mai/12

18

Do que meu filho me chama

Não resisto. Tenho que contar.

Já faz um tempo que Léo me chama assim. Não sei de onde propriamente ele tirou. Sei que ninguém, além dele, me chama assim. E que, para ele, o apelido não tem nada a ver com a malícia típica dos homens grandes. É simplesmente um jeito carinhoso que ele encontrou de me chamar, de me elogiar, de me derreter!

Ele já percebeu que eu adoro e, se  quer me amolecer, lá vem ele da maneira mais doce o possível…

“Minha gostósona”!!!

Assim mesmo, com essa ênfase no “Ó”. Varia apenas os acompanhamentos: “ai, gostósona”, “mamãe gostósona”, “sim minha gostósona”, “ela é minha gostósona”.

Eu aguento?

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mai/12

17

Pijama que melhora o humor

Sabe quando seu dia começa ruim e vai ficando pior? Computador quebra, máquina de lavar insiste em não tirar o cheiro da roupa, questões profissionais mal resolvidas. Tudo à base de uma bela tensão pré-menstrual e a consequente confusão dos sentidos, horários e tudo o mais. Está na hora de levar o filho para escola e nem banho você conseguiu dar nele. Está na hora de buscá-lo? Esqueça aquele item da lista do supermercado, corre para o caixa e reza para a atendente ser rápida.

Quantas vezes isso não acontece com todas nós? Pois ontem foi a minha vez de viver isso, mais uma vez, outra vez. E quer saber? Passou.

Não vou mentir, ainda estou sofrendo com sintomas da TPM. Nesse exato momento tem alguns bombons aqui do lado para me fazer companhia. Mas, o meu dia está melhor. Ô se está. Começou a melhorar ontem mesmo, ao buscar o filhote na escola.

O computador que deixei consertando, nem quebrado estava. Ao chegar em casa, constatei que a máquina lavou e secou tudo direitinho, e que meu dilema relacionado à profissão foi resolvido antes mesmo de eu sair. Para completar, encontrei um pacote vindo do correio, deixado à vista, em meu home office,  pelo meu marido. Dentro, um conjunto lindo de pijama para mim, e outro mais lindo ainda para o Léo, que se divertiu com a estampa que brilha no escuro. Um par de meias com solado de borracha para mim, e outro par para o pequeno.

Presente de dia das mães da Puket! Preciso dizer como fui dormir feliz e confortável?

Conclusão: dorme que passa! Mas, antes de deitar, nada melhor do que notícias boas! E um presentinho…

 

PS: Eu falo para meu marido… “é tão fácil me fazer feliz!!!”

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mai/12

15

E lá se foi a mamadeira

Você já pensou no quanto nós, mães, sofremos por antecedência? Se damos a chupeta, não queremos nem imaginar como será tirá-la. O desmame causa ansiedade antes mesmo de começar. O desfralde nem se fala.

Eu sempre fui dessas sofredoras. E das piores. Sempre adiantei as transições para evitar problemas maiores adiante. Um exemplo é que comecei a deixar o Léo de cueca antes mesmo dos dois anos, para evitar que o desfralde acontecesse muito depois dessa idade. Meu raciocínio “quase” lógico era: se ele for ter alguma dificuldade, já estamos na frente! Achava que estava me antecipando aos fatos. Mas, bem da verdade, só a ansiedade chegava antes. Ele desfraldou aos dois anos sim, mas pela metade! Demorou mais nove para completar todo o processo. Talvez, se eu tivesse sido menos neurótica, e esperado, não tivesse havido tamanha dificuldade…

Outro fator de apreensão antecipada por aqui: o tal do copinho. Léo sempre tomou água e suco em copinhos de bico mole. O leite também, mas o formato do copo era de mamadeira. E eu sempre apreensiva em relação a quando ele iria largar essa “mamadeira”, tomar em copo normal. Ou pelo menos em bico mais duro. Perdi a conta de quantas tentativas fiz, à noite, para oferecer o leite em copos diferentes. Sim, ainda tinha essa: meu filho sempre teve a mania de ter um copo para cada líquido. O do Pooh era para suco, o do caranguejo para água, etc.

