Archives 2019

Cabeça dura, coração mole

Se eu pudesse, teria toda semana uma convidada pra escrever aqui na coluna Cabeça de Mãe. Pra ficarmos tão por dentro do que ela pensa, quanto do que sente. Conheceríamos mais histórias, corações e textos lindos! Mas mãe que é mãe não tem tempo sobrando, e rala pra poder escrever um parágrafo! Um exemplar dessa espécie disposta-porém-ocupada-fazer-o-quê nos presenteou com um belo post – depois que muito pedi! Eba! Perdoada está! Afinal, além de mãe de duas flores, ela é mãe de dois projetos super bacanas: Roteiro Kids e o grupo Campinas com Crianças. Pouco tempo deve sobrar pra…enfim! Perdoada também porque adoro o jeito que escreve. E você também vai gostar, quer ver? Vai que é tua Natália Piasentini!

Por Natália Piasentini

Cabeça de mãe é dura mesmo. Quiçá mãe de dois, três.

Tem que pôr ordem, tem que ensinar, tem que educar, tem que falar mil vezes e não é querendo ser chata não, aliás meu dilema ultimamente como mãe de adolescente versus terrible quatro é andar na corda bamba pra não ser a mãe-chata.

Fascinante e temível arte de conviver e viver com o poder que a maternidade te dá, e ao mesmo tempo te tira com a dilacerante realidade de não ter o controle de nada.

Cabeça de mãe é dura mas o coração é mole, confesso.

E toda mãe tem um ponto fraco, dias atrás descobri mais um como mãe de adolescente: a triste arte de falar sozinha no meio de uma bronca enquanto a filha coloca os fones de ouvido e aumenta a música.

O apocalipse chegou. E o “que ódio” que não sai daquela boquinha também. Fenômeno curioso. Parece que por debaixo daquela pele de bonequinha existia um inferno-dantesco em ebulição.

Sorte que ser mãe te faz voltar no tempo e lembrar de quando era filha, de quando tinha essa idade e todas emoções à flor da pele. Respira.

Paciência Natalia. Cabeça de mãe é dura mesmo, mas só está cumprindo seu papel, que não é mole não, porém, como todas as outras fases sei que um dia vai deixar saudades. Suspiros.


Cabeça de Mãe – Entre um bocejo e outro, ela… a culpa!

O blog dela foi um dos primeiros que conheci. Logo fiquei assustada. Mamãe tá ocupada!!! Como assim??? Para mim, na época com filho de menos de dois anos, mãe nunca poderia estar ocupada. Muito menos dizer isso em público, ou melhor, fazer da frase o nome de um blog! De post em post, constatei que a blogueira está mesmo ocupada. Com a maternidade!

Ela se dedica integralmente a três filhos (número de exclamações que coloca no título do blog): Manuela, de quase cinco anos, e os gêmeos Joaquim e Pedro, de três. Mas, mesmo apaixonada pela atual ocupação, prova o que eu mesma tive que admitir…que uma mãe pode e deve se ocupar com outras coisas além dos filhos. Com ou sem culpa. Quase sempre com sono! Com vocês, a convidada do Cabeça de Mãe de hoje: Camila Colla Duarte Garcia. E, como já devem imaginar, mais um de seus textos deliciosos, simpáticos e verdadeiros.

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Entre um bocejo e outro, ela… a culpa

Interessante pensar nessa mudança de “vida de não-mãe” para a “vida de mãe”. Nesse próximo mês de Junho, completo 5 anos de maternidade extra-uterina. São 5 anos sentindo sono. E culpa também.

Não sei se sono e culpa são itens obrigatórios na mala de maternidade, mas no meu caso, são sim. Claro que há fases, assim como as manhas, birras, dificuldade para comer, para dormir e etc, mas entra fase e sai fase, o sono e a culpa sempre permanecem, não passam nunca. Às vezes estão mais intensos, outras, mais leves, mas nunca saem de cena.

Antes de ser mãe, eu via as mulheres mãe cansadas, com sono, olheiras e culpadas e achava que aquilo era um verdadeiro martírio, que elas “forçavam” aquela cena toda, por que para ser mãe, a gente mais ou menos sabe, tem que sofrer! Tem que ter muito trabalho, pouco tempo para si, para o marido e, claro, reclamar disso tudo.

Hoje, entre um bocejo e outro, vejo que não é nada disso. Eu sinto sono e culpa sim, ué! E daí? Não sei se essas duas pragas coisas são itens obrigatórios, mas fazem parte da vida de mãe. Para algumas, mais. Para outras, menos. Em alguns momentos, com muita força. Em outros, levemente presentes.

Eu sinto culpa por sentar e montar um quebra-cabeça com a minha filha, enquanto os meus filhos estão brincando de massinha sozinhos. Mas não sinto culpa por deixá-los com as avós e ir viajar com o meu marido. Eu sinto culpa quando escolho um dos meus filhos para ser o meu “ajudante” na hora de preparar as lancheiras para mais um dia de escola. Mas não sinto culpa alguma por deixá-los com a babá e ir jantar com as minhas amigas. Eu sinto culpa por dar mais atenção e cuidados a um filho doentinho e deixar os outros “se virarem” um pouco sozinhos. Mas não identifico nenhum pingo de culpa quando tiro uma tarde só para mim enquanto eles estão na escola.

Então, percebo que a minha culpa refere-se a esse fenômeno das mães de mais de 1 que é precisar se dividir e se multiplicar o tempo todo para dar conta das demandas exigidas de 3 filhos. Não sei a impressão de vocês, mas me parece uma culpa um tanto específica. Não é o caso de equilibrar pratos para dar conta de casa, filhos e marido, são simplesmente os filhos, que demandam e exigem de modo diferente e exigente.

As brincadeiras, para o meu desespero, confesso, na maioria das vezes não são apenas de “menina” e de “menino”, é mais do que isso: elas acontecem em quartos diferentes e sou participante obrigatório em ambos. E daí? Me divido ao meio? Providencio um clone? Ou abuso da minha capacidade de negociar e argumentar?

Acho que a vida de mãe tem uma ampla nuance de cores e vocês podem achar que eu apresentei aqui as cores mais sombrias, mas, por favor, não vejam assim, não é isso! Se existe um lado muito cor-de-rosa, ou qualquer cor que nos surpreenda e nos leve a emitir um “uau!” é o das pequenas situações do dia-a-dia, especialmente das não desejadas ou programadas.

