Archives julho 2019

Cabeça dura, coração mole

Se eu pudesse, teria toda semana uma convidada pra escrever aqui na coluna Cabeça de Mãe. Pra ficarmos tão por dentro do que ela pensa, quanto do que sente. Conheceríamos mais histórias, corações e textos lindos! Mas mãe que é mãe não tem tempo sobrando, e rala pra poder escrever um parágrafo! Um exemplar dessa espécie disposta-porém-ocupada-fazer-o-quê nos presenteou com um belo post – depois que muito pedi! Eba! Perdoada está! Afinal, além de mãe de duas flores, ela é mãe de dois projetos super bacanas: Roteiro Kids e o grupo Campinas com Crianças. Pouco tempo deve sobrar pra…enfim! Perdoada também porque adoro o jeito que escreve. E você também vai gostar, quer ver? Vai que é tua Natália Piasentini!

Por Natália Piasentini

Cabeça de mãe é dura mesmo. Quiçá mãe de dois, três.

Tem que pôr ordem, tem que ensinar, tem que educar, tem que falar mil vezes e não é querendo ser chata não, aliás meu dilema ultimamente como mãe de adolescente versus terrible quatro é andar na corda bamba pra não ser a mãe-chata.

Fascinante e temível arte de conviver e viver com o poder que a maternidade te dá, e ao mesmo tempo te tira com a dilacerante realidade de não ter o controle de nada.

Cabeça de mãe é dura mas o coração é mole, confesso.

E toda mãe tem um ponto fraco, dias atrás descobri mais um como mãe de adolescente: a triste arte de falar sozinha no meio de uma bronca enquanto a filha coloca os fones de ouvido e aumenta a música.

O apocalipse chegou. E o “que ódio” que não sai daquela boquinha também. Fenômeno curioso. Parece que por debaixo daquela pele de bonequinha existia um inferno-dantesco em ebulição.

Sorte que ser mãe te faz voltar no tempo e lembrar de quando era filha, de quando tinha essa idade e todas emoções à flor da pele. Respira.

Paciência Natalia. Cabeça de mãe é dura mesmo, mas só está cumprindo seu papel, que não é mole não, porém, como todas as outras fases sei que um dia vai deixar saudades. Suspiros.


Cabeça de Mãe – Entre um bocejo e outro, ela… a culpa!

O blog dela foi um dos primeiros que conheci. Logo fiquei assustada. Mamãe tá ocupada!!! Como assim??? Para mim, na época com filho de menos de dois anos, mãe nunca poderia estar ocupada. Muito menos dizer isso em público, ou melhor, fazer da frase o nome de um blog! De post em post, constatei que a blogueira está mesmo ocupada. Com a maternidade!

Ela se dedica integralmente a três filhos (número de exclamações que coloca no título do blog): Manuela, de quase cinco anos, e os gêmeos Joaquim e Pedro, de três. Mas, mesmo apaixonada pela atual ocupação, prova o que eu mesma tive que admitir…que uma mãe pode e deve se ocupar com outras coisas além dos filhos. Com ou sem culpa. Quase sempre com sono! Com vocês, a convidada do Cabeça de Mãe de hoje: Camila Colla Duarte Garcia. E, como já devem imaginar, mais um de seus textos deliciosos, simpáticos e verdadeiros.

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Entre um bocejo e outro, ela… a culpa

Interessante pensar nessa mudança de “vida de não-mãe” para a “vida de mãe”. Nesse próximo mês de Junho, completo 5 anos de maternidade extra-uterina. São 5 anos sentindo sono. E culpa também.

Não sei se sono e culpa são itens obrigatórios na mala de maternidade, mas no meu caso, são sim. Claro que há fases, assim como as manhas, birras, dificuldade para comer, para dormir e etc, mas entra fase e sai fase, o sono e a culpa sempre permanecem, não passam nunca. Às vezes estão mais intensos, outras, mais leves, mas nunca saem de cena.