Segundo recomendação internacional, a idade ideal para largar a mamadeira é entre 12 e 15 meses. Eu nem imaginava isso na época, mas me deixava nervosa pensar que ele pudesse chegar aos quatro ou cinco anos tomando mamadeira. Ou só no copo de bico. Então, tinha que tirar da mamadeira logo para, o quanto antes, incentivá-lo a abandonar qualquer bico que fosse e a usar copos normais.

Pois, há cerca de três semanas, meu filho toma leite no copo! Sem bico! Sem esforço algum. Tudo começou há uns dois meses, quando aproveitei o incentivo da escola, onde, apesar de amigos tomarem leite na mamadeira, ele tomava em copo sem bico. Em casa, estabeleci canecas para água e suco. Cheguei a tentar a mesma tática para o leite, mas sem sucesso. Dias atrás, porém, fui escovar o dente do rapaz e notei placas, provavelmente porque o leite era tomado depois de escovar os dentes. Expliquei para ele que a rotina precisava mudar e preparei um leite delicioso, no copo (o delicioso ficou por conta do chocolate, já que fora da mamadeira ele não aceita leite “branco”). Ele perguntou da mamadeira, claro, eu repeti o que já havia dito, e ponto final.

No dia seguinte, esqueci e fui fazer a mamadeira. Ele me disse “mamadeira não” e ainda emendou uma longa explicação sobre como a mamadeira prejudica os dentes, a fala… Por forças do acaso, a professora estava tirando a mamadeira dos amigos que ainda tomam o leite da tarde nela. Pronto. Lá se foi a mamadeira. E meu bebê… Agora, ele é “grande”. pelo menos, é o que ele diz!

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Eu, que escrevo para estas mulheres maravilhosas, conhecidas também por mães, não pude dar as caras por aqui e desejar um feliz dia das mães! Perdoem, mas em certas ocasiões, o laptop deve permanecer desligado. É a política deste blog, que prioriza a vida real. Afinal, a matéria-prima de tanto post é a realidade!!!

Mas, espero sinceramente que todas as mães tenham tido um domingo maravilhoso! E que o final de semana todo tenha rendido posts, fotos, lembranças, sorrisos e lágrimas. Afinal, quem não chora no dia das mães? E na apresentação da escola?

Eu, que não costumo rir em momentos de muita emoção, tive mais uma prova de que ser mãe é se surpreender com você mesma. Na apresentação do Léo, em homenagem ao dia das mães, como de praxe, eu sorri. Mas também chorei. Muito. As lágrimas não ficaram paradas nos olhos, como quase sempre acontece em instantes de extrema felicidade, mas escorreram loucamente. Sem vergonha. Foi muita emoção. Tanta que confundiu meu cerebro risonho.

Escutei lá mesmo que ser mãe é sentir um amor que dói. E não dói? Como dói! Ver seu filho no palco, tocando um tamborzinho e cantando para você é certamente algo que machuca de tão bom que é. E o sorriso que ele dá quando te acha no meio de tantas mães? Aperta o peito a ponto de te deixar sem ar.

Eu ali, em desespero, acenando para ele me enxergar. Imagina se não me vê até o final? Doeu só de pensar. Pois, lá, do lado oposto do que eu estava, ele me viu. Demorou, mas viu. E sorriu. Com o coração. Tenso na expectativa de encontrar a mamãe… Que dor boa!

Tudo foi lindo, o presente escolhido pela escola (uma corrente com um coração e uma pérola) foi de muito bom gosto, as músicas eram de amanteigar qualquer pai ou mãe. Mas o melhor de tudo, de tudo mesmo, foi a declaração mais sincera que já escutei.

Ao entrar no carro, ainda preocupada com o fato de ele ter achado, por um segudo sequer, que eu não estava lá, disse:

- Filho, você demorou para encontrar a mamãe no meio de tanta mamãe né? Mas eu já estava lá, antes mesmo de você entrar no palco. Eu estava esperando você. Você ficou feliz quando viu a mamãe?

- Fiquei. Mas eu não ficava feliz com todas as mamães. Eu ficava feliz só com uma mãe.

- É filho? Qual?

- Você!

Tem como uma mãe não ser feliz, dia após dia, sabendo disso?

tocan tocando um tamborzinho e

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mai/12

11

Minha primeira vez

Hoje é minha primeira vez. Como mãe em uma apresentação de dia das mães! Acreditam que estou ansiosa?