Olha só que injustiça: fiquei doente! A gente sabe que mãe não deveria ficar doente, que as vacinas mais potentes contra todas as doenças do mundo deveriam fazer parte da mala que a própria mãe leva para a maternidade. Mas, não. Então, tava lá, um caco de mãe, que se arrastava, dor de garganta, de cabeça, no corpo, os olhos que mal conseguiam ficar abertos. Manuela, Joaquim e Pedro me olharam com pena, trouxeram a malinha de médico de brinquedo, cuidaram um pouquinho de mim, quiseram experimentar o meu chazinho com mel e limão e entenderam tudinho. Brincaram lindamente a manhã inteira no quarto, sem brigas, gritos ou disputas por brinquedos, tudo fluiu muito bem, obrigada, meus filhos. Eles apresentaram uma maturidade, respeito e solidariedade comigo que eu nunca havia presenciado. Fui às lágrimas de orgulho e emoção.

São essas as coisas que só uma vida de mãe nos proporciona. E, é claro, ficar meio moribunda uma manhã inteira diante da TV, sem forças para levantar, pegar o controle remoto e mudar de canal. As crianças no quarto e eu assisti toda a programação da manhã da Discovery Kids.

Ah, e o sono? Nenhuma especificidade ou explicação para isso. Eu sinto muito sono e ponto final.


Cabeça de Mãe por Débora Araújo

Sabe aquela mulher forte, batalhadora e independente – nosso ideal de ser? Pois bem. Ela também é sensível, e tem direito a colo, e momentos pra se desligar de tudo e (quase) todos. Ela fica triste, mas não deixa de lutar. E luta, sem deixar de sentir dor. Conheci um exemplar da espécie nada rara (mulher moderna!) – e que, devido a traços marcantes, é um exemplo de luta e feminilidade como ela só! Profissional, dona de casa, esposa e MÃE, com um toque todo pessoal, que faz dela aquela amiga que a gente quer por perto. De preferência como vizinha de porta. Só que tenho que me contentar em tê-la como vizinha de blog! Minha querida que já esteve aqui falando sobre seu trabalho de ajudar mamães nos preparativos pra chegada do bebê, hoje fala da própria espera. Aproveitem Débora Araújo, a Personal Bebê!

Débora em um daqueles momentos em que nada e nem ninguém pode tirar a alegria de ser (mãe) e estar (com a filha)

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Cabeça de Mãe

Quando a Bia me pediu que escrevesse esse texto fiquei pensando no que escrever porque, afinal de contas, cabeça de mãe é um negócio que nem mãe entende, né não?! Como hoje estou um tanto emotiva #tpmfeelings, aproveitei para relembrar da minha decisão pela maternidade…

Quando eu decidi ser mãe eu praticamente larguei tudo para me dedicar a todo processo de corpo e alma, e foi exatamente nesse momento que encontrei meu lugar no mundo.

Tive algumas dificuldades para engravidar, no total foram dois anos de tentativas, exames, pesquisas, tratamentos… Nesses dois anos eu mergulhei no mundo virtual e foi através desse fantástico mundo que consegui todas as informações necessárias para o tão sonhado positivo! Foi nesse mundo virtual também que descobri o quanto eu deveria lutar por um parto normal, o que era criação com apego, a importância da amamentação em livre demanda e prolongada etc. e tal.

Em Agosto de 2008 recebi o resultado do exame – POSITIVO!

Saí gritando aos quatro cantos do mundo a minha felicidade, todos à volta se contagiaram e compartilharam comigo a minha realização. Até que, uma semana depois, o sonho escorria pelas minhas pernas: ABORTO ESPONTÂNEO. Dor na alma, vazio profundo, sentimento de impotência. Nunca vou me esquecer daquele final de semana de setembro!

Mas embora fosse preciso vivenciar aquele luto, eu não me deixei paralisar, pois naquele momento de dor profunda tive a certeza de que eu era capaz de engravidar. Continuei minha luta em busca da realização do sonho de ser mãe e no mês seguinte demos continuidade ao processo de tratamento.

Em Dezembro recebi de presente de Natal ouvir o coraçãozinho da nova vida que gerava. É impossível descrever aquela emoção!

Foram 38 semanas de plenitude absoluta. Estar grávida, me sentir gerando uma vida, foi a melhor sensação do mundo, algo que nem nos meus melhores sonhos eu poderia imaginar, era indescritível aquela sensação e eu queria senti-la pelo resto da minha vida!

Eu me sentia plena, completa, linda, especial, abençoada. Curti cada segundo, cada hora, cada dia daquelas semanas!

Na madrugada do dia 7 de Agosto de 2009 nascia a minha pequena Ana Luiza de um emocionante parto natural.

Ter aquele bebê em meus braços reforçou ainda mais a sensação que eu tinha de ter encontrado meu lugar no mundo.

Eu acredito que algumas mulheres nascem para ser esposas, donas de casa, outras para serem profissionais bem sucedidas, outras tantas ainda para serem tudo isso – junto e misturado. Mas eu, a cada dia que passa me convenço mais que o meu papel principal e mais gratificante é ser MÃE, ou melhor, MÃE da Ana Luiza.

É sendo sua mãe, exercendo de perto uma maternidade ativa, focando minha atenção nela e me desligando de tudo nos momentos em que estou ao seu lado que renovo minha essência.

Exercer essa maternidade é cada vez mais essencial para a minha felicidade e como conseqüência para o meu trabalho como Baby Planner.


Cabeça de Mãe – Sempre tive uma ligação muito grande com o feto

Este post é o primeiro de um espaço criado para convidadas escreverem, com suas palavras, sobre como a maternidade as transformou. Para inaugurar a roda, convidei minha mãe, não só para homenageá-la, mas porque é uma mulher que sempre sonhou em ser mãe e foi muito jovem. Maria Angela, 61 anos, ex-professora, é empresária, divorciada, mãe de cinco, avó de cinco, realizada, feliz! Empurrando carrinhos há 40 anos, ela, com certeza, tem muito para contar.

“Sempre tive uma ligação muito grande com o feto”

Sempre acreditei que minha missão maior nesta vida é ser mãe, da cabeça aos pés, do começo ao fim! Cresci convivendo e brincando na casa de uma tia que tinha 7 filhos, cada filho tinha uma turma de amigos, de forma que lanchar lá, nas tardes de brincadeiras era uma festa! Nunca menos de 10 crianças…

Venho de famílias grandes, meu pai tinha onze irmãs e minha mãe nove. Famílias descendentes de italianos amorosos, unidos e muito festeiros, de modo que família feliz, para mim, era sinônimo de muita gente. Fui crescendo e já na adolescência, quando todos pensavam em profissão, eu sonhava com um futuro com muitos filhos, e pedia a Deus em minhas orações. Quando minha menstruação atrasava, fazia logo minha mãe me levar ao médico, por medo de que não pudesse ser mãe de muitos. Felizmente Deus me ouviu e na minha juventude, aos 21 anos , com um marido de 23 , fomos pais de uma menina.