Antes de ser mãe, eu via as mulheres mãe cansadas, com sono, olheiras e culpadas e achava que aquilo era um verdadeiro martírio, que elas “forçavam” aquela cena toda, por que para ser mãe, a gente mais ou menos sabe, tem que sofrer! Tem que ter muito trabalho, pouco tempo para si, para o marido e, claro, reclamar disso tudo.

Hoje, entre um bocejo e outro, vejo que não é nada disso. Eu sinto sono e culpa sim, ué! E daí? Não sei se essas duas pragas coisas são itens obrigatórios, mas fazem parte da vida de mãe. Para algumas, mais. Para outras, menos. Em alguns momentos, com muita força. Em outros, levemente presentes.

Eu sinto culpa por sentar e montar um quebra-cabeça com a minha filha, enquanto os meus filhos estão brincando de massinha sozinhos. Mas não sinto culpa por deixá-los com as avós e ir viajar com o meu marido. Eu sinto culpa quando escolho um dos meus filhos para ser o meu “ajudante” na hora de preparar as lancheiras para mais um dia de escola. Mas não sinto culpa alguma por deixá-los com a babá e ir jantar com as minhas amigas. Eu sinto culpa por dar mais atenção e cuidados a um filho doentinho e deixar os outros “se virarem” um pouco sozinhos. Mas não identifico nenhum pingo de culpa quando tiro uma tarde só para mim enquanto eles estão na escola.

Então, percebo que a minha culpa refere-se a esse fenômeno das mães de mais de 1 que é precisar se dividir e se multiplicar o tempo todo para dar conta das demandas exigidas de 3 filhos. Não sei a impressão de vocês, mas me parece uma culpa um tanto específica. Não é o caso de equilibrar pratos para dar conta de casa, filhos e marido, são simplesmente os filhos, que demandam e exigem de modo diferente e exigente.

As brincadeiras, para o meu desespero, confesso, na maioria das vezes não são apenas de “menina” e de “menino”, é mais do que isso: elas acontecem em quartos diferentes e sou participante obrigatório em ambos. E daí? Me divido ao meio? Providencio um clone? Ou abuso da minha capacidade de negociar e argumentar?

Acho que a vida de mãe tem uma ampla nuance de cores e vocês podem achar que eu apresentei aqui as cores mais sombrias, mas, por favor, não vejam assim, não é isso! Se existe um lado muito cor-de-rosa, ou qualquer cor que nos surpreenda e nos leve a emitir um “uau!” é o das pequenas situações do dia-a-dia, especialmente das não desejadas ou programadas.

Olha só que injustiça: fiquei doente! A gente sabe que mãe não deveria ficar doente, que as vacinas mais potentes contra todas as doenças do mundo deveriam fazer parte da mala que a própria mãe leva para a maternidade. Mas, não. Então, tava lá, um caco de mãe, que se arrastava, dor de garganta, de cabeça, no corpo, os olhos que mal conseguiam ficar abertos. Manuela, Joaquim e Pedro me olharam com pena, trouxeram a malinha de médico de brinquedo, cuidaram um pouquinho de mim, quiseram experimentar o meu chazinho com mel e limão e entenderam tudinho. Brincaram lindamente a manhã inteira no quarto, sem brigas, gritos ou disputas por brinquedos, tudo fluiu muito bem, obrigada, meus filhos. Eles apresentaram uma maturidade, respeito e solidariedade comigo que eu nunca havia presenciado. Fui às lágrimas de orgulho e emoção.

São essas as coisas que só uma vida de mãe nos proporciona. E, é claro, ficar meio moribunda uma manhã inteira diante da TV, sem forças para levantar, pegar o controle remoto e mudar de canal. As crianças no quarto e eu assisti toda a programação da manhã da Discovery Kids.

Ah, e o sono? Nenhuma especificidade ou explicação para isso. Eu sinto muito sono e ponto final.