Engraçado como essas datas mexem com a cabeça da gente. Mas, mais ainda quando tem uma homenagem te esperando! Não me lembro de ter ficado assim nos outros três anos, quando não tinha escola, nem musiquinha ensaiada. Quanta expectativa!

E me pego lembrando de participar das apresentações de meus dois sobrinhos mais velhos. Sim, quase todos os anos eu estava lá, junto à minha irmã, filmando, fotografando tudo. Sou madrinha do mais velho e coruja da segunda filha dela. E eu chorava…

Agora é minha vez de ir lá como mãe. Em outra escola, em outra época da minha vida, com meu filho. E quando é com meu filho, e a emoção toma conta, sabe o que eu faço? Dou risada… O sorriso para mim é inevitável, algo que toma conta do meu rosto como uma tatuagem na cara. No parto, eu estava sim com os olhos marejados, mas eu só sabia e conseguia rir, sorrir, abrir os lábios para a felicidade que tomava conta de mim como uma mãe toma conta do filho recém-nascido.

Depois eu conto se vou rir ou chorar hoje, quando Léo estiver me homenageando. Puxa, já me deu vontade de chorar agora!!! E de sorrir.

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Meu filho, às vezes, tem súditas lembranças das músicas que aprende na escola. Quando ele volta da aula, geralmente está exausto e não quer me contar nada. Nesses repentes, ele conta, e canta.

Tem dia que é na hora do banho, outros quando estou esquentando a janta, outros ao terminar o almoço. Nesta semana, foi ao acordar. Sentou na cama e disse.

- Mãe, vou cantar uma música da escolinha.

- Ah, que lindo filho, canta sim…

- “Vou dizer o porquê, o porquê…”

Nota da autora: não lembro a letra e para dizer a verdade, ele também pulava umas partes, mas o final era:

- … Porque, mamãe eu amo você!

- Que linda música filho! Eu também te amo!!!

- Para você mãe. É sua música. A música das mães…

Alguém notou que era a música que eles estavam ensaiando para o dia das mães? Eu fingi que não, para não estragar a surpresa!!! Aliás, essa semana fui tão surpeendida!!! Mas aposto que tem mais…

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Uma das coisas que observei nos Estados Unidos é o comportamento das crianças com as mães. O que vi não me agradou. Pequenos gritando, respondendo em alto em bom tom e, o pior, batendo na mãe e no pai. Não foi uma criança, nem duas, mas uma porção delas.

O pior foi ter visto a reação dos pais. Ou melhor, a falta dela. Algo como permitir por achar normal, ou porque nada adianta. Uma pena. Crianças tão educadas quando o assunto é o “outro”, mas tão mal criadas quando o outro é seu pai ou sua mãe. Meninos e meninas que não mexem no que é de desconhecido, respeitam a fila, não jogam lixo no chão, mas que não pensam duas vezes antes de meter a mão na cara da mãe!

Então, voltei para casa e continuei minha leitura já começada de “O grito da mãe tigre”, escrito por Amy Chua, uma mãe chinesa que, apesar de morar nos EUA, deseja e aplica na vida de suas filhas a rígida educação chinesa. Na primeira vez que li uma matéria sobre o tal do livro, fiquei tão brava que nem cogitei comprá-lo. Mas, achei que por isso mesmo deveria lê-lo. Conhecer outras culturas e maneiras de lidar com a maternidade deve ser útil. Não?

Para quem não leu a Amy Chua, saiba que ela obrigou as duas filhas a estudar música (piano e violino) desde muito cedo. Aos três anos, a mais nova estreou sua aprendizagem de um jeito bem radical: ou apertava as notas do jeito que a mãe pedia ou ia para o quintal gelado de neve! E ela foi. E este é apenas um dos episódios protagonizados pela família, composta também por um pai judeu que engole as ordens da ditadora, mesmo não concordando com boa parte delas. Pasma? Eu também fiquei.

Fato é que entendendo o contexto da obra, em que mãe chinesa via absurdos praticados por mães americanas e não queria isso em sua casa, dá ou não dá para ficar menos pasma? Uma mulher criada em uma cultura rígida, a ponto de ser uma vergonha para a família tirar uma nota A-menos, não poderia concordar com a permissividade vista na “América”, onde adolescentes saem de casa tão cedo para serem independentes…

O problema é que o contexto também assusta. Ontem, assistindo a uma reportagem em um telejornal de grande audiência, vi chineses tomando aminoácido na veia durante aula preparatória para vestibular! Seria desepero por uma vaga ou medo do que pode acontecer com ele em casa se não conseguir um bom resultado?