Foi então que meus dons maternos começaram a se revelar, aprendi a tricotar roupinhas, costurar lençóizinhos, vira-mantas , frequentei curso de preparação para o parto, e foi a minha grande felicidade recebê-la em meus braços. Foi a minha princesinha que reinou absoluta por 2 anos e três meses. Sempre inteligente e esperta, falava o tempo todo, e com um aninho cantava “Meu Xodó”. Hoje ela é mãe de um casal.

Claro que em seguida vieram mais… 3 meninos. Aos 28, tinha 4 filhos. Aos 32 ,cinco. Como éramos muito jovens, pudemos vivenciar esta ninhada com muita disposição e alegria, trabalhávamos mas tínhamos tempo e muita disposição para brincarmos juntos, passear. Longas foram as manhãs no Parque da Água Branca, em São Paulo, com direito a baldes de areia, lanche e banho no tanque do parque. A programação era intensa: Zoológico, exposições de animais e, finalmente, os quartos recebiam pintinhos e coelhinhos ao pé das camas.

Eu era feliz… Tinha conseguido a minha fila de crianças que corria pela casa atrás de bola, atrás do cachorro ,do pintinho, fila aguardando o bolo assar, fila para o banho nos banheiros dos campings, fila para tirar piolho da cabeça… Uma verdadeira festa! E uma aventura e tanto, que começa na gravidez dos meninos. Na verdade sempre tive uma ligação muito grande com o Feto e pressenti a vinda dos machinhos. Aguardava com certa ansiedade e queria que fossem espertos, arteiros, inteligentes, com muita vivacidade, como o personagem Pimentinha dos gibis da minha infância, que me divertia com suas histórias derrubando a pilha de latas do supermercado, deixando os pais em situações embaraçosas.

Moleque tem que ser MO_LE_QU E: tem que curtir, subir, correr, pular, experimentar, tentar, cair, atirar… Eu curtia a barriga crescendo na certeza de que teria o “tipinho de gente” que eu queria. E eles chegaram um a um de acordo com a encomenda. O número 1 dos moleques, o jogador de futebol, corria como um raio. Atravessou porta de vidro e tem pontos por todo lado. Na escola ,era o campeão de observações no diário de classe, eu não vencia assinar: esqueceu o livro, não fez a tarefa completa, mordeu a mão da professora, não amarra o tênis. A estante de livros foi um excelente lugar para experimentar uma fogueira. Adorava patinar, começou patinando na água e… pontos na língua com direito a tomar leite espirrado de uma mamadeira por uma semana. Mais crescido, prendeu o dedão do pé na bicicleta e teve um reimplante, mas na recuperação de cadeira de rodas encantava a todos no hospital. Hoje é administrador de empresas e trabalha com consultoria, dá aulas de gestão empresarial, pai de um casal.

Depois deste, resolvi na gravidez do segundo menino fazer um curso de Comunicação com o Feto antes do nascimento porque estava muito claro para mim que eu me comunicava MESMO… Então tinha que caprichar mais na encomenda! Com sessões de relaxamento, sob orientação de um profissional que acreditava na comunicação do Feto antes do Nascimento, fui cobaia de uma experiência que acabou sendo matéria apresentada no Programa Fantástico em 1976. Nestas sessões, eu conversava com o meu feto e dirigia a ele o meu amor e orientação para que ele fosse saudável, inteligente, criativo, sensível, com dons para idiomas, artes, esporte, com valores humanitários, e menos arteiro. Nasceu o segundo menino. Menos arteiro, com menos anotações no diário escolar, campeão no Skate até quebrar um braço, e cuidador dos irmãos. Aprendeu tocar guitarra sozinho, a falar inglês, espanhol, a jogar capoeira. Hoje é psicólogo do esporte, fala inglês fluentemente, espanhol, é professor de Capoeira, toca e canta em bares.

Ah … O terceiro menino veio tão em seguida ,11 meses depois, que mal pude me concentrar na preparação, mas já esperta, me concentrei numa misturinha. Ele seguia os dois mestres: na arte e nos esportes. Voltado para experiências de cortar perna de rãs, dar injeção de detergente em minhocas, montar e desmontar coisas, espiar as amigas da irmã tomando banho e atirar pedra nos vidros da vizinhança. Fanático por bicicleta. Começou com um triciclo que ele experimentou na loja e não quis sair de cima, deixando minha mãe doida. Ele cruzou as pernas envolvendo o brinquedo e minha mãe não teve alternativa a não ser pagar e empurrá -lo de volta pra casa. Xodó do avô que curtia as artes dele, cresceu aventureiro, muito carinhoso e namorador. Hoje é Arquiteto, com especialização em conforto ambiental e ciclista. Já viajou a Costa do Brasil toda de Bicicleta, e se prepara para uma volta ao mundo.

E falta um, vocês me dirão… Sim, a número 5, que chegou depois de 5 anos do penúltimo e foi a mais mimada. Loirinha de olhos azuis como um anjo, veio para acalmar e fazer feliz a todos que a aguardavam. O Nome? BEATRIZ. Significado? A que faz feliz. Era o centro das atenções. Bebê da irmã mais velha e companheira dos irmãos que a tinham como refém nas brincadeiras, que terminavam com ela amarrada na cadeira pedindo ajuda. Obediente, meiga, cresceu voltada para dança, teatro e leituras. Hoje é jornalista e revelou-se excelente mãe. Por quem fui convidada a escrever neste blog de sua autoria.

Tenho a felicidade de ter cultivado ao longo da vida um excelente relacionamento com meus filhos, com muito amor, respeito, entre acertos e erros. Pude acompanhar passo a passo, cada um em suas artes, angustias, dificuldades, conquistas. Pude socorrê-los e apoiá-los por todo o caminho percorrido, e vou continuar até o fim dos meus dias. Conheço a cada um… no olhar… nas atitudes… na textura e temperatura da pele. São os meus verdadeiros tesouros dados por Deus.

A maternidade me aprimorou ao longo da vida, me levou a cultivar sentimentos nobres como Compaixão, Altruísmo, Humildade, Paciência. Por um filho perseveramos, lutamos e nos superamos. O filho nos aproxima do Amor Perfeito. É a Bênção maior que Deus nos oferece para nos aperfeiçoar. Agradeço todos os meus dias por ter sido agraciada com 5 e ter realizado o meu sonho.


Busch Gardens, com criança pequena, sim!

Busch Gardens: engraçado, mas esse é um parque que ninguém diz que é ótimo pra criança pequena… Mas é!!! Descobrimos isso por conta própria, na nossa segunda visita à Florida, em 2013, quando Leonardo tinha 4 anos. E vou voltar no tempo nesse mês especial do blog sobre #FériasEmOrlando só pra mostrar que, aham, vale a pena uma visita ao parque, que fica em Tampa, bem pertinho de Orlando!