Cabeça de Mãe por Débora Araújo

Sabe aquela mulher forte, batalhadora e independente – nosso ideal de ser? Pois bem. Ela também é sensível, e tem direito a colo, e momentos pra se desligar de tudo e (quase) todos. Ela fica triste, mas não deixa de lutar. E luta, sem deixar de sentir dor. Conheci um exemplar da espécie nada rara (mulher moderna!) – e que, devido a traços marcantes, é um exemplo de luta e feminilidade como ela só! Profissional, dona de casa, esposa e MÃE, com um toque todo pessoal, que faz dela aquela amiga que a gente quer por perto. De preferência como vizinha de porta. Só que tenho que me contentar em tê-la como vizinha de blog! Minha querida que já esteve aqui falando sobre seu trabalho de ajudar mamães nos preparativos pra chegada do bebê, hoje fala da própria espera. Aproveitem Débora Araújo, a Personal Bebê!

Débora em um daqueles momentos em que nada e nem ninguém pode tirar a alegria de ser (mãe) e estar (com a filha)

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Cabeça de Mãe

Quando a Bia me pediu que escrevesse esse texto fiquei pensando no que escrever porque, afinal de contas, cabeça de mãe é um negócio que nem mãe entende, né não?! Como hoje estou um tanto emotiva #tpmfeelings, aproveitei para relembrar da minha decisão pela maternidade…

Quando eu decidi ser mãe eu praticamente larguei tudo para me dedicar a todo processo de corpo e alma, e foi exatamente nesse momento que encontrei meu lugar no mundo.

Tive algumas dificuldades para engravidar, no total foram dois anos de tentativas, exames, pesquisas, tratamentos… Nesses dois anos eu mergulhei no mundo virtual e foi através desse fantástico mundo que consegui todas as informações necessárias para o tão sonhado positivo! Foi nesse mundo virtual também que descobri o quanto eu deveria lutar por um parto normal, o que era criação com apego, a importância da amamentação em livre demanda e prolongada etc. e tal.

Em Agosto de 2008 recebi o resultado do exame – POSITIVO!

Saí gritando aos quatro cantos do mundo a minha felicidade, todos à volta se contagiaram e compartilharam comigo a minha realização. Até que, uma semana depois, o sonho escorria pelas minhas pernas: ABORTO ESPONTÂNEO. Dor na alma, vazio profundo, sentimento de impotência. Nunca vou me esquecer daquele final de semana de setembro!

Mas embora fosse preciso vivenciar aquele luto, eu não me deixei paralisar, pois naquele momento de dor profunda tive a certeza de que eu era capaz de engravidar. Continuei minha luta em busca da realização do sonho de ser mãe e no mês seguinte demos continuidade ao processo de tratamento.

Em Dezembro recebi de presente de Natal ouvir o coraçãozinho da nova vida que gerava. É impossível descrever aquela emoção!

Foram 38 semanas de plenitude absoluta. Estar grávida, me sentir gerando uma vida, foi a melhor sensação do mundo, algo que nem nos meus melhores sonhos eu poderia imaginar, era indescritível aquela sensação e eu queria senti-la pelo resto da minha vida!

Eu me sentia plena, completa, linda, especial, abençoada. Curti cada segundo, cada hora, cada dia daquelas semanas!

Na madrugada do dia 7 de Agosto de 2009 nascia a minha pequena Ana Luiza de um emocionante parto natural.

Ter aquele bebê em meus braços reforçou ainda mais a sensação que eu tinha de ter encontrado meu lugar no mundo.

Eu acredito que algumas mulheres nascem para ser esposas, donas de casa, outras para serem profissionais bem sucedidas, outras tantas ainda para serem tudo isso – junto e misturado. Mas eu, a cada dia que passa me convenço mais que o meu papel principal e mais gratificante é ser MÃE, ou melhor, MÃE da Ana Luiza.

É sendo sua mãe, exercendo de perto uma maternidade ativa, focando minha atenção nela e me desligando de tudo nos momentos em que estou ao seu lado que renovo minha essência.

Exercer essa maternidade é cada vez mais essencial para a minha felicidade e como conseqüência para o meu trabalho como Baby Planner.