Me pergunto, não será possível criar adultos bem sucedidos e inteligentes, bem educados e felizes, de uma forma mais equilibrada? Equilíbrio mental minha gente! Nada de neve e nada de bater no papai e na mamãe! Nada de aminoácido e nada de ficar com um tablet no sofá! Será?

Culturas são complexas e passam de uma geração à outra. Mas, as pessoas não seriam capazes de filtrar o que viram de bom e de ruim em suas próprias culturas para buscar apenas o lado positivo delas? Será que aplicar métodos de outro povo, se eles são eficazes, também não vale? E no Brasil, o que dizer do mosaico de famílias, onde a herança cultural quase sempre se perde em meio a tanta mistura?

Mãe americana, mãe chinesa; estereótipos fáceis de aplicar. E a mãe brasileira, como é? Já li que o modelo norte-americano de permissividade chegou aqui. Porém, intitular mães é resumí-las em uma única coisa, negando tudo o que elas são e podem ser. Até minha amiga Amy Chua, com sua rígidez inabalável, demonstra nitidamente muitas contradições. Dúvidas, angústias, incertezas, fraquezas, indecisões. Porque, a maternidade, em qualquer parte do mundo, é isso mesmo: uma arte aplicada sem manual… E, pelo que eu saiba, não há manuscrito que seja para mostrar o melhor caminho. Se houver, vai ser best seller! Traduzido em todos os idiomas.

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mai/12

7

Disney com crianças – fim!

Ontem, estava revendo as fotos da viagem recente à Disney. Está acompanhando os posts com dicas? Se está, aqui vai a última parte. Se não, leia se interessar, o post que mais te interessar! Cá entre nós, mesmo que não planeje ir ao mágico mundo de Walt Disney Worl ou que já tenha ido, saber o que uma mãe que já foi tem a dizer, sempre pode colaborar no caso de decidir embarcar. Ainda mais com informações atualizadas. Experiência própria.

Por isso mesmo, decidi passar adiante informações úteis sobre a viagem. Não sou especialista, e sim estreante, mas vamos lá!

Sabe o que eu escutei de última hora e que fez muita diferença na viagem? Que a Legoland era ótima opção para crianças menores. E é! A Legoland, para quem não sabe, é o parque oficial da Lego, que foi inaugurado na Flórida (entre Orlando e Tampa, onde fica o Busch Gardens) em 2010. Parque que não faz parte do complexo Disney, mas que está novinho, ainda pouco visitado e muito, muito bacana para pequenos na faixa dos 3 ou 4 anos. Na verdade, ele é voltado a crianças de até 12 anos. Ou seja, vá porque vale a pena para ver seu filhote curtir cada passo, literalmente. Cavalinhos, carrinhos  e barquinhos que eles mesmos dirigem, parquinhos… Mas vá ciente de que o parque é PARA ELE, somente para ele. Não há nada para adultos, a não ser o atrativo de acompanhar o filho em algumas “aventuras” e o fato de ficarmos boquiabertos com uma cidade feita de legos, com prédios maiores que os pais das crianças… O ponto alto deste parque é que ele possibilita um dia de “descanso”, um passeio em um ritmo mais ameno, o que é muito bem-vindo quando se está em uma maratona de diversão e compras… Dica: planeje para ir a Legoland no meio da viagem, para dar esse respiro!

Outro parque que meu filho amou foi o Animal Kingdom. Animais, um clima de passeio na floresta e o ritmo menos corrido, devido ao número menor de atrações (na minha opinião) foram fundamentais. Muito bacana ir ao Safari feito de Jeep (que imita os da Africa), ir ao show do Rei Leão e ao Rafiki’s Safari (feito de trem), que nos leva para um local onde as crianças podem pentear porquinhos, passar a mão em cabritinhos, depois de ver cobras, sapo gigante e tirar a foto com o Rafiki (o macaquinho do Rei Leão).