É verdade que o parque é conhecido pelas suas montanhas-russas super radicais, e que merece ser lembrado por isso. Mas, peraí: ignorar a parte “infantil” – que reúne de personagens fofos a animais exóticos – seria um descaso… Não espere aqui, portanto, fotos de atrações adultas. Pra dizer a verdade, quase não fotografei, de tanto que Léo aproveitou! Mas vou mostrar um pouco da curtição do pequeno no parque.

Antes, vale explicar pra quem não conhece: além de ser o melhor parque pra quem busca aventura, o Busch Gardens Tampa Bay tem um dos zoológicos mais bacanas dos Estados Unidos com mais de 12 mil animais! E tem maneiras diferentes de ficar bem perto deles. Uma delas é quando você entra numa espécie de “caverna”, sobe uma escada e pode ficar com a cabeça uma redoma de vidro, no meio do “quintal” dos tigres de bengala. Você vê algo assim…

Essa parte dos bichos é um dos grandes atrativos para as crianças, na minha opinião. Tem muita coisa pra ver, embora eu (que na época nem planejava escrever sobre) não tenha registrado. Minha dica é você checar todas as atrações com animais qui. Léo adorou ver os cangurus de pertinho…

E do Serengeti Safari, um passeio de caminhão aberto, que te leva até girafas e animais que você nunca viu…

O parque também tem shows ao vivo, restaurantes, lojas… Ou seja, tem diversão para todas as idades. Eu que o diga, depois de experimentar a famosa montanha-russa Cheeta Hunt, que imita movimentos e velocidade da corrida de um guepardo… Chorei na fila de medo! E gostei tanto que voltei!

Por falar em diversão pra todos, esse ano promete mais – com a chegada de uma montanha-russa “para as famílias”, a Cobra´s Curse. Segundo a assessoria (gosto de checar com eles antes de publicar!), a atração (que fica na parte do Egito), tem giros e rodopios e é a única do tipo no mundo; com uma subida vertical e em seguida um turbilhão de emoções. É claro que não estamos falando de crianças muito pequenas, mas vale para quem tem dois filhos em idades diferentes, e quer aproveitar um pouco com o mais velho. Vai ser meu caso um dia…

Agora, algumas fotos da parte infantil!

Tem um monte de brinquedo bacana para os pequenos. Uma das coisas bacanas é que, na parte das crianças, tem um lugar onde elas podem brincar com água! Mas adivinhem se fotografei? Ai que raiva… Mas fica a dica: leve uma toalha e uma troca de roupa!

Sobre fotos, a gente tirou mais com esse fofos, que o Léo adorou encontrar…

Encontrar os personagens da Vila Sésamo (Sesame Street) foi bem legal pra ele. Ok, tem criança que nem conhece, mas não era o caso. Papai passou a paixão para o filho, e lá estávamos nós – inclusive eu que nem era chegada – morrendo de amores. Tem teatrinho, e abraços mil…

Pra ajudar quem vai ao Busch Gardens com criança pequena, algumas dicas:

  • Estude o mapa antes, acessando aqui, ou assim que chegar ao parque. E comece pela área infantil. O parque é grande, e isso vai evitar que o pequeno saia perdendo…
  • Veja os horários das atrações que envolvem interação/show com animais. Nós não prestamos atenção nisso, e perdemos alguns…
  • Faça o safari, é diversão garantida!
  • Use o teleférico aberto (que cruza o parque) pra ir de um lugar ao outro; economiza tempo.
  • Escolha um dia que o parque feche mais tarde (varia conforme a época e o dia da semana). Cheque a informação no aqui, e de preferência num dia próximo à visita (porque pode ter alteração). Isso faz valer mais a pena a viagem de Orlando até Tampa. Ela é rápida (cerca de uma hora no máximo), mas com criança pequena qualquer ganho é válido né?
  • Se preferir, escolha um hotel econômico e durma por lá! Tampa tem várias coisas interessantes pra fazer, como o Florida Aquarium, um dos aquários mais legais dos EUA. Eu não sabia na época, mas minha amiga acaba de embarcar e colocou na programação! Se for dormir na cidade, uma dica é deixar o parque para depois das suas diárias em Orlando… Depois, dá pra esticar até Miami, voltar pra pegar o avião, etc. Mas, pelo menos, vocês não pagam dois hotéis.
  • Carrinhos de bebê, cadeiras de rodas e armários estão disponíveis para aluguel.
  • Ao comprar ingressos nas agências de viagens do Brasil, você recebe os e-tickets eletronicamente e é só imprimir e apresentá-los diretamente nas catracas do parque (nós fizemos assim!). Também dá pra adquirir ingressos no site oficial em português. Nos dois casos, evita filas =)
  • E, sim, embora a gente não tenha experimentado, é possível agendar refeições com personagens do Sesame Street!!!

Bullying na escola: o que fazer?

Volta às aulas pra criançada é época de alegria para as mamães? Nem sempre. Por isso, hoje é dia de ajudar uma leitora que está com problemas na escola do filho! E o problema é bulling, e a continuidade dele. Como acabar com isso?

Bullying na escola: o que fazer?

Ela pede ajuda porque não está satisfeita com o que anda acontecendo com seu pequeno, de sete anos, vítima de bulling na escola. Segundo nossa querida (que prefere não ser identificada), os educadores não fazem muita coisa, os colegas do garoto não param e, o pior, ela trabalha na escola e vê tudo, mas não sabe o que fazer!

“Meu filho sempre apanhou na escola e ninguém nunca falou nada. Ele chegou em casa arranhando, mordido e faltando pedaço por beliscão, chora muito. Ele não sabia se defender, só chorava, agora começou a bater, se revoltou e disse que não adianta contar para tia porque ela não fala nada, que ele cansou de apanhar e que vai descontar. Já conversei com a direção, equipe, professora. De tanto conversar com a professora acho que ela não gosta de mim, pois não dá a mínima quando converso com ela, como se o meu filho fosse sempre errado ou então eu a mãe mais enjoada do mundo. Converso com ele para se afastar, ele faz acompanhamento com psicólogo e toma remédio para nervo com acompanhamento de neuro. O que eu faço?

Complicada essa situação não é? Por isso, ativei meu lado repórter pessoal e fui conversar com quem entende não só do assunto criança/escola, mas também dos conflitos da maternidade desde a gravidez: Maria Cecília Schettino, psicóloga, autora do blog Maternidade no Divã e uma querida! Já de cara ponderou: não conhecendo a mãe, a escola e a criança, fica muito difícil interferir. Claro, a gente vai responder ao pedido de ajuda, mas não sem antes reforçar que o que escrevo nesse post (com base na entrevista e em minhas opiniões pessoais) são apenas sugestões e dicas baseadas no que podemos imaginar que está acontecendo e no que geralmente é recomendado fazer nestes casos ok? É importante que essa e outras mães que passam por situação parecida procurem ajuda profissional de fato – seja na própria escola ou num consultório. Se já existe a ajuda e nada muda, talvez seja o caso de procurar outro profissional ou repensar a postura diante do problema.