Cabeça de Mãe – Sempre tive uma ligação muito grande com o feto

Este post é o primeiro de um espaço criado para convidadas escreverem, com suas palavras, sobre como a maternidade as transformou. Para inaugurar a roda, convidei minha mãe, não só para homenageá-la, mas porque é uma mulher que sempre sonhou em ser mãe e foi muito jovem. Maria Angela, 61 anos, ex-professora, é empresária, divorciada, mãe de cinco, avó de cinco, realizada, feliz! Empurrando carrinhos há 40 anos, ela, com certeza, tem muito para contar.

“Sempre tive uma ligação muito grande com o feto”

Sempre acreditei que minha missão maior nesta vida é ser mãe, da cabeça aos pés, do começo ao fim! Cresci convivendo e brincando na casa de uma tia que tinha 7 filhos, cada filho tinha uma turma de amigos, de forma que lanchar lá, nas tardes de brincadeiras era uma festa! Nunca menos de 10 crianças…

Venho de famílias grandes, meu pai tinha onze irmãs e minha mãe nove. Famílias descendentes de italianos amorosos, unidos e muito festeiros, de modo que família feliz, para mim, era sinônimo de muita gente. Fui crescendo e já na adolescência, quando todos pensavam em profissão, eu sonhava com um futuro com muitos filhos, e pedia a Deus em minhas orações. Quando minha menstruação atrasava, fazia logo minha mãe me levar ao médico, por medo de que não pudesse ser mãe de muitos. Felizmente Deus me ouviu e na minha juventude, aos 21 anos , com um marido de 23 , fomos pais de uma menina.

Foi então que meus dons maternos começaram a se revelar, aprendi a tricotar roupinhas, costurar lençóizinhos, vira-mantas , frequentei curso de preparação para o parto, e foi a minha grande felicidade recebê-la em meus braços. Foi a minha princesinha que reinou absoluta por 2 anos e três meses. Sempre inteligente e esperta, falava o tempo todo, e com um aninho cantava “Meu Xodó”. Hoje ela é mãe de um casal.

Claro que em seguida vieram mais… 3 meninos. Aos 28, tinha 4 filhos. Aos 32 ,cinco. Como éramos muito jovens, pudemos vivenciar esta ninhada com muita disposição e alegria, trabalhávamos mas tínhamos tempo e muita disposição para brincarmos juntos, passear. Longas foram as manhãs no Parque da Água Branca, em São Paulo, com direito a baldes de areia, lanche e banho no tanque do parque. A programação era intensa: Zoológico, exposições de animais e, finalmente, os quartos recebiam pintinhos e coelhinhos ao pé das camas.

Eu era feliz… Tinha conseguido a minha fila de crianças que corria pela casa atrás de bola, atrás do cachorro ,do pintinho, fila aguardando o bolo assar, fila para o banho nos banheiros dos campings, fila para tirar piolho da cabeça… Uma verdadeira festa! E uma aventura e tanto, que começa na gravidez dos meninos. Na verdade sempre tive uma ligação muito grande com o Feto e pressenti a vinda dos machinhos. Aguardava com certa ansiedade e queria que fossem espertos, arteiros, inteligentes, com muita vivacidade, como o personagem Pimentinha dos gibis da minha infância, que me divertia com suas histórias derrubando a pilha de latas do supermercado, deixando os pais em situações embaraçosas.

Moleque tem que ser MO_LE_QU E: tem que curtir, subir, correr, pular, experimentar, tentar, cair, atirar… Eu curtia a barriga crescendo na certeza de que teria o “tipinho de gente” que eu queria. E eles chegaram um a um de acordo com a encomenda. O número 1 dos moleques, o jogador de futebol, corria como um raio. Atravessou porta de vidro e tem pontos por todo lado. Na escola ,era o campeão de observações no diário de classe, eu não vencia assinar: esqueceu o livro, não fez a tarefa completa, mordeu a mão da professora, não amarra o tênis. A estante de livros foi um excelente lugar para experimentar uma fogueira. Adorava patinar, começou patinando na água e… pontos na língua com direito a tomar leite espirrado de uma mamadeira por uma semana. Mais crescido, prendeu o dedão do pé na bicicleta e teve um reimplante, mas na recuperação de cadeira de rodas encantava a todos no hospital. Hoje é administrador de empresas e trabalha com consultoria, dá aulas de gestão empresarial, pai de um casal.