O Magic Kingdom, aquele que tem o Castelo e que a gente vai crente que vai ser o melhor para as crianças, deixou a desejar para o meu pequeno. O parque é lindo, maravilhoso, as chamadas “parades” (desfiles) fazem a gente ficar deslumbrado, mas para o Léo, mesmo adorando ver shows de seus personagens favoritos, o passeio foi um pouco estressante. Talvez porque era o parque mais cheio de todos… Dica infalível: a parte do Dumbo. Léo também gostou da montanha russa do Pateta. Mas cabe lembrar que ali do lado dessas duas atrações, eles estarão inaugurando em setembro uma área infantil novinha!

Por falar em área infantil, amamos a Universal Island of Adventure. Não, não é a Universal Studios, mas o segundo parque da Universal. Pelo nome, dá a entender que você só vai encontrar aventura por lá e, por isso, pode cometer o “erro” de não ir… Não faça isso. A área para crianças desse parque tem o tema do Cat in the Rat (Gatola da Cartola) e é linda! Tem carrossel, pexinho que voa como o Dumbo, carrinho que passeia por trilhos e te dá uma visão bacana do parque, e um local onde jatos de água são disparados para o alto em uma superfície esponjosa para as crianças brincarem. Tem um “riozinho” para elas irem pisando nas “pedras” e mecanismos que as próprias crianças podem usar para fazer sair jatos em coleguinhas. Uma delícia para se refrescar em um dia quente! É só tirar os sapatos, guardá-los nos locais apropriados logo ao lado e se divertir junto com seu filho! Ali ao lado tem um lanchinho esperando por você, com umas mesas em plena sombra… E, claro, o parque, colorido e organizado, tem muitas atrações para os adultos e adolescentes (montanha russa do Hulk, dos dragões do Harry Potter, o castelo do Harry Potter, etc). Para mim, foi o melhor parque, bom para pais e filhos de todas as idades!

O Epcot Center, ao contrário do que eu imaginava, vale bem a pena. Não há brinquedos, atrações infantis, a não ser aquela em que se procura o Nemo (que é bem legal). Mas, na caminhada pelo parque, você encontra muitos personagens: Bela e a Fera, Pooh e Tigrão, etc. E tem um local específico onde dá para encontrar e tirar foto com a turma toda do Mickey! Um conselho é pegar o papel com os horários das “atrações”, que mostra a que horas tais personagens vão estar “disponíveis”. Aí, pergunte para algum funcionário onde fica cada um! Porque eles se escondem sabe? Ficam em vielinhas, atrás de árvores. O ursinho Pooh estava dentro da casa do Cristopher Robin, dentro de uma loja, em um cantinho da parte Inglesa… Se não tivéssemos perguntado, nunca saberíamos!

Hollywood Studios também é bem interessante, com shows da Casa do Mickey, da Pequena Sereia, etc. Mas Léo tem um pouco de medo de “shows” no escuro, então… Aproveitamos para tirar foto com mais personagens. E comprar o livrinho de autógrafos para guardar as assinaturas queridas para sempre. Achava besteira, mas a hora que seu filho vê um monte de criança com o livrinho na mão, garanto que ele vai pedir, então, se antecipe! O que aproveitamos também foram as lojinhas! Lá, por incrível que pareça, os brinquedos da Disney são mais baratos. Woody e Jessy (do Toy Story) por cerca de seis sólares a menos que nos outros parques. Mas é claro que não foi só isso. Tem personagens para encontrar e, adivinhem, o quarto do Andy, com Woody e Bus esperando para abraçar seus filhos! E há diversão para adultos, que podem se revezar tranquilamente para assistir!

Sea World? Vale, vale, vale! O show com a Shamu (orca famosa) e com os golfinhos são demais. Incrível para toda a família! Mas, se não quiser se molhar, sente para trás. Nas primeiras fileiras você toma um banho, o que eu adorei… Outra opção é comprar capas de chuva ou se cobrir com o que dá! Mas não, não perca! Neste parque também tem uma área infantil bem grande, que tem até parquinho de areia. É bem bacana. Tem um passeio em que vemos urso polar, leão marinho… E mais um show com um leão marinho e uma foca que é bem engraçado, também para toda a família. Recomendo o revezamento mais uma vez para conhecer a montanha russa que imita o movimento de uma arraia. Deliciosa. E o melhor é que na fila dos single riders (pessoas que não se importam de ir sozinhas, para resumir), você não espera mais do que cinco minutos. Mas, o melhor de tudo: dar comida para os golfinhos! É uma fila gigante, de mais de uma hora e tem que pagar para comprar a “comidinha” dos queridos, mas não deixe de entrar nessa… Uma recordação para todo mundo, sem dúvida nenhuma.