Segundo Maria Cecília, não é novidade que existem crianças malvadas, assim como também sabemos que os pais desejam proteger seus filhos de todo o mal. “Mesmo sabendo que essas coisas vão acontecer e que eles vão se recuperar, pais não querem vê-los desapontados ou magoados. Ver isso acontecendo tão cedo e com tanta intensidade é especialmente cruel”, disse. É fato, muitas vezes dói mais na gente do que neles… Mas é preciso saber qual é nosso papel nesse contexto.

Uma mãe não pode prevenir os agressores de praticarem bullying e, às vezes, é necessário deixar o filho agir, armado do que podemos ensiná-lo: confiança em si mesmo e no amor de seus pais por ele. “Não estou sugerindo que os pais sejam passivos, e deixem nos ombros das crianças toda a responsabilidade. O que os pais não devem fazer, não importa a idade da criança, é supor que isso é coisa normal, de pouca importância, e que vai se resolver sozinha. Toda criança tem o direito de se sentir segura na escola.” Entendo isso como: não estimule a violência, mas não deixe que seu filho sinta-se sozinho nas decisões e atitudes.

Agora sou eu, baseada na minha experiência dizendo. Sabe aquela coisa do “finge que não vê quando ele revidar?”. Infelizmente, quando temos filhos bonzinhos demais tem horas em que é preciso que ele descubra uma maneira de se proteger. Não falo em estimular violência, mas em entender se essa for a forma que ele encontrar de se preservar num primeiro instante. Como já escrevi sobre isso, Léo é do tipo que ‘apanha’, e sempre busquei orientá-lo a se afastar e não devolver na mesma moeda. Mas, diante de situações repetitivas, tive que dizer a ele que eu o apoiaria se ele revidasse. E que, às vezes, mesmo a gente sendo bom, as pessoas não nos respeitam e que, sim, a gente pode mostrar pra elas como isso é ruim. Ele nunca revidou, mas a partir daí se sentiu seguro para falar mais, discutir e dizer o que sente para o coleguinha. Não passou a agredir, mas a se impor. Acho que fiz certo!

A psicóloga explica que se o filho está sofrendo bullying, os pais devem lembrá-lo de que não é culpa dele, e que não está sozinho. É também importante para as crianças identificarem sentimentos e saber que podem falar sobre o que sentem. Por isso, os pais podem falar sobre seus próprios sentimentos (eu sempre falo…). “Devemos ajudá-los a desenvolver habilidades de inteligência emocional e ensinar a diferença entre ser assertivo e agressivo, forte e mau”, sugere Maria Cecília.

Segundo ela, é preciso ajudar as crianças a fortalecerem e elevarem sua auto-estima, pra que se tornem cada vez mais confiantes e seguras. “Quanto melhor o seu filho se sentir sobre si mesmo, menos o bullying o afetará”, explica. Como fazer isso? Incentive hobbies, atividades extracurriculares e situações sociais que trazem à tona o melhor da criança. “Amizades sólidas e aliados podem ajudar a suportar o peso de um valentão”, lembra a psicóloga.

Mas e a escola, onde fica nessa história? Acredito que é bom procurar uma instituição que valorize a relação com os pais e que se mostre ciente do quanto o bullying pode ter consequências traumáticas para a criança; levando a baixo rendimento escolar, baixa auto-estima, ansiedade e depressão. Como saber se os educadores estão agindo corretamente? Pra mim, o único jeito é se fazer presente e consciente do que acontece em sala de aula, como faz a leitora que me escreveu. Acredito que se os profissionais não nos “correspondem”, não nos amparam ou até mesmo não nos “puxam a orelha” já é sinal suficiente de que não existe uma “relação” e, portanto, lá não é o lugar ideal para a formação da criança. Eu, no lugar dessa mãe, repensaria a escolha da escola.

Na prática, Maria Cecília explica o que uma instituição de qualidade deve ou não fazer: ”Muitas escolas ignoram o bullying por não saberem como agir nessas situações. Ignorar é fingir que não existe e, se não existe, nada precisa ser feito”. Segundo ela, a abordagem correta para os atos de agressões persistentes, é entrar em contato com os pais do agressor. Isso quando estes pais parecem ser receptivos e trabalhar de forma cooperativa. Ou seja, em casos isolados, a escola pode e deve agir sozinha. E, sim, existem pais nem um pouco preocupados em colaborar ou assumir responsabilidades.

Por isso, uma dica de ouro pra praticar em casa e tentar evitar que seu filho seja vítima de bulling e, o que é pior, sofra muito:

– Que tal dizer ao seu filho as qualidades singulares que você ama sobre ele, e experimentar reforçar comportamentos positivos que você gostaria de ver mais, uma vez que geralmente nos concentramos em situações negativas e broncas? As crianças compreendem melhor quando são elogiadas e quando seus bons comportamentos são reforçados. Sublinhando os pontos fortes e incentivando conexões saudáveis com os outros pode elevar a auto-estima e aumentar a confiança da criança a longo prazo.

E uma última opinião da especialista, pra gente refletir:

“Bullying é um problema mundial e sério. O que uma vez foi posto de lado como um rito de passagem, uma prática comum de crianças e jovens, é agora entendido como um problema potencialmente catastrófico. Em todo o planeta já é considerado um problema de saúde pública. Deve-se reconhecer que o bullying não vai parar até que todos concordem em não tolerá-lo.”

:)

…Querida (e todas as que procuraram ler este texto por alguma razão); espero ter ajudado de alguma forma! Sorrisos e chega de bulling!

# Nossa entrevistada: Maria Cecília Schettino, psicóloga graduada pela PUC-Rio. Além do consultório particular, atua na área da Psicologia Perinatal, no Rio de Janeiro e mantém o blog www.maternidadenodiva.com


Buffet infantil no interior de SP: dica de onde tem até arvorismo!

Buffet infantil parece tudo igual pra você? Pra mim não mais! É claro que todos acabam tendo a mesma proposta de oferecer uma festa indoor (protegida de chuva e outros contratempos), mas tem uma baita diferença de um para outro! E eu, que adoro uma festa em casa, me apaixonei por um buffet no interior de São Paulo! Foi lá onde fizemos o aniversário da Manu, no começo de outubro!