Depois deste, resolvi na gravidez do segundo menino fazer um curso de Comunicação com o Feto antes do nascimento porque estava muito claro para mim que eu me comunicava MESMO… Então tinha que caprichar mais na encomenda! Com sessões de relaxamento, sob orientação de um profissional que acreditava na comunicação do Feto antes do Nascimento, fui cobaia de uma experiência que acabou sendo matéria apresentada no Programa Fantástico em 1976. Nestas sessões, eu conversava com o meu feto e dirigia a ele o meu amor e orientação para que ele fosse saudável, inteligente, criativo, sensível, com dons para idiomas, artes, esporte, com valores humanitários, e menos arteiro. Nasceu o segundo menino. Menos arteiro, com menos anotações no diário escolar, campeão no Skate até quebrar um braço, e cuidador dos irmãos. Aprendeu tocar guitarra sozinho, a falar inglês, espanhol, a jogar capoeira. Hoje é psicólogo do esporte, fala inglês fluentemente, espanhol, é professor de Capoeira, toca e canta em bares.

Ah … O terceiro menino veio tão em seguida ,11 meses depois, que mal pude me concentrar na preparação, mas já esperta, me concentrei numa misturinha. Ele seguia os dois mestres: na arte e nos esportes. Voltado para experiências de cortar perna de rãs, dar injeção de detergente em minhocas, montar e desmontar coisas, espiar as amigas da irmã tomando banho e atirar pedra nos vidros da vizinhança. Fanático por bicicleta. Começou com um triciclo que ele experimentou na loja e não quis sair de cima, deixando minha mãe doida. Ele cruzou as pernas envolvendo o brinquedo e minha mãe não teve alternativa a não ser pagar e empurrá -lo de volta pra casa. Xodó do avô que curtia as artes dele, cresceu aventureiro, muito carinhoso e namorador. Hoje é Arquiteto, com especialização em conforto ambiental e ciclista. Já viajou a Costa do Brasil toda de Bicicleta, e se prepara para uma volta ao mundo.

E falta um, vocês me dirão… Sim, a número 5, que chegou depois de 5 anos do penúltimo e foi a mais mimada. Loirinha de olhos azuis como um anjo, veio para acalmar e fazer feliz a todos que a aguardavam. O Nome? BEATRIZ. Significado? A que faz feliz. Era o centro das atenções. Bebê da irmã mais velha e companheira dos irmãos que a tinham como refém nas brincadeiras, que terminavam com ela amarrada na cadeira pedindo ajuda. Obediente, meiga, cresceu voltada para dança, teatro e leituras. Hoje é jornalista e revelou-se excelente mãe. Por quem fui convidada a escrever neste blog de sua autoria.

Tenho a felicidade de ter cultivado ao longo da vida um excelente relacionamento com meus filhos, com muito amor, respeito, entre acertos e erros. Pude acompanhar passo a passo, cada um em suas artes, angustias, dificuldades, conquistas. Pude socorrê-los e apoiá-los por todo o caminho percorrido, e vou continuar até o fim dos meus dias. Conheço a cada um… no olhar… nas atitudes… na textura e temperatura da pele. São os meus verdadeiros tesouros dados por Deus.

A maternidade me aprimorou ao longo da vida, me levou a cultivar sentimentos nobres como Compaixão, Altruísmo, Humildade, Paciência. Por um filho perseveramos, lutamos e nos superamos. O filho nos aproxima do Amor Perfeito. É a Bênção maior que Deus nos oferece para nos aperfeiçoar. Agradeço todos os meus dias por ter sido agraciada com 5 e ter realizado o meu sonho.