É claro que tudo que escrevi aqui é baseado em minhas experiências, mas pode ser que ajude outras famílias a aproveitar mais a viagem dos sonhos. Vou repetir: não sou nenhuma expert e, apesar de jornalista, não estou escrevendo um guia, uma matéria ou nada que garanta que vai dar certo na sua vez. Mas, como eu aproveitei muitas dicas que me deram no mundo real, achei por bem divulgar essa vivência maravilhosa neste mundo virtual, onde o alcance das informações é tamanho! Façam bom proveito ok? Desejo mesmo que todas as mamães possam curtir a Disney com seus filhos um dia. Um dia não, vários dias!!!

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abr/12

26

Disney com crianças – parte 2

Eu disse que dá para ir à Disney com crianças de qualquer idade não é? Mas, uma ressalva. É claro que, indo com pequenos bem pequenos, você vai querer voltar para conhecer o que não der tempo de conhecer. Sim. Por outro lado, essa é uma desculpa ótima não? Eu mesma, por mim, voltaria mês que vem! E se quer saber, vai dar vontade de voltar lá de qualquer maneira. Porque é uma delícia…

O truque básico para você e seu marido aproveitarem as atrações de “gente grande” é o bom e velho revezamento. Não queria ficar o tempo todo colado, se não nenhum dos dois vai ter oportunidade de “brincar”. É óbvio que você não vai querer perder a carinha do seu filho ao encontrar o Mickey em “pessoa” e nem deixar de fotografar a alegria dele em algum brinquedo. Mas, quando ele tirar uma soneca no carrinho (e ele vai tirar) ou quando ele for tomar um sorvete ou comer um lanchinho, aproveita! Um cuida e o outro corre para a fila da montanha russa do Hulk ou do castelo do Harry Potter (ambos na Universal Studios). Nas atrações mais concorridas, sempre tem uma fila para single riders, isto é, pessoas que teoricamente estão sozinhas e não ligam de embarcar na aventura sozinhas. A fila normal poder estar durando duas horas, a do Fast Pass algo em torno de meia hora e você, ali na single riders, fica menos de 15 minutos, garanto.

O tal do Fast Pass é maravilhoso, incluive para as atrações junto ao pequeno, como os safaris do Animal Kingdom. Todo mundo que compra os ingressos tem direito a usar este benefício! Não faça como um casal que eu encontrei que não usou porque achou que tinha que comprar… Basta você colocar seu ingresso na maquinha ao lado da atração e a tal geringonça vai devolver seu ingresso e um outro com um horário específico para você voltar e curtir o brinquedo sem pegar a fila. Nem todos têm o serviço, mas os mais lotados têm sim!

Dia de quem foi com o restante da família (avós do filho, tios do filho, etc…). Dá para entrar no parque e ir direto ao que atrai seu filho, para agradá-lo. O meu, por exemplo, geralmente estava de mau humor ao chegar (devido ao sono e cansaço de noites mal dormidas). Ele ficando feliz, você fica tranquila certo? Aí, você dá a comida, compra um brinquedinho, se for o caso e vai curtindo. Mais tarde, quando os adultos sem filhos já tiverem curtido bastante (e estiverem cansados), peça para eles ficarem com o pequenino. Assim, você vai poder curtir uma ou duas atrações junto ao maridão! Mas, que fique claro: uma ou duas é o máximo que vai conseguir. Porque as filas e as caminhadas para chegar até lá tornam tudo mais demorado, e vocês não vão querer abusar da boa vontade alheia certo? Além disso, você também vai morrer de curiosidade para saber o que seu filho está aprontando!