Acesse www.cacadominiquini.net

Antes de contar o que ele tem de diferente (e de igual só que melhor!), vou mostrar algumas fotos da Manu se divertindo… =)

Deu pra sentir o quanto ela amou? Sabe aquele medo que a gente tem em fechar o aniversário de uma criança pequena (de 1, a 3 anos) em buffet e ela não aproveitar nada? Passou. Ela aproveitou muito. E por uma série de fatores, que fazem desse lugar uma opção que realmente acho vantajosa. E de onde estou falando? Do Hula Hoop, em Valinhos (muito perto de Campinas, Vinhedo, São Paulo). Por que fiz lá? Porque fica no meio do caminho para toda a minha família, que é da região! Super bem localizado inclusive, pertinho da chegada de Vinhedo e Campinas e também da saída para a rodovia Anhanguera! Um pouco dele pra vocês

Buffet infantil
Acesse www.cacadominiquini.net

Muito legal né? Ele é grande, mas acolhe festas pequenas também – o caso da nossa! Fizemos pra pouco mais de 30 pessoas, só família mesmo. E foi tudo perfeito! O salão possui pé direito de 12m², área de brinquedos de 500m² sem nenhuma coluna ou escada – pra garantir a segurança das crianças enquanto brincam.

Todos os brinquedos estavam em ótimo estado de manutenção, e tudo super limpo. Aliás, nunca vi um buffet com brinquedos tão limpos sabe? E o legal de lá é que tem brinquedos pra atender todas as idades! Repararam nas fotos? Tem roda “gigante” e “carrossel” de cupcakes (que atende super bem à idade da Manu); elevador (que atende ela e os maiores – até minha irmã de 45 foi! kkk); cama elástica e brinquedão, aquele que chacoalha e gira (não sei o nome), além de um inflável (que sempre faz sucesso na minha opinião), parede de escalada e arvorismo indoor (onde pode ir crianças e adultos!!!).

Já tinha ido numa festa no Hula Hoop onde um adulto adorou a aventura. Na festa da Manu, a criançada adorou, principalmente minha sobrinha. Acho muito bem-vinda essa opção porque torna a festa mais versátil, sabe? E, sim, a equipe de monitores (que é ótima!!!) é treinada para acompanhar a atividade.

As mães de bebês também podem ficar tranquilas porque lá tem uma saleta fofa para mamães e bebês, com poltrona pra amamentar, trocador e berço. Só que esqueci de pedir pra fotógrafa registrar!!! Os banheiros tem vasos e pias para adultos e crianças e a cozinha industrial tem rodapé arredondado para não acumular sujeira!

Agora, vamos falar do espaço para as mesas? Adorei!

As mesas ficam logo na entrada e você consegue visualizar (quase) todas as atividades dali. A quantidade obviamente varia conforme o número de convidados, e o legal é que tem espaço pra muitas e fica bom com poucas. Detalhe para o estofado preto atrás que dá um up em qualquer enfeite de mesa! O meu foi super simples, eu mesma que fiz, e olha o resultado nas fotos…

Daí a pergunta básica para contratar uma festa de buffet: e a comida???

Ótima!!! Inclusive, tenho que admitir, procurei esse buffet por causa dela! Como eu já tinha ido na festa lá, sabia que o cardápio era delicioso. Você pode escolher dentre várias combinações de entrada, prato principal, salgados, doces e bolo, é claro, mas qualquer escolha garante um cardápio super completo! Sério gente, é de escutar convidado falando “ainda tem mais?”. E é muito bem servido! Parte dele aqui:

Ah, pra quem ainda prefere uma festa em casa, tenho uma boa notícia: o buffet vai até você! Quase fiz assim, mas preferi um ambiente já estruturado sabe? Outra coisa legal de lá: é possível fazer festa compartilhada, e assim economizar nos gastos. Dividindo a festa com um um amiguinho da escola, por exemplo, o valor (que já é acessível, na minha opinião) fica mais barato! Pra quem é de Valinhos, Vinhedo, Campinas, etc fica super legal né?

…E a decoração? O buffet tem parceria com algumas decoradoras, e é só escolher. Eu preferi economizar e quis eu mesma fazer. Aliás, tá aí outro ponto positivo: eles permitem que você faça a decoração, caso seja sua preferência. Outro ponto: o espaço é de 3 metros, o que permite montar uma mesa beeeem legal! O que achei fofo foi que as meninas da equipe de recreação estavam por lá no momento da montagem (elas sempre chegam mais cedo pra ver se está tudo ok) e se ofereceram pra me ajudar! Foi ótimo, porque eu tinha pressa de ir embora tomar banho e arrumar Manu!

Aqui está uma foto da mesa (que amei!!!) … Sobre como fiz a decoração dela eu falo no próximo post!!!


Os cinco melhores brinquedos para crianças pequenas

Brinquedo para bebês e crianças pequenas (até 3 anos) não é fácil de escolher não e mesmo? Simples: bebês não falam, estão descobrindo tudo e, principalmente, não podem com peças pequenas. Ou seja, por mais opções que existam, acaba sendo tudo (quase) a mesma coisa, e a gente fica perdida. Conclusão: ativei aquela área do cérebro que fica meio de lado no dia a dia – chamada memória – e lembrei dos 5 melhores brinquedos que Léo já teve quando era bem pequenininho, desde bebê – pra ajudar quem precisar. Itens que ele gostou muito, aproveitou bastante e que colaboraram com o seu desenvolvimento (e com o sossego da mamãe!).

Minha ideia é facilitar sua vida na hora de enfrentar a loja cheia, seja para seu pimpolho ou para um sobrinho – e que você acerte na escolha, seja no Natal, no aniversário, no dia das crianças… Minha experiência é baseada em menino, mas coincidentemente todos os nossos escolhidos (testados e aprovados em casa) servem para meninas! Aí vão nossos eleitos:

1 – Blocos Divertidos – Sapo / Fisher Price

Sapo / Fisher Price brinquedos para crianças

Léo ganhou o primeiro joguinho desse do padrinho, que trouxe dos EUA. O bacana é que tem muitos outros conjuntos, com carinhas diferentes e que um sempre complementa o outro. No final das contas, acabamos tendo vários e Léo se divertia por horas tentando encaixar, derrubando tudo, empilhando de novo. É fácil para o bebê empilhar e encaixar os blocos. Algumas peças fazem barulho, como este sapo-chocalho. E é só apertar os blocos para soar uma buzininha delicada. Você encontra esse conjunto e os outros em qualquer loja de brinquedo, pode apostar.

2 – Livro “Meeé! Meeé!” / coleção “Cucuuu com Sons!”

Ah, me dá vontade de chorar só de ver a capa! Tudo bem, não é bem um brinquedo, mas Léo ganhou esse livro quando tinha 1 ano e simplesmente amou! Agora, pesquisando, descobri que é recomendado pelo Plano Nacional de Leitura na Educação Pré-Escolar! Porque estes livros,além de desenvolverem a capacidade de audição, promovem a imaginação, o raciocínio e a memória. Funciona assim: a gente lê em voz alta e a criança procura os animais (ou os veículos, dependendo do tema do livro) atrás das abas. Quando acha o objeto/bicho que procura na aba certa, escuta o som… É muito legal! Leleco curtia muito e posso dizer que foi aí que começou a ter tanto gosto por livros como tem hoje! Ja vi na Fnac, embora hoje eu tenha encontrado ele ‘em falta’. Mas, acredite, vale a pena procurar.

