas e que até sangravam. Já quando aprendi a pega da ilustração acima, as rachaduras se foram, e eu sentia alívio quando ele mamava. Quando a pega é correta, amamentar não dói.

Pra começar, segue uma imagem bem bacana que encontrei no querido Google:

Agora, vamos as explicações.

O que é de fato uma pega correta?

É quando o recém-nascido abocanha uma boa parte da aréola: assim ele consegue colocar o seio mais profundamente na boca e fazer movimentos ritmados com a língua contra a superfície, sugando o leite de forma eficiente. Para que a pega seja correta, a boca do bebê deve envolver a maior parte possível da aréola (parte mais escura do seio) e não apenas o mamilo (bico).

Como saber se a pega está correta?

Uma das formas mais fáceis é ver se a aréola apareçe o menos possível, ou quase não aparece. Mas não é só isso. Na pega correta a boca do bebê fica bem aberta, com as bochechas arredondadas, queixo encostado na mama e o lábio inferior voltado para fora – lembrar disso a todo instante durante as mamadas ajuda a gente a saber se está tudo indo bem. Minha dica: quando a pega é correta, você sente alívio e não dor (e uma delicia o seio esvaziar), às vezes vê leite escorrer no cantinho da boca do neném, percebe ele engolindo depois de sugar (num ritmo constante), e você não fica com rachaduras no mamilo.

Como ajudar seu bebê a fazer dessa forma?

Amamentação: entenda como é a “pega correta”

Ele deve abrir bastante a boca, então, para isso,  comece estimulando através do reflexo de busca do bebê ao tocar suavemente o mamilo na boca dele.

 Outra dica que aprendi é a fazer massagem circular no seio com a ponta dos dedos e tirar um pouco o leite para a aréola ficar mais ‘mole’ e fácil para o bebê abocanhar. O tamanho do mamilo não influencia, como todo mundo diz, porque é a aréola que o bebê deve ‘pegar’ e não apenas o bico ok? Se não, machuca.

…Se ainda assim, você tiver dificuldades na hora de amamentar, sentir dor, não tiver certeza de que a pega está correta ou se o bebê está mamando o suficiente, procure um Banco de Leite mais próximo (que você pode encontrar no site da Rede Brasileira de Bancos de Leite). Lá, as mães recebem orientação e apoio para continuar firmes nessa jornada!