Aí você para e pensa: que medo de perder meu filho na multidão! Dá mesmo. M-e-d-o. Eu, que sou totalmente contra o uso das coleirinhas de cachorro, digo, crianças, cheguei a pensar em comprar uma… Mas traga seu pensamento para a razão. a maior parte do tempo, a criança vai ficar no carrinho. Mesmo os que não gostam mais de andar sobre as rodas. Eles ficam exaustos e preferem essa comodidade assim que percebem a delícia que é não ter o trabalho de andar. Quando eles descem, eles geralmente vão para a fila com a gente. Ou comer, ou ir ao banheiro. E se resolvem andar um pouco, ótimo, dar as mãos é perfeito! Civilizado, bonito, legal! Na minha opinião, explicar que é necessário ficar de mãos dadas para passear ali é a melhor alternativa. Afinal, nossos filhos são mais que racionais. Ah, em lojas, vale mais uma vez o revezamento. Papai compra, mamãe olha e vice-versa. Atenção no esquema só, quero dizer, de quem é a vez agora?

Se você já for adepta da coleirinha, vá lá. Mas, outra alternativa para não adeptas (mas indecisas) foi algo que encontrei por lá. Duas pulseiras ligadas por uma mola. É o mesmo conceito; coloca uma pulseira na mãe, outra no filho e está tudo certo. Mas é menos agressivo ao olhar não? O problema é que trocou a mão da mamãe pela do papai, tem que passar a pulseira… Eu comprei e não usei. Achei que não foi preciso.

Dica furada: tomar água do bebedor. Que gosto ruim! Leva umas três garrafinhas (congeladas) e vai tomando. O calor faz a água derreter em poucas horas, mas você também não toma água quente rapidamente. Ainda mais se tiver uma bolsinha térmica. Eu esqueci de comprar. Mas nem precisei. Levava sempre uma fruta, um suco, umas cenourinhas e um lanchinho para enganar a fome do pequeno (e dar coisa saudável para ele comer!), mas a própria bolsa de bebê que levei dava conta de manter a temperatura por meio período. Ah, outra dica: leve uma bolsa dessas velha. O peso de tudo que você colocar lá vai fazê-la rasgar, esgarçar ou algo assim. E não se preocupe em escolher uma mochila. As pessoas deixam as bolsas de bebê em cima dos carrinhos enquanto entram nas filas e ninguém mexe. Tem os tais estacionamentos de carrinhos, uns funcionários tomando conta e, claro, civilidade né? Só passaporte e dinheiro que é sempre bom manter junto ao corpo, acho eu!

Ah, o clima… Bem, eu fui peguei comecinho de abril e adorei. Um calor bom, às vezes forte demais para ficar sob o sol, mas delicioso para o passeio. Sempre tem sombras. Americano é inteligente e “esconde” as filas. Recomendo este período. Mas conheço quem quase sempre vai em maio e também adora! Julho nunca! Me desculpe, mas ir em julho deve ser pedir para sofrer. Você já foi? Porque se eu já peguei dias quentes, imagine em pleno verão norte americano. Se eu peguei, nesta época, algumas filas gifantescas em determinados brinquedos, em determinadas horas do dia, imagine nas f-é-r-i-a-s, deles e nossas! Só para constar, passei a páscoa por lá, e pelo que enfrentei de movimento no final de semana santo, não me restam dúvidas: julho não! A não ser, é claro, que esse seja o único mês puder…

Vou terminando por hoje. O post já ficou maior do que as filas que mencionei! Você foi para a Disney com seu filho? Escreva dicas por aqui também! E você que está pensando em ir, o que quer saber??? Tem tanta coisa para falar que, com certeza, eu estou editando…

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abr/12

25

Disney com crianças – parte 1

Como prometido, voltei para passar alguns macetes de uma viagem à Disney com crianças. Não que eu seja especialista. Aliás, estou bem longe disso. Mas, acabo de voltar de lá e posso contribuir com dicas fresquinhas para você viajar mais tranquila com a sua família. Além disso, antes de ir, também coletei uma porção de conselhos de mulheres que foram mais de uma vez e que, estas sim, têm muito para contar. Vamos lá?

- Em primeiríssimo lugar: vale a pena ir à Disney com crianças sim! E de qualquer idade. Você pode estar se perguntando se com um ou dois anos não é cedo demais certo? Pode até ser, devido ao maior trabalho que terá com papinhas, fraldas e preocupações, mas não é se você souber levar. É mais importante você estar tranquila do que qualquer outra coisa. Seu filho estando bem, a viagem não atrapalhando o calendário de vacinas e você indo em uma época de pouco calor ou frio, ficará tudo ótimo, tenho certeza.