3 – Fazendinha Dismat

A gente tem até hoje e não dou embora por nada! Fica na nossa varanda, mas já ficou no quarto, na sala, no quintal. São blocos de encaixar, com personagens de fazenda. Assim como o primeiro brinquedo que falei neste post, tem outros kits que podem ser comprados e que dá pra brincar junto. Léo ganhou outros dois (um que vem numa cadeira, outro em outra caixa maior), e ele adora juntar tudo!! As peças são grandes, mas vale lembrar que o brinquedo é recomendado para crianças acima de 1 ano. Só acho que podia vir mais bichos na fazenda, então comprei daqueles saquinhos com animais (bem baratos e que você encontra em qualquer lojinha, mas que também merecem cuidado em relação à idade/peças pequenas). A fazendinha é fácil de achar em qualquer loja de brinquedos, mas descobri pesquisando pra esse post que vende também online na Baby.

4 – Tocador de Música Baby Einstein

Milagroso. O melhor remédio para as cólicas do Léo! Guardo até hoje, porque foi o ‘brinquedo’ de maior amor quando meu filho era bebê. As músicas clássicas, tocadas em sincronia com as luzes coloridas do painel hipnotizavam o pequeno, e ele parava de chorar. E, o melhor, não cansa nossos ouvidos!! Ah, além disso, a alça ajuda o neném a segurar o objeto. Veio pra nós dos EUA e nunca achei no Brasil. Mas a boa notícia é que dá pra comprar no site da Amazon  e que é muito fácil de encontrar por lá (se algum conhecido for, dá pra pedir pra trazer).

5 – Macaco Brincalhão / Fisher Price

Esse não toca música, mas as bananas coloridas e fatias de outras frutas fazem barulho quando o bebê sacode o macaco. Tem superfícies mastigáveis e texturas diferentes. Léo gostava de ficar segurando enquanto eu trocava fralda dele por exemplo! Dá pra prender o rabo do macaco no carrinho… Simples, barato e agrada! Onde encontrar: em qualquer loja de brinquedos, como Ri Happy ou PB Kids. Mais infos aqui.

Espero que tenha gostado! Obviamente tivemos outros tantos brinquedos/livros que fizeram sucesso com Léo. Se quiser saber mais, me escreva e eu vou reativando a memória mais e mais, juro!!


BPA free? E BPS? Mais motivo pra olhar o rótulo!

Com certeza você já ouviu falar do Bisfenol A, mais conhecido pela sigla BPA certo? Mas você conhece o Bisfenol S, ou o BPS? Eu não conhecia, até saber de um estudo super recente, da Universidade de Calgary, no Canadá, sobre os riscos da substância para a saúde! Pois é, mais uma sigla pra ficarmos de olho na hora de verificar rótulos de produtos de amamentação e puericultura. Porque, ao que tudo indica, o Bisfenol S é tão vilão quanto o A – e o problema é que tem sido usado como alternativa ao primeiro, cujo uso já é proibido na fabricação de mamadeiras e outros produtos para bebês em diferentes países.

BPA free?

Antes de mais nada, gostaria de lembrar que, além de desabafos, relatos e dicas, esse blog é espaço para informação. Mas, que fique claro, antes de divulgar qualquer coisa, penso duas vezes – até porque, além de blogueira, sou jornalista, e me vejo na obrigação de checar informações. Neste caso específico, não há tantos dados, mas encontrei mais pesquisas a respeito além da canadense! Então, por mais que o assunto “BPS” ainda não esteja sendo muito discutido, achei por bem trazer esse alerta aqui! Vamos aos fatos.

Pra quem não lembra, o Bisfenol A (BPA) é uma substância química conhecida como hormônio artificial, que age como um estrogênio artificial. Ele está associado diretamente ao desenvolvimento do câncer, diabetes tipo 2, depressão, doenças cardíacas e uma série de outras doenças. É perigoso principalmente se absorvido na gestação, primeira infância e infância.

Já os riscos do uso do BPS foram analisados em um estudo com testes em peixes realizado pela Universidade de Calgary, publicado na PNAS (publicação oficial da Academia Nacional de Ciências dos EUA) em janeiro deste ano (super recente!). E a conclusão foi que a substância pode afetar o desenvolvimento do cérebro, levando à hiperatividade. Outro estudo que encontrei, da Universidade do Texas, EUA, também divulgado em janeiro, expôs os ratos aos níveis de BPS equivalentes aos que as pessoas estão expostas. Conclusão? Baixas concentrações são suficientes para alterações no sistema hormonal, o que aponta que a substância pode ser prejudicial à saúde humana.

Sim, muitas mamães ainda não sabem, mas o Bisfenol S (BPS) parece mesmo ser tão perigoso quanto Bisfenol A (BPA). O problema é que não há tanto alarde sobre (pois tudo indica que os pesquisadores ainda lutam contra o A) e que o S pode ser usado! “Como o BPA foi proibido, muitos fabricantes começaram a utilizar o BPS, que também é um hormônio desregulador usado como um plastificante e provoca riscos à saúde do bebê e da criança”, explicou pra gente a pediatra Kelly Oliveira (quem me sugeriu a pauta).

O que fazer? O conselho é continuar verificando o rótulo de todos os acessórios de plástico utilizados na rotina do bebê, como bombas extratoras de leite, recipientes para armazenamento de leite materno e toda linha de introdução alimentar como mamadeiras, talheres, copos e pratos… Não basta ser “BPA free” (livre de BPA), mas também de BPS. Só que, nesses poucos dias que testei ficar atenta, não encontrei nenhuma informação sobre o segundo tipo. Nada que dissesse “livre de BPS”, embora alguns já sejam.

Moral da história: sem pânico e sem tantas certezas, quanto mais longe de plástico melhor! A dica é preferir o armazenamento e/ou aquecimento de líquidos e alimentos em potes de vidro, cerâmica e porcelana.


Amamentar não é fácil: relato sobre os primeiros dias, as dificuldades, os truques

Amamentar não é fácil: relato sobre os primeiros dias, as dificuldades, os truques

Amamentar está longe de ser fácil. É uma das coisas mais naturais e instintivas do mundo, mas ainda assim muitas mulheres passam por dificuldades no processo de amamentação – principalmente no início. E eu fui uma delas. Semana passada, escrevi sobre os primeiros dias com o bebê, e tenho que lembrar que um dos motivos do estresse emocional nessa fase pode ser a amamentação. Comigo foi.

Eu adorava a ideia de amamentar, e quis dar o peito ainda na sala de parto. Enfermeiras foram logo colocando meu seio na boca do Léo, ele chorava e não pegava. Logo vi que aquele “clima” não era legal e pedi para parar. “Deixa, ele não quer”, disse às enfermeiras. “Não tem problema filho, está tudo bem, depois você mama…”, susurrei no ouvido dele. Quando chegamos no quarto, tudo se repetiu. Ninguém me perguntou se eu queria ficar sozinha com meu filho para nos entrosarmos. E veio a mão de outra enfermeira querendo abrir a boca do meu lindinho e me ensinar como colocar o bico lá. Só de lembrar, sinto raiva. E me pergunto porquê não fiquei brava com elas. Fragilidade é a palavra. Já estava com medo de fracassar.

Amamentar não é fácil: relato sobre os primeiros dias, as dificuldades, os truques

Meu filhotinho não pegava o bico, meu leite não dava nem sinais de descer e toda a minha segurança ia embora quando uma pediatra resolvia afirmar e reafirmar que eu tinha pouco colostro. Como assim pouco? Já tinha lido o suficiente pra saber que o tal do colostro vem em pouca quantidade e que nem por isso deixa de alimentar, sendo inclusive de extrema importância nas primeiras horas de vida. Também sabia que bebês nascem com reserva de energia e que muitas vezes não querem mamar em um primeiro momento, o que não os colocam em risco de maneira alguma. Mas escutei incontáveis vezes dessa pediatra e de enfermeiras que eu tinha pouco colostro. Insegura, chorava, com medo de não conseguir amamentar e, pior ainda, com receio de que minhas convicções (de insistir na amamentação exclusiva) prejudicassem meu bebê de alguma forma.

Lembro de ter pedido para ir ao banco de leite (no mesmo andar do quarto em que eu estava) e a pediatrazinha autoritária dizer que não era o caso. Lembro de ter recebido a sugestão de dar NAN desde a primeira manhã e de ter brigado até o fim pra não deixar, me sentindo acoada e teimosa o tempo todo. Lembro de ter recebido boas dicas do meu obstetra, que teve paciência pra me confirmar aquilo que eu já sabia. Lembro que no dia de ir embora, notamos Léo amarelinho, sendo diagnosticado com icterícia – algo comum em recém-nascido, mas que poderia piorar com a falta de leite. Ele precisava ingerir líquido para o rim funcionar e mandar o amarelo (bilirrubina) para fora… E aí, fui obrigada – pelo bem dele – a deixar darem leite artificial e água no copinho.

Antes de chegar nesse ponto, havia questionado pediatras de plantão sobre um roxinho na clavícula do Léo e ouvi que não era nada, algo normal. Ele chorava muito quando eu o colocava para mamar do lado direito, com seu braço esquerdo para baixo. Só quando saí da maternidade, o pediatra que procurei me contou que o roxo era a clavícula quebrada durante o parto, de fato algo normal, mas que podia estar complicando ainda mais as mamadas. Só Léo sabe a dor que devia estar sentindo ao tentar mamar no seio direito.

Da consulta com o santo pediatra, voltei imediatamente ao hospital, para o Banco de Leite. Ele telefonou lá e pediu para me antenderem na hora. Foi a melhor coisa que alguém poderia ter feito por mim naquele momento. Uma moça negra, magra, discreta e simpática me recepcionou com toda a calma e atenção. Coloquei Léo em um carrinho de acrílico, vesti o avental verde com dois buracos para o seio, touca e máscara. Lavei as mãos como a profissional me orientou e entrei em uma sala cheia de banquinhos e travesseiros, onde estava outra mãe sentada com o peito de fora, aprendendo a amamentar. Sim, precisamos aprender. Às vezes sozinha, às vezes com ajuda de terceiros. E foi lá que aprendi.

Primeiramente, aprendi uma massagem para soltar as “pedras” de leite. Tais nódulos doem quando apertados, mas o alívio que a tal manipulação circular promove é uma sensação deliciosa, que sinto novamente só de escrever sobre ela. É assim: você coloca três dedos (indicador, do meio e vizinho) sobre os nódulos e faz círculos com leve pressão. Depois de cinco minutinhos de apertõezinhos, meu seio esguichou! E eu desabei a chorar… “Achei que não tinha leite”, disse à enfermeira sentada à minha frente ainda com as mãos sobre meu peito. Em pouco tempo, eu já tinha começado a duvidar de mim.

A mocinha me explicou o quão importante é a tranquilidade, e também como deixar o bico mais maleável é também deixá-lo mais fácil de ser abocanhado pelo recém-nascido. Léozinho abocanhou e mamou como não havia mamado nos primeiros quatro dias de vida. Ele até quis cochilar, sem chorar, tranquilo, satisfeito. Aí ela me ensinou a manter o bebê alerta para mamar ; mexer no pé, nas mãos… (se o seu for preguiçoso, fica a dica). Ele arrotou e mamou no outro seio, o direito, mas sem que a clavícula fosse pressionada. No Banco de Leite, com a informação que eu tinha sobre a fratura, aprendi outras posições para amamentar, mais confortáveis nestes casos (que conto num próximo post).

Ficou bem claro que o tamanho do bico não influenciava em nada; ao olhar para o lado, uma mulher com um bico ‘gigantesco’ passava pelo mesmo problema que eu!
 Voltei lá naquela sala mais duas ou três vezes, não lembro, mas o bastante para ir pra casa confiante. Tive que manter alguns mililitros de leite artificial na dieta do Léo nas primeiras semanas, mas apenas uma quantidade insignificante que foi desaparecendo conforme ele e eu íamos pegando mais e mais o jeito. E sempre dando no copinho, depois de ele já ter mamado – para evitar que ele ficasse com preguiça de mamar no peito e só pra ter a certeza de que não estava com fome.

Amamentar não é fácil: relato sobre os primeiros dias, as dificuldades, os truques

O bico rachou depois de uns dias, como esperado por causa das ‘pegadas’ erradas do início. Pois é, existe a pegada correta que, em resumo é quando o bebê faz uma boca semelhante a de ‘peixinho’, com os lábios bem abertos, sem obstruir nariz. As massagens que aprendi, e as receitinhas caseiras de luz (ou sol) e cápsulas de vitamina E sobre o bico (receita da minha irmã) me mantiveram firme no objetivo de dar o meu leite e só. Léo mamou muito até um ano e dois meses, sem complemento.

Minhas dicas? Além de tudo que escrevi aí, quando me perguntam, recomendo calma, um tempo só seu e do seu filho sem ninguém por perto, um pediatra de confiança já pra te visitar na maternidade (e você poder tirar dúvidas), informação e, se houver qualquer dificuldade mais persistente, Banco de Leite!!!

Boas mamadas por aí! E se já passou dessa fase, vamos adorar saber como foi!

* Esse post estava parcialmente escrito, havia sido publicado em meio a outro assunto, resolvi reescrevê-lo e dar o destaque que ele merece. Pode ajudar né? E que fique também como agradecimento às profissionais maravilhosas de cada Banco de Leite.