Eu mesma pensava que tinha que ter pelo menos quatro anos, mas meu filho foi com três e foi sossegado. Conheço quem levou filho com um ano e meio e que também teve uma viagem deliciosa. Isso porque lá dentro dos parques você encontra muita infraestrutura para isso. Carrinhos para alugar (ou para comprar nos supermercados, no preço de um dia de aluguel no parque), fraldário mais do que decente, banheiros para a família (sem aperto e com privadinha infantil), frutinhas vendidas prontas para comer, enfermaria, sombras de árvores e, o mais importante, respeito por estar com um bebê ou criança…

É claro que você não vai conhecer tudo de um parque em um só dia, pois vai respeitar alguns horários da criança. Na verdade, o ritmo do passeio vai variar de acordo com seu filho, mas aí acho que a idade conta menos que a personalidade dele. Vi muitos bebês no colo das mães, dormindo e sendo empurrados por irmãos mais velhos e outros tantos na barriga… E hoje, penso que se tiver outro filho, posso levá-lo antes dos 3 tranquilamente! O que conta contra de fato é que mais tarde eles não devem lembrar de muita coisa. Talvez lembrem de quase nada… Mas, fica a dica de uma mãe experiente que levou o casal de filhos mais de uma vez, desde os quatro anos da mais nova: filme tudo, ou o que puder. Os vídeos, assistidos pelas crianças em casa, ajudam a guardar os momentos especiais!

- Ouvir famílias que já foram é uma ótima saída para se preparar para a viagem. Você já vai sabendo o que tem, onde tem e como faz para chegar. Eu conversei com uma mãe que tem até planilha de excel para listar as melhores lojas, os melhores restaurantes, com zipcode para colocar no GPS… Não tem erro, é só escolher onde quer ir, digitar o número no aparelhinho mágico e em minutos você estará lá!

Ela também me deu a dica de agendar as refeições nos parques via Internet para não ter dor de cabeça. Eu agendei apenas a refeição com personagens (que é imperdível e impossível de se conseguir na hora). Nesse caso, se você não comparece, cobra-se 10 dólares por pessoa, debitados diretamente do seu cartão, cujo número deve ser fornecido no formulário online. Minha colega prefere já ir com tudo certo para nem ter que pensar onde vai comer. Dica válida já que você não paga nada se não for nas reservas sem personagens, e fica certa de que sua família vai ter uma mesa em um restaurante bacana… Contra: geralmente esses restaurantes que aceitam reserva são mais caros. Mas ainda assim, vale reservar alguns dias e ter cartas na manga!

(Se quiserem mais detalhes, mandem email que eu passo o link do site de onde agendam as refeições e, para quem quiser, mando os endereços essenciais para comprinhas!) 

- Conversar com o pediatra também é fundamental a meu ver. O meu, por exemplo, já me disse que medicamentos levar e o que fazer se o pequeno tivesse enjôo, vomitasse, tivesse dor de garganta, etc. É claro que levei tudo na bagagem, mesmo sabendo que encontraria lá, afinal é mais garantido. O remédio da febre e o termômetro ficaram na bolsa de mão, caso ele ficasse quentinho dentro do avião. Não precisei de nada disso, mas me deixou muito sossegada. O antibiótico, por exemplo, precisa ser levado com receita, para poupar dores de cabeça nos aeroportos.  Importantíssimo: fazer um seguro saúde internacional. Eles não são caros, e tenho certeza que valem cada centavo. Também não usei, mas não acho que ninguém deva deixar de contratar o serviço, até porque pagar por atendimento médico nos EUA costuma não ser muito barato. Vale dizer que antes de você sair correndo para um hospital, é preciso ligar para o número que estiver no seu cartão, porque eles indicam um local conveniado por perto onde você possa ser atendido. Se você for em um não conveniado, não terá problema nenhum, eles também cobrem. Mas, segundo as agências de viagem, geralmente terá que mandar o recibo e esperar ser reembolsado… 

Mais dicas? Escrevo no próximo post ok? Sobre os parques, os brinquedos, o clima, as filas…

Se você quiser escrever as suas também, tenho certeza que vão adorar! ‘

Beijos e até

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